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Jalles Fontoura (Foto: Portal 730)
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O presidente da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), Jalles Fontoura, concedeu nesta quinta-feira (9) uma entrevista exclusiva à Rádio 730, na qual fez uma avaliação acerca da situação financeira e da realidade administrativa da empresa.

Recentemente, a imagem da Saneago ficou abalada devido ao desvio de verbas descoberto por meio da Operação Decantação, realizada pela Polícia Federal (PF), na qual foram presos o ex-presidente da Companhia, José Taveira Rocha, e o ex-diretor, Afreni Gonçalves.

Segundo Jalles Fontoura, a descoberta do esquema de corrupção foi o fator que mais colaborou para a instabilidade da estatal. “A situação da empresa ainda não é confortável em função da liquidez e, principalmente, da Operação Decantação. Foi o nosso 11 de setembro. Dia 24 de agosto de 2016 foi o 11 de setembro da Saneago”, declara.

Sobre a capacidade de abastecimento de Goiás, o presidente da estatal garante que o planejamento dos recursos hídricos do estado prevê água suficiente para atender a demanda até 2040. “Já estamos planejando a etapa depois do João Leite. O grande patrimônio da Saneago é a água, a Sabesp de São Paulo por exemplo não tem água. O prazo é 2040 e, na pior da hipóteses, incluindo o sistema todo 2035”.

Municipalização

Desde a campanha eleitoral de 2016, o prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB), tem defendido a municipalização da água que abastece a capital. Em entrevista concedida ao repórter Gerliézer Paulo, da Rádio 730, Iris disse que em termos econômicos a municipalização é preferível a uma possível privatização da Saneago, que não seria benéfica para a capital.

A despeito da opinião do prefeito, Jalles Fontoura acredita que a municipalização pode gerar ainda mais gastos para o Poder Público. “Eu tive uma conversa muito interessante com o prefeito Iris Rezende e ele mostrou que conhece muito bem o sistema. Todo prefeito de Goiás praticamente usou como bandeira de campanha a municipalização da rede de água e esgoto, só que tem uma coisa, isso demanda um investimento muito grande. É muito difícil”, conclui.

Confira a entrevista na íntegra:

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