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Cecília Barcelos recebe o juiz Jesseir Coelho de Alcântara e o delegado Douglas Pedrosa no debate deste Super Sábado (Foto: Johann Germano/Portal 730)
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Goiás figura no mapa da insegurança no Brasil. Segundo informações do atlas divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, das 30 cidades mais violentas do país, quatro são goianas: Luziânia e Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, e Senador Canedo e Trindade, na região metropolitana de Goiânia.

Os índices divulgados estamparam o tema do debate no programa Super Sábado de hoje (10), com a presença do titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), delegado Douglas Pedrosa, e do juiz de Direito Jesseir Coelho de Alcântara.

Ouça o debate na íntegra, em dois blocos

Bloco 1

Bloco 2

Como o estudo foi feito apenas com municípios com mais de 100 mil habitantes, o titular da DIH acredita que o número de municípios cujos habitantes sofrem com a violência em Goiás poderia ser maior.

“De um tempo para cá, a violência vem migrando da capital para o interior. Tanto que, em 2014, nós tínhamos o maior índice de homicídios em Goiânia. Hoje temos no interior do estado. Essa situação não é apenas regional, é do Brasil. Percebemos isso em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outros grandes centros urbanos. Aqui não é diferente”, avalia.

De acordo com Jesseir Alcântara, o fato de os quatro municípios estarem em regiões metropolitanas, o problema da violência pode estar atrelado a outros fatores como sociais e econômicos, além do geográfico.

“São cidades praticamente dormitório, ou seja, as pessoas trabalham nas capitais e moram nestas cidades menores. Há um problema social muito grave nestas cidades, como o desemprego muito grande e o tráfico de drogas que, no meu entendimento, têm muita ligação com a questão destas cidades periféricas”, analisa.

No caso de Luziânia, a cidade ostentou por muitos anos o título de mais violenta do estado de Goiás. Só no mês de janeiro de 2017, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de homicídios triplicou em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a Polícia Civil, todas as mortes foram por armas de fogo e as vítimas tinhas entre 18 e 30 anos de idade.

Douglas Pedrosa acrescenta que a desigualdade social, como ocorre nos grandes centros e, principalmente nas cidades do Entorno em relação a Brasília, são determinantes para o aumento da criminalidade e da banalização da violência, em que os homicídios ocorrem por motivos banais ou fúteis. Para o juiz da 1ª Vara Criminal de Goiânia, somente as forças de Segurança e a Justiça, por si só, não serão capazes de conter estes números alarmantes.

“Temos uma série de situações para conter esta questão da violência, elas são somadas. Somente a lei não resolve a questão de violência, de problema social. Temos a questão das políticas públicas de Educação, de conscientização, somadas a uma questão da impunidade e o ‘garantismo’ exagerado, ou seja, a lei protege demais. Em razão disso, o índice de violência vai aumentando cada vez mais”, analisa Jesseir.

Em 2016, Goiânia figurou na 29ª posição entre as cidades com maior índice de criminalidade. No primeiro trimestre de 2017, dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSPAP-GO), apontaram redução da violência e deixaram a capital no 42º lugar. Segundo Douglas Pedrosa, a redução da impunidade e o em que o criminoso fica preso são essenciais para se melhorar os índices violentos na capital e no estado.

“Em Goiânia, a gente tem apenas uma visão: a prisão do assassino. A pessoa que foi presa, não vai reiterar na prática delitiva, pois quem comete um homicídio normalmente comete outros.e essa pessoa se torna alvo de quadrilhas rivais. Então ela vai acabar sendo vítima. Então se a gente conseguir encarcerá-la depois do primeiro homicídio, e ela permanecer presa depois do ato, vamos evitar, em um curto espaço de tempo pelo menos dois homicídios”, ressalta.

De acordo com o índice do Ipea, a cidade de Altamira, no Pará, lidera a lista. Novo Gama e Luziânia aparecem na 20ª e 21ª posições respectivamente. Senador Canedo é o 24º e Trindade o 26º.

Confira a lista completa a seguir:

Posição/Estado/Cidade                   Taxa

1 PA Altamira 107
2 BA Lauro de Freitas 97,7
3 SE Nossa Senhora do Socorro 96,4
4 MA São José de Ribamar 96,4
5 BA Simões Filho 92,3
6 CE Maracanaú 89,4
7 BA Teixeira de Freitas 88,1
8 PR Piraquara 87,1
9 BA Porto Seguro 86
10 PE Cabo de Santo Agostinho 85,3
11 PA Marabá 82,4
12 RS Alvorada 80,4
13 CE Fortaleza 78,1
14 BA Barreiras 78
15 BA Camaçari 77,7
16 PA Marituba 76,5
17 PR Almirante Tamandaré 76,2
18 BA Alagoinhas 75,7
19 BA Eunápolis 75,1
20 GO Novo Gama 75
21 GO Luziânia 74,7
22 PB Santa Rita 74,1
23 MA São Luís 73,9
24 GO Senador Canedo 73,7
25 PA Ananindeua 70,2
26 GO Trindade 69,8
27 CE Caucaia 69,8
28 PE Igarassu 69,4
29 ES Serra 69,2
30 BA Feira de Santana 68,5

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