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Democracia, pluralidade, cidadania, direitos, deveres, promoção da cultura, utilidade, relevância e sustentabilidade. Tudo isso faz parte da nossa responsabilidade de conscientização da população em busca de diálogos mais esclarecidos e equilíbrio nas decisões para a construção da realidade a nossa volta.

Diante destes valores, a partir de agora, o PORTAL 730 abre mais espaço para a opinião dos nossos fiéis ouvintes e seguidores. A seção "Opinião" será um espaço democrático e plural para que especialistas, políticos, empresários, historiadores, trabalhadores e demais cidadãos, possam ampliar debates, discussões e pontos de vista sobre temas recorrentes da nossa cidade, estado e do Brasil.

Para participar basta enviar os textos, com foto e resumo do autor para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Os textos serão analisados pela nossa equipe de produção.

Seja Bem vindo, Portal 730!

Leia mais...Pesquisas no mercado fitness mostram que o resultado físico é apenas um dos fatores que determina a captação e retenção do cliente de uma academia. Cada vez mais, as pessoas têm ido atrás de boas experiências e de ampliar seu contato social, buscando sentir-se parte de uma comunidade. Sendo assim, um dos primeiros pontos a se pensar quando se gere uma academia é qual nível de experiência está sendo entregue aos alunos, que nada mais é do que a somatória de todos os pontos de contato que eles têm com você e o seu espaço. 

Essa soma pode ser positiva ou negativa e é determinante para ele permanecer ou não no seu negócio. Manter o cliente interessado é um dos maiores desafios, por isso é fundamental entender os principais motivos que o levam a desistir de frequentar uma academia e, assim, reverter este grande problema enfrentado por muitos gestores que é a rotatividade de alunos.

O consumidor atual não quer apenas adquirir um produto ou serviço, ele quer ter uma experiência. Se ela for divertida, melhor ainda. Nesse sentido, os games deixaram de ser meros jogos e se transformaram em uma poderosa estratégia para atrair e reter clientes. Essa tendência ganhou o nome de “Gamification”, ou Gamificação, em português, e nada mais é do que uma estratégia que usa as dinâmicas e mecânicas de jogos - tão familiares especialmente na infância - para engajar pessoas.

De acordo com os autores do livro "For the Win: How Game Thinking Can Revolutionize Your Business”, Kevin Werbach e Dan Hunter, a utilização de técnicas motivacionais tiradas dos jogos e a aplicação de elementos e de conceitos próprios deles em contextos que não são de games fazem parte dessa tendência, assim como a criação de experiências envolventes. Eles defendem que pensar como um designer de jogos ajuda a motivar funcionários e clientes e cria experiências atraentes que podem transformar diversos tipos de negócios. Como as experiências comunitárias e sociais são comumente associadas aos jogos e muitas pessoas querem brincar com outras, enfrentá-las e compartilhar essa vivência, a dimensão social constitui, quase sempre, uma parte significativa e importante da gamificação.

E foi justamente estudando essa forte tendência e a busca por experiências marcantes em diversos segmentos do mercado, especialmente nos ambientes fitness, que a Life Fitness desenvolveu o ICG Connect, software do Indoor Cycling Group (ICG) que oferece diversos programas, percursos e recursos interconectados e compartilhados no computador da bicicleta do usuário, no tablet do instrutor e no monitor de vídeo grande da sala. Pelo ICG Connect, os participantes das aulas de ciclismo indoor pedalam com o grupo ou em batalhas entre os times para atingirem os objetivos da aula, vencerem disputas de equipe e baterem recordes pessoais.

O ICG Connect é uma plataforma com uma grande variedade de ferramentas para o professor de ciclismo indoor aumentar a interação e o engajamento dos alunos na aula. Isso traz dois pontos positivos: o aumento na atenção ao fazer o exercício melhora os resultados físicos e a sensação de contribuir para o resultado do grupo eleva o senso de equipe-comunidade.

