Seleção Brasileira
Quarta, 23/07/2014 17h46
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Thiago Martins
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Leia mais...Após ser apresentado na manhã da última terça-feira, Dunga elegeu de forma rápida aqueles que vão trabalhar a seu lado na Seleção Brasileira. Na tarde desta quarta-feira, o comandante revelou os nomes da nova comissão técnica da Seleção Brasileira, que conta com o ex-goleiro Taffarel e com o ex-volante Mauro Silva, tetracampeões mundiais ao lado de Dunga, como principais novidades.

Taffarel será o preparador de goleiros da Seleção, função que desempenhava atualmente no Galatasaray (TUR), e Mauro Silva será um auxiliar técnico pontual, que só estará presente em alguns jogos, como por exemplo o primeiro da nova era Dunga, no dia 5 de Setembro, contra a Colômbia, em Miami, e também no dia 9 do mesmo mês, contra o Equador, em Nova Jersey. Outros ex-campeões devem ser chamados para ocupar o mesmo posto.

O auxiliar principal de Dunga será Andrey Lopes, o Cebola, que já exerceu a mesma função com o treinador na passagem pelo Internacional, na temporada 2013. O preparador físico será Fábio Mahseredjian, que já trabalhou em grandes clubes do Brasil, como por exemplo no Corinthians, ao lado de Tite na conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes. O médico chefe será Rodrigo Lasmar, que estava na última comissão técnica, mas apenas fazia parte da equipe.

Veja a composição da nova comissão técnica da Seleção

Coordenador técnico - Gilmar Rinaldi

Técnico - Dunga

Assistente técnico - Andrey Lopes

Assistente técnico pontual - Mauro Silva

Preparador físico - Fabio Mahseredjian

Preparador de goleiros - Claudio Taffarel

Médico - Rodrigo Lasmar

Fisioterapeuta - Odir de Souza

Administrador - Guilherme Ribeiro

Assessor de comunicação e imprensa - Vinicius Rodrigues 

Analista de desempenho tático - Fernando Lázaro Alves

Chefe de segurança - Moacyr Alcoforado

Massagista - Sergio Luís Oliveira 

Roupeiro - Manuel Carvalho de Souza

Roupeiro - Valdeci Leandro do Nascimento

 
Terça, 22/07/2014 12h58
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Thiago Martins
Última atualização em Ter, 22 de Julho de 2014 13:11
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Leia mais...Uma fala mansa, risadas, diálogo afiado com os companheiros de mesa e um discurso inovador, mas sempre cauteloso. Assim Dunga concedeu a primeira entrevista como novo treinador da Seleção Brasileira, onde por 56 minutos tentou suavizar a rejeição que tem pela maioria dos torcedores brasileiros. Esse alto índice não mexe tanto com o treinador, que prefere levar em conta os poucos que o apoiam, citando até Nelson Madela, ex-presidente sul-afriano.

“Respeito as enquetes, quem falou e deixou de falar. Na minha vinda, também tem pessoas que apoiam. É mais ou menos como uma eleição, às vezes o favorito nem sempre ganha. Tenho que buscar força e energia nos 20 e poucos por cento que está ao meu favor e tentar buscar conquistar os demais. Se os 76% de aproveitamento não foram suficientes, terei que fazer muito mais para conquistar essas pessoas. Nelson Mandela tinha tudo contra, não tinha arma e conseguiu mudar. Espero ter 1% da paciência dele”

Essa paciência que Dunga quer ter não será dirigida somente ao torcedor brasileira, mas sim a imprensa, com quem Dunga não teve bom relacionamento nos quatro anos que trabalhou a frente da Seleção. O treinador, inclusive, ficou marcado por um episódio com um jornalista durante a Copa do Mundo, inclusive interrompendo a entrevista oficial da FIFA. O treinador destacou que não mudará seus princípios, mas reconhece que será mais brando nessa relação.

“Vocês me conhecem e sabem que dificilmente uma pessoa muda em seus princípios, quanto a ética e trabalho realizado. Tenho que melhorar muito no contato com jornalistas. Por eu ter vindo do futebol como jogador, foquei muito no trabalho em campo, os resultados que obtive, não precisa falar muito, os números estão aí. Agora, é normal que eu preciso aprimorar meu relacionamento com a imprensa, é uma reflexão que eu tive nesses anos”

Mais do que melhorar a relação e a imagem, Dunga quer melhorar a Seleção Brasileira e implantar o conceito de “futebol total”, algo como a Alemanha produziu na Copa, onde ninguém se posiciona parado e todos atuam, mesmo sem a bola. O treinador citou que viu muitas equipes desempenhando isso na Copa e não escondeu que, hoje, o Brasil está atrás nesse ponto. Ainda assim, garantiu muito trabalho com a camisa de maior respeito no futebol mundial.

