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João Campos (Foto: Portal 730)
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O deputado federal João Campos (PRB) concedeu nesta quinta-feira (18) uma entrevista exclusiva à Rádio 730, na qual analisou o impacto político das delações premiadas dos donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ao ser questionado sobre o futuro político do presidente Michel Temer (PMDB), o deputado João Campos - que é da base governista – disse que é preciso ter cautela antes de fazer conjecturas. “Apesar da falta de apoio da sociedade, o governo tem uma base parlamentar significativa. O governo tem inclusive os presidentes das duas casas; o Rodrigo Maia (DEM) na Câmara e o Eunício Oliveira (PMDB) no Senado. É claro que esses fatos vão contribuir para ruir essa base, não sei qual será a extensão disso, mas a princípio Temer tem uma base forte no Congresso e não podemos ignorar isso”.

Ainda segundo João Campos, o atual Congresso – composto por vários políticos investigados no âmbito da operação Lava Jato - não possui legitimidade moral para conduzir eleições indiretas caso o presidente Michel Temer seja afastado. “Eu defendo as eleições diretas. Apenas em tese o Lula teria vantagem, como também teríamos a possibilidade de que um nome sem referência seja eleito dada a indignação da sociedade, isso seria o chamado voto de protesto. Isso é um risco. Mas, às vezes é melhor que a sociedade assuma o risco do que nós termos uma eleição que a sociedade reprova”, pondera o deputado.

Nas delações, os empresários Joesley e Wesley Batista afirmaram que gravaram o presidente Michel Temer dando o aval para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado e preso na Operação Lava Jato, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os delatores também citam o senador Aécio Neves, que teria sido gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista. Como consequência das delações, o ministro Edson Fachin – relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) -  ordenou o afastamento de Aécio do cargo de senador. Fachin ainda negou o pedido de prisão de Aécio Neves feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) e disse que submeterá o pedido ao plenário do STF.

Confira a entrevista na íntegra: 

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(62) 98400-1757