Há quase 30 maneiras diferentes de propor desafios à turma e trazer a atenção do aluno ao que precisa ser feito, com informações projetadas em tempo real. Entre elas, estão a opção de avaliar a performance da sala como um todo e incentivar a turma a se unir para buscar uma meta proposta pelo professor. Outra possibilidade é abrir disputas entre times, ainda sem perder o sentimento do trabalho em equipe, mas com uma certa competitividade. E para os mais competitivos, há ainda as métricas de performance individuais.

Desde 2015, com o lançamento da IC7, o portfólio de bikes ICG já revolucionou o mercado no sentido de trazer a possibilidade de personalizar a bicicleta para cada aluno e, assim, fazê-lo se sentir parte da aula e capaz de atingir os objetivos. Com o slogan “UNITED WE RIDE”, a ICG sempre buscou se colocar no mercado com soluções que criassem o espírito de equipe dentro do ambiente de aula. A criação do CoachbyColor, por exemplo, desde o início trouxe esse senso de comunidade e socialização com muita força, já que permite personalizar as bicicletas de cada aluno na aula, de acordo com seu nível de condicionamento, para que todos possam atingir as metas propostas pelo professor.

Ao oferecer um momento lúdico, uma experiência única e memorável, é possível criar um ambiente inspirador na sua academia, que estimule, motive e engaje alunos de todos os níveis de condicionamento físico a se superarem todos os dias, darem o melhor de si durante as atividades, competir, se divertir e socializar. Ao tornar a rotina do seu cliente um game, a experiência que ele tem com o seu fitness center se torna ainda mais rica e pode ser o diferencial nos resultados para o seu negócio.

Fabio Mollica é Triatleta, Ciclista e Master Trainer da Life Fitness Brasil 

Leia mais...A proposta do Governo Federal de alterar as regras da aposentadoria, por meio de mudança na Constituição Federal, tem levado muitas pessoas a anteciparem suas aposentadorias, com receio de serem atingidas pelas novas regras, a exemplo do que aconteceu com a Reforma da Previdência em 1998, quando passou a ser exigida a idade mínima e foi extinta a aposentadoria proporcional.

A proposta aumentou extraordinariamente os pedidos de aposentadoria em todos os postos do INSS. Se isso não bastasse, os servidores do INSS, também receosos de serem afetados pelas novas regras que entrarão em vigor, caso Reforma da Previdência seja aprovada, estão antecipando suas próprias aposentadorias. A maioria dos servidores do INSS possui tempo para se aposentar e já protocolou o pedido. Com isso, eles devem deixar o trabalho nos próximos meses.

Em virtude destes três fatos: a) Anúncio da Reforma da Previdência; b) Aumento da demanda junto aos postos do INSS; e c) Falta de servidores do INSS, a análise dos requisitos para conseguir o benefício tem sido superficial, o que favorece o trabalhador.

“Esse favorecimento decorre da falta de tempo e de servidores para analisar o preenchimento dos requisitos para a concessão da aposentadoria”, afirmam os advogados da Brasil Previdência.

Os trabalhadores especiais devem ser os principais beneficiados. Conforme explicam os advogados, eles são os segurados do INSS que trabalharam durante 25 anos, em ambientes com risco à saúde ou integridade física, por exemplo, com ruído acima de 85 decibéis, risco de explosão, presença de agentes químicos, ou ainda, risco à integridade (vigilância armada ou não) e risco biológico (ambientes hospitalares, entre outros). Esses segurados, a princípio, têm direito a aposentadoria especial, que exige apenas 25 anos de tempo de serviço e não é necessária idade mínima.

Os documentos exigidos para esses trabalhadores aposentarem, em regra, é a Carteira de trabalho e Previdência Social (para comprovar o tempo de serviço) e o formulário padronizado pelo INSS, atualmente denominado Perfil Profissiográfico Previdenciário (formulário este que até 31/12/2003 era conhecido como SB40, DSS8030).