“A Seleção Brasileira continua representando muito, e vamos conquistar isso através dos resultados, mostrando o quanto a gente quer fazer o melhor a cada dia. Já temos um esboço, mas o torcedor brasileiro e vocês já me conhecem: não vou vender um sonho, vou dizer a realidade. E a realidade é que é preciso muito trabalho. Não podemos passar para o torcedor que somos os melhores. A camisa do Brasil sempre será respeitada, mas eles nos respeitam tanto que querem ganhar de nós de qualquer forma”

 
Terça, 22/07/2014 12h28
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Thiago Martins
Última atualização em Ter, 22 de Julho de 2014 12:33
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Leia mais...O contrato estava assinado, mas a oficialização aconteceu apenas nessa terça-feira. E realmente, ele voltou: Dunga é o novo comandante da Seleção Brasileira e foi apresentado dois dias antes de completar oito anos da primeira chance que ganhou como treinador, justamente da Seleção, substituindo Parreira em 2006. Agora, para o lugar de Felipão, Dunga chegou com elogios de sobra do presidente da CBF, José Maria Marin, que tratou o treinador como um eterno campeão.

“Ele (Dunga) foi campeão do mundo, foi capitão de uma seleção campeã, demonstrou capacidade para dirigir a Seleção Brasileira, isso ficou demonstrado através de números. Não é apenas por palavras, ele possui todos os requisitos e capacidade para dirigir novamente a Seleção. É um homem experimentado como atleta, como homem, e depositamos total confiança na competência dele”

Dunga proferiu as primeiras palavras como novo treinador tentando renovar a esperança do torcedor brasileiro com o futebol, após a humilhante derrota sofrida pela Alemanha por 7 a 1, na semifinal da última Copa do Mundo. O novo comandante destacou que o planejamento será algo importante mirando a Copa de 2018 e prometeu resultados.

“’É um prazer estar aqui outra vez, uma grande felicidade. Vamos trabalhar juntos com as categorias de base, com o Gallo, e a coordenação do Gilmar no futebol também. A CBF iniciou esse planejamento há dois anos e vamos dar sequência. Não precisamos fazer dessa Copa do Mundo uma terra arrasada, há coisas que foram boas. A gente viu na Copa que é importante o talento, mas o planejamento também é muito”

Na primeira passagem, o resultado logo apareceu e o treinador comandou a Seleção na conquista da Copa América 2007 e da Copa das Confederações em 2009. Foram 60 jogos no comando da Seleção, com 42 vitórias, 12 empates e apenas seis derrotas, entre elas a fatídica partida contra a Holanda, perdida por 2 a 1 que resultou na eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa 2010. Logo depois, o treinador foi demitido pelo presidente da CBF na época, Ricardo Teixeira.

Depois disso, Dunga só teve um trabalho como treinador, e não foi tão bem. No comando do Internacional, no ano passado, o time colorado conquistou o Campeonato Gaúcho de forma indiscutível, mas não teve a mesma sorte na Série A, sendo demitido após 10 meses de trabalho, com quatro derrotas consecutivas. Foram 53 partidas no Inter, com 26 vitórias, 18 empates e nove derrotas.

 
Domingo, 20/07/2014 19h16
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Thiago Martins
Última atualização em Seg, 21 de Julho de 2014 18:23
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Leia mais...Luiz Felipe Scolari deixou o comando da Seleção Brasileira, mas a escola gaúcha não. A informação surgiu na quinta-feira, ganhou “corpo” e se confirmou neste domingo: Dunga assume o comando técnico da Seleção Brasileira pela segunda vez e será apresentado de forma oficial na terça-feira, às 11h, na sede da CBF. O treinador, que deixou o comando após a eliminação da Copa 2010, retorna com o status de “injustiçado”, após Mano Menezes e Felipão deixarem o cargo criticados.

O convite para a volta de Dunga ao posto de técnico foi feito diretamente pelo novo coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, com quem Dunga jogou na Seleção Brasileira e conquistou o tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos. Na terça-feira, o treinador também deve apresentar toda a comissão técnica, entre eles o auxiliar, que pode ser Jorginho, que exerceu a função na primeira passagem.

Na primeira passagem, Dunga foi contratado para ser um comandante mais linha dura após a preparação “festiva” da Seleção para a Copa 2006, que era comandada por Parreira e foi eliminada pela França nas quartas de final. Curiosamente, a preparação para a Copa 2014 também foi muito questionada e Parreira fazia parte, como coordenador de Seleções.

