Foto: Assessoria/ Mirassol EC
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Se antes da Copa São Paulo de Futebol Júnior o Vila Nova era tido como uma das principais forças do futebol goiano por conta do título da Copa Goiás, quando superou o rival Goiás pelo placar de 11 a 1, no agregado, na Copinha o futebol apresentado não foi o mesmo. Na tarde deste sábado (7), o Tigrinho entrou em campo para medir forças, e decidir sua vida no torneio, com o Mirassol, no Estádio Prefeito Alberto Victolo, em jogo válido pela terceira e última rodada da fase de grupos. E saiu de campo sabendo que já pode retornar para Goiânia.

Isso porque o time comandado por Lucas Oliveira foi derrotado pelo Mirassol pelo placar de 2 a 0. Com o revés, o clube continua com quatro pontos ganhos, mas agora na segunda colocação do Grupo 2. Contudo, o Tigrinho pode ser ultrapassado pelo Náutico (por ora, terceiro colocado com três pontos) ou pelo Tanabi (lanterna do grupo com um ponto conquistado), que neste momento se enfrentam, no mesmo local da derrota colorada.

Uma vitória do Náutico deixa o Vila Nova na terceira posição. Um empate também coloca o Timbu à frente do Tigrinho. Já um possível revés do time pernambucano, coloca o Tanabi na segunda colocação, com quatro pontos. Nessa situação o time da casa, já que a sede do chaveamento é na cidade de Tanabi, levaria a melhor pelos critérios de desempate.

Malzão hein?

O Vila Nova começou a partida com pelo menos três alterações de destaque no time titular, o esquema tático, no entanto, permaneceu o mesmo: 4-1-4-1. O time até começou bem e assustou, com Albano e Juninho, a meta do goleiro Matheus, do Mirassol. Porém, sem precisão nos arremates. O time do interior paulista controlou a pressão e aguardou o momento exato para atacar.

Com muitos toques de bola, atenção na marcação e agilidade nas saídas da defesa para o ataque, o Mirassol articulou as principais jogadas ofensivas do primeiro tempo. Dentre elas, a jogada que tirou o zero do placar. Após bate e rebate dentro da área do Vila Nova, a bola sobrou para João Feres que finalizou para colocar o clube ‘visitante’ em vantagem.

O tento do Leão abalou a equipe colorada. Meio-campo sumiu do jogo, omisso em todos os setores (ataque e defesa). O zagueiro Brunão até tentou salvar a ‘pátria’ e tirou uma finalização do Mirassol em cima da linha, mas seu companheiro Luizão não jogou no mesmo ritmo e após uma cobrança de escanteio marcou contra, aos 37 minutos da primeira etapa o segundo gol do Mirassol.

Que pontaria…

O Vila Nova apresentou na fase de grupos algumas qualidades técnicas, mas também erros de finalizações que poderiam construir outra história para o clube na competição. Em especial contra o Mirassol, os jogadores Éder, Juninho, Albano, David e Brunão tiveram chances claras de gols, mas arremataram para fora. Destes, o camisa 8, Albano teve as melhores oportunidades em bolas paradas. Em uma delas, o meio-campista forçou bela defesa do arqueiro adversário, mas nada que diminuísse o estrago.

Que sina!

O Vila Nova é o segundo clube goiano com mais participações na Copa São Paulo de Futebol Júnior - o Goiás com 26 participações é o primeiro do ranking. Das 21 vezes que jogou a maior competição de base do país, o Tigrinho foi eliminado na fase de grupos em 13 oportunidades. O retrospecto negativo fica ainda mais impressionante analisando as últimas oito edições: foram sete eliminações na primeira fase. E quando avançou (2016) não foi longe. Por coisas que só o futebol explica, o adversário do ano passado foi justamente o Mirassol, algoz que confirmou a eliminação do clube colorado hoje.

FICHA TÉCNICA
Jogo
: Vila Nova x Mirassol
Data: 07/01/2017
Horário: 14h00
Local: Estádio Prefeito Alberto Victolo (SP)

Gols: João Feres, aos 12’ do 1T, Luizão (CONTRA) aos 37’ do 1T (MIR) |

Cartões amarelos: Ricielli e Queven (MIR) | Brunão (VIL)
Cartão vermelho: Lucas Oliveira (VIL)

VILA NOVA: Gabriel; Daniel, Luizão, Brunão e Rafinha; Éder (Lucas Silva), Batata (Baiano), Albano, Juninho (Phelippe) e Everton; David. Técnico: Lucas Oliveira.

MIRASSOL: Matheus; Guilherme Castilho, Danilo, Ricielli e Rafael Santos (Pedro Henrique); Queven, Jardisson, Luís Oyama e Lucas Ceará (Lucas Rodrigues); João Feres (Bruno Camacho) e Gabriel Justino. Técnico: Ivan Baitello.

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