“O PPP é exigido para quem trabalhou em ambiente com risco e, assim, possibilitar o reconhecimento do tempo especial e, consequentemente, a concessão da aposentadoria especial, ou, para quem não trabalhou durante 25 anos em ambiente com risco, mas apenas parte desse tempo, com a conversão do período trabalhado em tempo comum, com acréscimo de 40%”, observam os especialistas.

Esse formulário deve ser preenchido pelo empregador e entregue ao trabalhador quando este solicitar, no ato da rescisão do contrato ou uma vez ao ano, para que o trabalhador tenha conhecimento das condições do ambiente onde trabalha, com base na avaliação do ambiente, que é feita por engenheiro de segurança do trabalho.

Aos médicos peritos do INSS cabe a análise das informações prestadas no PPP, como: qual agente nocivo; se a concentração está acima ou abaixo do limite de tolerância; se a avaliação desse agente foi feita obedecendo as regras da legislação previdenciária; se o risco do ambiente foi reduzido com a utilização de equipamento de proteção individual ou coletivo, e se o tempo de exposição do trabalhador ao agente nocivo se deu durante toda a jornada de trabalha, etc.

Segundo Fernando e Hugo, “a carência de servidores do INSS, somada ao tempo em que o INSS tem para decidir sobre o pedido (45 dias previstos na legislação previdenciária para o INSS decidir sobre qualquer benefício previdenciário, assistencial e revisional), tem levado o Instituto a reconhecer o direito a aposentadoria sem que seja feita uma análise minuciosa das informações prestadas no PPP, o que favorece o segurado.”

Nos casos em que o INSS decide negar o pedido de aposentadoria, o segurado tem grandes chances de reverter esta decisão através de interposição de recurso na chamada Junta de Recursos da Previdência Social que, também pela carência de recursos humanos e por interpretação mais favorável ao segurado, tem reconhecido o direito à aposentadoria, mesmo no PPP tendo a informação de que houve a efetiva entrega, fiscalização do uso, higienização e troca periódica do Equipamento de Proteção Individual (EPI), informação esta que impede a concessão da aposentadoria, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal, e que tem sido seguida pelo Juízes.

Outra interpretação favorável do INSS e das Juntas de Recursos da Previdência Social, que tem favorecido o trabalhador a conseguir a aposentadoria é a falta de exigência da comprovação do requisito tempo de exposição. Ou seja, se a exposição ao agente nocivo ocorreu de modo habitual e permanente, não ocasional, nem intermitente. “O INSS tem reconhecido o direito a aposentadoria especial mesmo diante da ausência dessa informação, enquanto a Justiça tem negado”, observam os especialistas.

Assim, ao trabalhador que se encontra nesta situação - trabalhado em área de risco – ainda que parte do tempo e ainda que não tenha os 25 anos de tempo de serviço, o melhor é aproveitar a interpretação favorável do INSS e correr para pedir a aposentadoria ou, para quem ainda não tem o tempo para aposentar, pedir o PPP para requerer junto ao INSS o reconhecimento desse tempo como especial, a fim de ser utilizado no futuro. Vale ressaltar que não existe direito adquirido à interpretação mais favorável do INSS. O fato de o INSS reconhecer atualmente o tempo de um trabalhador como especial, não impede que o INSS mude sua interpretação e passe a deixar de reconhecer o direito no futuro.

Fernando Gonçalves Dias e Hugo Gonçalves Dias são advogados, especialistas em aposentadoria especial

Leia mais...Ontem resolvi fazer uma coisa radical. Fui dormir com meu celular com a bateria a meia vida e pensei que, ao invés de deixa-lo ligado em modo de baixo consumo para ainda ter alguma coisa quando levantar, resolvi desliga-lo. Imagina isso, desligar o celular!

Imediatamente preocupações me inundam a mente. “E se alguém me ligar”, “e se alguém precisar falar comigo e não conseguir”. Já era mais de meia noite quando tive uma epifania: Inventamos a preocupação e desculpa que for para a boa manutenção dos novos vícios e mal hábitos. Tentei lembrar qual foi a última vez que alguém tentou falar comigo nesse horário. Não me lembrei.

