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Rádio 730 abraça a Vila São Cottolengo (Foto: Portal 730)
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Aconchegar é um verbo que remete a boas ações, como o ato de acolher ou prestar solidariedade. Neste ano, a Vila São Cottolengo, em Trindade, região metropolitana de Goiânia, aconchego é que os pacientes mais precisam.

Doar aconchego foi o fator que moveu o projeto Solidariedade Em Pauta, da Rádio 730, no último sábado (20), em visita à Vila São Cottolengo. A Vila é um hospital filantrópico fundado em 1951 pelo Padre Gabriel Vilela. Atualmente, é administrada por padres redentoristas e pelas Irmãs filhas da caridade de São Vicente de Paulo, entidade que tem como missão promover vida com qualidade para a pessoa com deficiência em situação de vulnerabilidade social.

A Irmã Ana Maria Peixoto, que atua no local há seis anos, destaca que o perfil dos pacientes, com idade entre zero e 80 anos, está bem distante do estereótipo de um indivíduo isolado e agressivo, e cada grupo é tratado em uma unidade diferente dentro da Vila.

“São 11 unidades, e cada uma tem o seu perfil. Todos eles têm problema e retardo mental, e uma multiplicidade de deficiências. Tem psiquiatria, deficiência física, auditiva, visual. Hoje os pacientes interagem com a comunidade, acabou aquela mentalidade do paciente fechado, agressivo”, afirma.

Itens em falta

A Campanha Doe Aconchego, que segue até o dia 6 de janeiro de 2017, tem o objetivo de arrecadar recursos destinados à compra de roupas de cama e banho para os 365 pacientes da instituição. De acordo com a Irmã Ana Maria, itens básicos de saúde e higiene estão em falta.

“Fralda geriátrica descartável é incontável o número, é uma quantidade muito grande, em especial as de tamanho G, GG e EGG. São os pacientes que, por causa da medicação, engordam muito. Lençol, toalha, o consumo é grande, são 345 pacientes permanentes, que moram aqui, e 20 em reabilitação”, conta.

Colaboradores

Além de doações materiais, a Vila São Cottolengo está alicerçada no amor e na dedicação dos cerca de 700 colaboradores. A pedagoga Abadia Antônia Lopes, voluntária há três anos, afirma que aprendeu com os pacientes o valor de um sorriso sincero, de um abraço. Ela conta que já cuidou de uma das pacientes em outra instituição.

“Vou doar meu trabalho. As coisas pra mim têm melhorado bastante. Eu trabalho também em outra instituição e são portadores de deficiência também. A Emily era minha aluna. A deficiência dela é neurológica e física. Como a mãe dela é usuária de drogas, ela vivia com a avó. Só que a avó teve um AVC, e trouxeram ela para a Vila. Eu me emociono muito com a Emily que, graças a Deus, encontrou a Vila”, relata.

Parceria com a OVG

Na organização, o voluntário se divide entre colaboradores espontâneos, que assim como a Abadia passaram a conhecer a Vila São Cottolengo por vontade própria, e jovens do Programa Bolsa Universitária (PBU), da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

A jovem Bianca Gonçalves é voluntária há quatro meses por meio do programa. Ela explica que um dos requisitos para o recebimento do benefício, reservado a estudantes que não podem pagar as mensalidades em faculdades privadas, é fazer o trabalho voluntário em uma organização filantrópica.

“Gostei tanto de fazer o trabalho que sou voluntária hoje. Para a bolsa é obrigatório. Tem que prestar as horas em alguma instituição voluntariamente. Tem uma folha de ponto que passa pela assistente social que assina e nós levamos para a secretaria de Educação. Eu gosto muito de ficar aqui, me sinto muito bem, pelo amor que os pacientes passam você se sente tão acolhido que não tem vontade de sair mais”, conta.

Doações

Da mesma maneira que Bianca, José Carlos Alves tornou-se voluntário na Vila, também pela OVG, há cerca de quatro meses. Segundo ele, apesar de não poder manter contato direto com os pacientes, a rotina dos estudantes exige compromisso com a instituição.

“Eu acompanho os visitantes e apresento a instituição, o tempo de atuação, quantos pacientes possui, os gastos que a Vila tem e também falo sobre as doações. Se você quer ser um amigo do bem, basta chegar à recepção, informar nome, CPF e telefone, a quantia é de R$ 10 a R$ 40 e o boleto é entregue mensalmente em casa. Caso não queira o boleto, pode também adquirir o cofrinho da instituição e atrás do cofre tem a agência bancária onde pode ser depositado”, ressalta.

Saiba quanto é gasto na Vila São Cottolengo e como sua ajuda faz a diferença:

- 2.890 refeições por dia;

- 4 vacas por semana;

- 2,4 mil quilos de frango por mês;

- 8,8 mil litros de leite por mês;

- 24.160 fraldas por mês;

- 1.850 quilos de roupas lavadas por dia, ou mais de 50 toneladas por mês;

- R$ 39 mil em higiene pessoal e produtos de limpeza por mês;

- R$ 268 mil em medicamentos, material hospitalar e alimentação especial (enteral e via sonda) por mês.

Ajude

Além dos depósitos bancários, a cada R$ 20 doados pessoalmente, o doador recebe um delicioso Panetone Aconhego. Saiba como e onde doar

Goiânia

Rede de Postos Z + Z

Setor Bueno – Avenida T-63

Setor Coimbra – Praça Walter Santos

Setor Jardim Goiás – Avenida I, próximo a um shopping center

Transmirim Passagens – próximo à Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário

Trindade

As doações podem ser feitas diretamente na Vila São Cottolengo, localizada na Av. Manoel Monteiro, 163, Setor Santuário.

Doações via depósito

Banco do Brasil – Agência: 2738-3 / Conta Corrente: 26910-7

Caixa Econômica Federal – Agência: 1241 / Conta Corrente: 30020-7 / Operação: 003

Itaú – Agência: 4313 / Conta Corrente: 005649-9

Bradesco – Agência: 1633 / Conta Corrente: 585-1

Sicoob – Agência: 3300 / Conta Corrente: 1403-6

Leia também:

Vila São Cottolengo: Campanha visa à arrecadação de recursos para troca de enxovais de pacientes

Confira a galeria de imagens da visita da 730 à Vila São Cottolengo.

Fotos: Vinícius Tondolo/Portal 730

Com informações da repórter Larissa Artiaga

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