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Foto: Divulgação
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Preservar o patrimônio, combater incêndios, trabalhar em ações de conscientização e realizar resgates. Estas são algumas das principais tarefas de verdadeiros anjos da guarda: os agentes do Corpo de Bombeiros, cujo dia é comemorado neste domingo (2). 

As exigências para exercer a profissão variam conforme o Estado. Nos locais onde o Corpo de Bombeiros está associado à Polícia Militar (PM), é preciso prestar concurso público para integrar a corporação. Além disso, o interessado precisa ter concluído o Ensino Médio, ter no mínimo 18 anos de idade e possuir carteira de reservista, no caso dos homens. Em relação à altura, exige-se que eles meçam a partir de 1,65m e elas 1,60m, e recomenda-se saber dirigir e nadar. O major Fernando Caramaschi esclarece como é feito o treinamento dos profissionais.

“Temos o curso de formação, os de aperfeiçoamento mensais, os estágios de adaptação, além dos programas de formação diários, de maneira que se conheça um pouco de cada área. Temos também cursos de especialização em cada área, como resgate, mergulho, salvamento em altura e terrestre. O militar vai se adequando conforme a sua capacidade ou seu interesse”, explica.

Em Goiás, o salário base de um Bombeiro é de R$ 2.820. De acordo com o Major Caramaschi, além de um ótimo preparo físico, o agentes deve possuir equilíbrio emocional para resolver diversas situações.

“Há a necessidade de uma capacidade emocional, uma exigência de atributos que não são simplesmente ‘eu quero ser’. Tem que ter capacidade de suportar pressão, passar por situações adversas. Independente disso, temos um suporte de psicólogos e de psiquiatras para cada situação que gere alguma consequência”, afirma.

Ainda de acordo com o major do CBM-GO, atualmente 2,6 mil Bombeiros estão presentes em aproximadamente 43 municípios goianos. Ele destaca a importância das parcerias com outras entidades como PM e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“A gente precisa dessas parcerias. Em diversas ocorrências há um um número grande de vítimas nas quais entra a necessidade de outras ambulâncias. A PM nos dá um apoio muito grande em acidentes de trânsito para fazer a sinalização, a Polícia Técnico-Científica para fazer a perícia, enfim, sempre visando a melhor maneira possível de atender à sociedade”, destaca.

Bombeiro Militar há 18 anos, o Major Caramaschi se especializou em mergulho. No entanto, não é na água a recordação que mais marcou a sua carreira.

“Um acidente na GO-080, em que quatro adultos em uma colisão frontal morreram. Uma criança, que estava na cadeirinha, foi a única sobrevivente. A gente vê a importância disso, não só a da nossa atuação, diante daquele cenário tão desolador, mas ver aquela vida que só sobreviveu em virtude da condição dela naquele momento, dentro da condição de segurança exigida. Isso marca, porque quando envolve criança, é mais emocionante”, pondera.

Da repórter Larissa Artiaga

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