Pareceu uma heresia. Um celular desligado. Imagina se alguém me procura e eu não posso responder, pior ainda, não vou saber quem é nem o que queria. Um celular desligado, um aparelho desconectado, uma pessoa incomunicável.

O que possivelmente poderia acontecer no meio daquela noite que não poderia esperar? O que poderia acontecer de tão relevante que era mais importante que o meu sono? Essa curiosidade mórbida de que algo está acontecendo no mundo sem que a gente tenha conhecimento assusta muito. Queremos saber de tudo o tempo inteiro. Onde está fulano, o que pensa sobre aquele filme, se está bem com o seu amor, se seu trabalho paga bem. É tanta disponibilidade de informação e tanta coisa boa acontecendo por aí que ficamos pensando: será que minha vida é tão legal assim?

Seria medo de levar uma vida insossa? Seria tédio pelos recorrentes acontecimentos cotidianos naquela tv preto e branco? Seria esperança de algo fantástico logo ao lado esperando ser descoberto? Seria uma estranha mistura dos 3 elementos temperando essa salada da nossa vida?

Isso eu não sei, mas sei de uma coisa: a grama do vizinho sempre é mais verde que a nossa. Ditado popular que acho que está mais forte do que nunca. Talvez a grama do vizinho nunca tenha sido tão verde como hoje. Acho que é porque agora temos como vizinho todo o planeta e não mais as pessoas ao nosso redor. Inclusive, quanto mais gente ao redor, menos pessoas próximas.

Tanta gente levando uma vida legal nas redes sociais. Talvez por isso temos aquele comichão em ler um whatsapp, acessar o face, curtir um stories, enfim, procurar alguma coisa fantástica acontecendo sempre que a nossa vida fica morna, ou levemente rotineira. Aquela sensação de que alguma coisa muito boa está acontecendo “lá fora”. Uma prática comum, aparentemente inofensiva, mas que custa muito aos desavisados.

Já parou para pensar o que acontece quando você se desloca, quando vai para outro lugar? Vamos esclarecer uma coisa, todos fazemos isso desde sempre, mesmo antes dos celulares. Basta lembrar de alguns dos sermões dos pais que você ia pra outro lugar enquanto eles terminavam de falar. Eu quero dizer o que acontece quando se cria o hábito de estar constantemente em outro lugar, o hábito da distração.

A vida é presente. Tudo acontece no presente. Só há respiração no presente. O passado é um suspiro que foi, o futuro o ar que vai entrar e o presente é a respiração, que alimenta o corpo de ar e saúde. Existe o passado como referência e, as vezes, resolução. Existe o futuro como possibilidade e, às vezes, ansiedade. E temos o presente como único espaço das possibilidades infinitas. No que utilizamos nosso tempo presente é o que construímos para nossa vida. Na vida, a única coisa que temos de fato são aquelas experiências nas quais depositamos a nossa atenção. Se damos atenção aos relacionamentos, conseguimos construir relações boas (o que não quer dizer isentas de conflito), se damos atenção nos esportes, nos tornamos melhor no que fazemos, atenção no trabalho nos garante mais sucesso profissional e assim por diante. Atenção é a forma que damos ao tempo que nos é dado. É onde decidimos colocar a nossa energia máxima de criação. Em última análise, no que prestamos atenção é onde está nossa vida, as experiências que poderemos chamar de nossas.

Portanto, se criamos o hábito de estar sempre em outro lugar como ficam as nossas experiências, como fica a nossa própria vida? Se criamos o hábito de entrar em qualquer rede social de 15 em 15 minutos, ou somos incapazes de nos concentrar em qualquer atividade sem checar as mensagens infinitas dos grupos como é que podemos viver o presente, ter o poder da presença?