Na primeira passagem, o resultado logo apareceu e o treinador comandou a Seleção na conquista da Copa América 2007 e da Copa das Confederações em 2009. Foram 60 jogos no comando da Seleção, com 42 vitórias, 12 empates e apenas seis derrotas, entre elas a fatídica partida contra a Holanda, perdida por 2 a 1 que resultou na eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa 2010. Logo depois, o treinador foi demitido pelo presidente da CBF na época, Ricardo Teixeira.

Depois disso, Dunga só teve um trabalho como treinador, e não foi tão bem. No comando do Internacional, no ano passado, o time colorado conquistou o Campeonato Gaúcho de forma indiscutível, mas não teve a mesma sorte na Série A, sendo demitido após 10 meses de trabalho, com quatro derrotas consecutivas. Foram 53 partidas no Inter, com 26 vitórias, 18 empates e nove derrotas.

Dunga havia decidido voltar a trabalhar após a Copa do Mundo e tinha um encontro marcado para acertar contrato para assumir o comando da Venezuela, que almeja a classificação para o Copa do Mundo 2018, na Rússia. O contrato de cinco anos já estava definido, assim como as bases salariais, mas o convite de Gilmar fez Dunga voltar atrás e enxergar uma chance de redenção.

 
Quinta, 17/07/2014 13h06
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Thiago Martins
Última atualização em Qui, 17 de Julho de 2014 13:15
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Leia mais...A reformulação do futebol brasileiro, devastado após a humilhante goleada sofrida para a Alemanha por 7 a 1, passará pela tutela de Gilmar Rinaldi, ex-goleiro e também ex-empresário de jogadores, que foi confirmado na manhã desta quinta-feira como novo coordenador de Seleções. O anúncio foi feito pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, em evento na sede da entidade.

“Ele (Gilmar) é o coordenador geral, vai comandar tudo e fazer a ligação entre a presidência e os demais treinadores. Terá o comando de todas as seleções. Não é para este momento apenas, é para o nosso futebol. A escolha pelo nome dele visa um projeto a curto, a médio e a longo prazo, para o bem do futebol brasileiro”

Gilmar Rinaldi tem 55 anos e foi campeão mundial com a Seleção em 1994, quando era o terceiro goleiro do elenco formado por Carlos Alberto Parreira. Depois de muito sucesso como goleiro do São Paulo, por seis anos, e do Flamengo, por quatro anos, encerrou a carreira no Cerezo Osaka em 1999 e voltou ao Flamengo para ser superintendente de futebol, onde ficou por dois anos. Em seguida, virou agente de jogadores, função que permaneceu por 14 anos e encerrou na noite da última quarta-feira, segundo o mesmo afirmou.

“Primeiro, quero deixar bem claro que minha atividade de agente de futebol, que exerci por 14 anos, não existe mais, meu foco é exclusivo com a Seleção Brasileira [...] Já a algum tempo eu havia desistido de continuar, só mantive alguns jogadores que eu tinha lealdade. Passei uma mensagem ontem a noite, talvez eles não tenham entendido, mas estou oficialmente fora dessa atividade hoje”, garantiu Rinaldi.

Leia mais...O novo coordenador terá como primeira e crucial tarefa a escolha do novo treinador da equipe principal, situação que deve ser concluída até a próxima terça-feira, segundo Marin antecipou na entrevista. E pra quem optava por um técnico estrangeiro, como Guardiola ou José Mourinho, a notícia desagrada: não será nenhum estrangeiro.

“Acho que não é o momento, com todo o respeito. Temos que buscar alguém na nossa casa, com nossos defeitos e nossas qualidades. É um momento de buscar alguém que tenha esse conhecimento. Conversamos algumas coisas e estamos em contato. Traçamos um perfil e vamos conversar com essa pessoa. O mais importante é definir o que nós queremos. Temos que reconhecer que precisamos mudar, não temos tempo para pensar, é hora de trabalhar”, destacou.

Pouco sobre o desastre

A campanha bastante questionável da Seleção Brasileira na Copa do Mundo foi citada, ainda que poucas vezes, mas o presidente José Maria Marin tratou o assunto como “página virada” e agradeceu ao ex-técnico Luiz Felipe Scolari, como técnico e como pessoa, no convívio diário. Questionado sobre o que mais incomodou na trajetória do Brasil na Copa, Gilmar Rinaldi surpreendeu.

“O que mais me incomodou, e isso é importante que se fale, foi o boné no jogo contra a Alemanha (com a escrita “força, Neymar”). Ali deveria ser "Força, Bernard", no futebol é tudo muito rápido, dinâmico. Deveria ter "Força, Bernard" ou o nome do jogador que fosse entrar. A única coisa que achei que não estava em sintonia foi esse boné”

 

 
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