Imagina a cena: 8 horas da manhã tomando o seu café. Não consegue ficar sem ver ou pensar em nada e começa a passar o dedo em alguma rede social enquanto toma o seu café. Será que você realmente sentiu o gosta da comida? O gosto do café? Pode-se mesmo dizer se você tomou o seu café? E a qual preço? O que realmente você presenciou, vivenciou ou expericienciou que valeu o preço de não ter vivido completamente o seu café da manhã. Você se afastou do presente e foi para outro lugar e a viagem nem valeu tanto a pena assim.

Segundo exemplo: você sai com seu companheiro. Nem sempre vocês têm algo muito novo para conversar. Sentam-se na mesa e ficam mais tempo transitando entre mensagens, grupos, redes sociais ao invés de estar lá um com o outro. Melhor nem tivessem se encontrando. Pelo menos teriam vivenciado completamente outro lugar ao invés de perder as duas experiências.

É assim que se constrói o vício da distração.

Com o tempo, mesmo quando estivermos concentrados, nos divertindo ou tendo uma experiência relevante, vamos interromper nosso momento para ir para outro lugar. E quando não estivermos fazendo nada de muito interessantes vamos buscar incessantemente algo interessante em algum outro lugar porque o cérebro já vai estar viciado em estímulos rápidos de busca por uma experiência relevante.

Não se engane, todos os aplicativos de redes sociais estão lutando bravamente pela sua atenção. Existem centenas de pessoas altamente capazes criando estratégias invisíveis para manter a sua atenção nos seus produtos. Isso não é teoria da conspiração, é exatamente o objetivo dos aplicativos. Eles disputam os segundos da sua atenção. Se quer saber mais pode assistir esses vídeos que começam a falar sobre o tema:

https://www.ted.com/playlists/610/the_race_for_your_attention.

Qual foi a última vez que você desligou o seu celular (não vale quando a bateria acaba, não foi uma decisão sua). Quando foi a última vez que se concentrou em algo, em alguma experiência que te manteve distante pelo menos 30 minutos dessa caixa de Pandora? O telefone celular é uma boa imagem simbólica da vida moderna: hiperconectividade e superdistração. A bateria de um celular, em média, dura o mesmo que o dia de uma pessoa: 24 horas. Com ele tudo está a apenas um toque de distância. O mundo inteiro na ponta dos seus dedos. Quase tudo o que se pode imaginar que um aparelho é capaz de fazer que, quando se cansa, pode ser conectado a tomada e continuar suas atividades e recarregar sua bateria ao mesmo tempo, sem parar. Acho que tenho inveja do meu celular.

O maior prejuízo do vício da distração é, obviamente, a desatenção.

É o hábito nocivo de buscar estímulos externos o tempo inteiro, enfim, é a busca infinita pela grama mais verde do vizinho. E pensa bem,  a grama do vizinho sempre será mais verde, mas apenas para os desatentos. Com o tempo acabamos construindo uma crença de que existe alguma coisa fantástica acontecendo em algum lugar e que podemos ter noção ou fazer parte, quer seja com um comentário ou um like, aquilo vai nos conectar à experiência daquela outra pessoa e nos distanciar da nossa experiência do agora. Uma experiência melhor do que a nossa, aparentemente. Uma perigosa possiblidade que pode gerar consequências catastróficas a médio prazo.

Os prejuízos são impensáveis e, pior de tudo, invisíveis. À medida que nossas experiências forem perdendo o valor em detrimento da busca de estímulos sentiremos mais angústia existencial e poderemos vivenciar uma sensação de que todos tem uma vida fantástica enquanto a nossa segue mais ou menos. É como se um mundo fantástico onde coisas maravilhosas estivessem acontecendo sempre longe de nós. Como se não tivéssemos a carteirinha de acesso ao mundo mais legal que o nosso, sempre acontecendo a um clique de distância, mas nunca ao nosso alcance. Uma danosa ilusão de que todos tem uma vida maravilhosa e bem melhor do que a sua. Imagina isso, 24 horas por dia na tela do seu celular?

Da próxima vez que, no meio de uma conversa, reunião chata, missa da igreja, saída com os filhos, fila do cinema você tiver aquela comichão incontrolável de buscar o seu celular e saber o que está acontecendo lá fora pense duas vezes. Verifique se a sua experiência atual não é mais valiosa do que a distração que você buscar naquele momento. Distrair-se é essencial. Todas as pessoas saudáveis o fazem. O perigo é o vício da distração onde é criado um hábito de busca incessante de estímulos externos de forma a comprometer as experiências presentes da pessoa.

Ontem a noite eu fiz algo radical. Desliguei o meu celular a noite e, mesmo de madrugada quando acordei para tomar água, eu não liguei. Sabe o que aconteceu? Eu perdi uma mensagem da minha mãe, enviada a 00:48 falando que meus sobrinhos iriam passar o dia na casa do outro avô e não poderíamos sair com eles conforme tínhamos combinado. Fui obrigado a responder a mensagem 8:43 da manhã do outro dia, quando liguei meu celular. Ela leu a resposta por volta das 09:20 e conversamos ao telefone pro volta das 09:42. Foi isso que me custou desligar o celular por uma noite.

Marcelo Troncoso é especialista em Desenvolvimento de Pessoas com formação em Coaching Profissional, Executivo e de Negócios. 

Leia mais...Estamos em 2018. Se você quiser ser bem-sucedido ao longo deste ano, e nos próximos anos, assuma já o volante e oriente sua vida sem permitir que outros decidam o que deve ou não fazer, sem esperar que outros escolham o caminho que deve seguir. Pare e afaste-se do turbilhão de ideias e opiniões dos que, a cada minuto, ou a cada segundo, tentam influenciá-lo com suas mensagens inconsistentes, suas historinhas sem lógica, quando não com mentiras. Os dias passam e você fica navegando sem direção, se alimentando de informações inúteis.

Obviamente, é impossível desconectar-se e isolar-se – não é isso que você deve fazer, Mas é possível desenvolver habilidades para colocar sua vida nos trilhos, sem se pautar com mensagens lançadas ao vento e que, em geral, o afastam da verdade e do divino. Para começar, veja em que fontes de água pura você pode matar sua sede de informações, quais os melhores livros para ler, as pessoas certas para obter orientações, os portais de notícias mais comprometidos com a verdade. “É preciso ter muito cuidado com as ideias que você planta em sua mente, porque elas vão determinar o tom geral de sua vida”, ensina o mestre japonês Ryuho Okawa em seu livro Think BIG (Pense Grande). “As flores que brotam e os frutos que crescem dependem do tipo de sementes que plantamos.”

Os perigos de dispersão são uma contínua ameaça. Somente no Brasil, circulam diariamente pela web ou mídias sociais cerca de 12 milhões de informações falsas. Ao definir o que, em 2018, você pretende alcançar – para sua família, na escola, no trabalho, nos negócios, relacionamentos ou para sua saúde e outras tantas situações – defina uma estratégia e siga em frente, sem perder o rumo. Não deixe que nenhum dia acabe sem ter dado um passo adiante. Não deixe que pessoas estranhas roubem seu tempo. Use-o integralmente para construção de sua felicidade e das pessoas que o cercam ou para o crescimento de sua empresa e desenvolvimento do país.

Esse esforço o tornará mais centrado, aumentará sua produtividade no trabalho, melhorará seu desempenho nos estudos, dará mais credibilidade aos conselhos que dará à família e aos amigos e mais segurança em seus negócios. Na exata medida em que você assumir o volante, sua vida ganhará outra dimensão. Tenha coragem. Comece já. Pense Grande. “Os pensamentos têm poder. Seus pensamentos determinam sua vida. Mas seus pensamentos precisam ser mais do que meras intenções”, diz o mestre Okawa.

Outro risco da realidade que hoje nos cerca envolve os medos provocados nas pessoas pela sociedade hiperconectada.  É a multiplicação dos problemas em família, são as nada fáceis relações entre pais e filhos, é o temor de perder o emprego, viajar de avião ou sofrer uma decepção amorosa. A acelerada evolução que acompanha as novas tecnologias, as mudanças constantes, a perda de referências diante do oceano de informações trazidas pelas mídias sociais deram nova dimensão aos medos. Nessa seara sem dono, todos opinam, mas ninguém oferece orientações e soluções seguras.

Estudo realizado em agosto deste ano pela agência FCB Brasil, em parceria com os institutos de pesquisa Quantas e Coletivo Tsuru, identificou que 78% dos brasileiros têm muito medo de fracassar, 54% têm medo do julgamento dos outros e 52% têm medo de falar o que pensam. O estudo foi realizado em todas as regiões do Brasil e constatou um aumento na incidência de medos relacionados à experiência social e consumo de informação em rede: medo de fracassar, de não ser bem-sucedido como pai ou mãe, de não ser feliz ou de mudar de carreira. Para 23% dos entrevistados, enfrentar algo novo é um medo constante. Trata-se de um cenário preocupante.

Cada um de nós precisa ter a determinação e a coragem de sair desse “pântano”, de assumir o controle e dar nova dimensão e significado à própria vida. Em as Leis da Invencibilidade, o mestre Okawa diz que precisamos ser perseverantes a fim de alcançar a vitória final, sem nos apegarmos às pequenas derrotas ou vitórias. São as nossas experiências neste mundo que nos levam a desenvolver uma força inabalável. “Quando nos vemos no meio de uma sequência de fracassos, o melhor a fazer é parar de lutar para obter o sucesso. Em períodos assim, nada vai funcionar bem, não importa o que você faça. O segredo é esperar que o momento fique a seu favor. (...) Mantenha a mente em paz e simplesmente viva cada dia, um por vez. Tenha como objetivo fazer o que for possível hoje, desenvolver sua força e esperar que a hora certa chegue”. Não deixe 2018 passar em branco. Mude seu modo de encarar a vida e acumule vitórias.

* Milton Nonaka é consultor de novos negócios da editora IRH Press do Brasil

 

 

Leia mais...É bastante comum o debate sobre primeiro emprego sob o ponto de vista de quem o procura. Certamente, trata-se de um momento difícil para o jovem que busca entrar no mercado de trabalho. No entanto, há também desafios para quem contrata uma pessoa sem experiência profissional. Se o jovem encontra dificuldades, as empresas também precisam se preparar para receber esses ‘calouros’.

Sabemos que uma integração bem feita nos primeiros meses é fundamental para o sucesso de um profissional em um novo emprego. Imagine-se então quando esse profissional está dando os primeiros passos em seu primeiro emprego. É preciso criar um ambiente favorável para receber jovens sem experiência prévia. Se esse ‘recém-nascido profissional’ não encontra apoio em seu ambiente de trabalho, seu desempenho e desenvolvimento estarão seriamente comprometidos. Por isso, para ser uma porta de entrada para o primeiro emprego formal é preciso, também, ser uma empresa acolhedora.

Quem frequenta a rede McDonald’s já deve ter percebido a versatilidade de nossos gerentes, que sabem fazer de tudo dentro de um restaurante. Quase todos começaram na função de atendente e cresceram exercendo as diversas posições da nossa estrutura. Essa possibilidade de carreira vem do treinamento e do aprendizado permanentes que acompanham nossos profissionais em todos os seus momentos dentro da companhia. Os novos atendentes são treinados por seus superiores e, também, pelos seus próprios colegas. E logo ele também treinará seus colegas. Esse interesse pelo crescimento mútuo é fundamental para o sucesso deles.

Assim, voltando ao ponto que abriu esse bate-papo: não fosse por esse DNA de primeiro emprego e desenvolvimento contínuo, de nada adiantaria termos as mais modernas ferramentas de atração de talentos.

E a fórmula tem dado certo. Somente no ano passado, contratamos 14 mil jovens, ou cerca de 20 pessoas por dia. Desse total, grande parte é indicada pelos nossos atuais e ex-funcionários, que veem na companhia uma boa oportunidade profissional para os seus parentes e amigos. O resultado disso é a formação de uma grande família em cada restaurante, cujo bom funcionamento é testemunhado diariamente por mais de 2 milhões de clientes.

Uma companhia que tem como bandeira ser a porta de entrada para jovens também deve ter um plano de carreira apoiado por programas permanentemente atualizados que façam sentido para esse público. Recentemente, por exemplo, percebemos no McDonald’s que era importante oferecer conteúdo de empreendedorismo, um dos principais temas de interesse dos jovens, na plataforma educacional da Universidade do Hambúrguer. Dessa forma, nasceu o Aperte o Play!, que incentiva os profissionais a terem autonomia para escolher qual caminho trilhar – dentro ou fora da empresa.

Sim, porque junto com os jovens, recebemos também os seus projetos, sonhos e aspirações, que podem ser de longo ou curto prazo. E ao recebê-los para a sua primeira experiência profissional, também devemos estar preparados para a sua partida. Mas esse pode ser o tema para um próximo bate-papo.

* Marcelo Nóbrega - diretor de Recursos Humanos do McDonald’s Brasil

Leia mais...A evolução de nossa sociedade proporcionou às mulheres, a possibilidade de alcançarem maior espaço no meio corporativo e nos negócios. Ainda há muito a conquistar, mas felizmente os avanços são diários. O empoderamento feminino é uma realidade fundamental a ser aceita.

No contexto empresarial, por exemplo, tenho observado que as mulheres estão galgando posições que antes só eram limitadas aos homens, mas, o mais importante é que incorporam às organizações uma característica própria que é a liderança pelo diálogo e não pela truculência.

A capacidade de comunicação das mulheres é destaque sendo fruto de diversos fatores, no entanto, observo uma busca intensa e contínua pelo desenvolvimento de habilidades, ou seja, por perceber que as dificuldades são maiores, as mulheres possuem uma preocupação maior em se capacitarem. Característica essa necessária para o alcance de cargos de gestão que exigem cada vez mais qualificações.

Por outro lado, um fator cada vez menos utilizado pelo mercado na contratação de uma mulher está relacionado a questão estética, uma vez que, hoje as contratações estão diretamente relacionadas a qualidade profissional e a responsabilidade como profissional. Ou seja, hoje as mulheres afirmam com orgulho: “Estou aqui por que conquistei o espaço”.

E essa afirmação é ainda mais condizente com a realidade já que essa valorização tem como característica aquilo que vem de dentro para fora. Ou seja, ela primeiramente percebe seu valor para depois deixar isso claro para o meio em que se relaciona. E nesse ponto a comunicação tem um papel primordial.

Além disso, nesses termos, o sexo feminino tem características primordiais que devem ser valorizadas e até mesmo copiadas pelos homens, como é o caso de uma sensibilidade mais aguçada no lidar com as situações e a intuição de saber se posicionar melhor perante as adversidades. Além é claro, do charme e astúcia que se mostram em sua comunicação.

Porém, mesmo frente a essas qualidades é primordial que a comunicação passe por constante capacitação e ajustes, pois, somente isso permitirá que a mulher dê ainda mais ênfase às suas qualidades e também aprimore e assimile novos conceitos que poderão fortalecer ainda mais a sua qualidade profissional.

Em resumo, a mulher tem enfrentado e quebrado muitas dessas barreiras, principalmente pelo seu esforço, valorizando cada vez mais estudos e especializações. Assim, por mais que muitas das mudanças passem pela conscientização de todos, um dos principais recursos favoráveis à valorização da mulher continua sendo a habilidade de se comunicar bem.  

Reinaldo Passadori - Especialista em Comunicação Verbal e presidente do Instituto Passadori Educação Corporativa

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