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O superintendente da PF em Goiás, Umberto Rodrigues, e o procurador da República, Helio Telho Corrêa Filho (Foto: Johann Germano/Portal 730)
voltaaotrilhos
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) deflagraram nesta quinta-feira (25) a Operação De Volta aos Trilhos, que investiga crimes de lavagem de dinheiro e recebimento de propina nas obras da Ferrovia Norte-Sul, baseada em acordos de colaboração premiada assinados pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Na ação, um desdobramento da Lava Jato, e também uma nova etapa das operações “O Recebedor” e “Tabela Periódica”, foram cumpridos dois mandados de prisão, sete de busca e apreensão de documentos e quatro de condução coercitiva nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Foram presos Jader Ferreira das Neves, filho do ex-presidente da Valec, empresa responsável pelas obras na ferrovia, José Francisco das Neves, conhecido como ‘Juquinha’, e o advogado Leandro de Melo Ribeiro. A suspeita é de que os investigados tenham cometido crime de lavagem de dinheiro por meio da aquisição de bens, como explica o superintendente da PF em Goiás, Umberto Ramos Rodrigues.

Além das duas aeronaves, estão bloqueados apartamentos em Goiânia nos Setores Jardim Goiás e Coimbra, e cinco casas populares em condomínios na cidade de Bela Vista, além de 300 lotes em Água Boa, no MT, e propriedades rurais em Breu Branco e Goianésia do Pará. Para o procurador da República em Goiás, Hélio Telho, a investigação deve apontar um valor muito maior do que os R$ 4,4 milhões.

O procurador explica que os bens adquiridos com dinheiro de propina geravam os chamados contratos de gaveta.

O ex-presidente da Valec, Juquinha, e o filho dele, Jader, já haviam sido condenados a dez anos e sete meses de prisão na Operação Trem Pagador, pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de R$ 20 milhões provenientes de cartel, fraudes em licitações, peculato e corrupção na construção da Ferrovia Norte-Sul. Os dois aguardavam pelo julgamento em liberdade e teriam tentado atrapalhar as investigações, como explica Hélio Telho.

Na Operação Volta aos Trilhos, foi pedida a prisão preventiva de Juquinha, mas foi negado pelo juiz por falta de provas contra o ex-presidente da Valec. Os três suspeitos foram ouvidos na manhã desta quinta na sede da PF, mas apenas o advogado Leandro respondeu às perguntas dos investigadores. Com os mandados de condução coercitiva, os agentes esperam identificar a existência de laranjas para movimentação dos bens bloqueados. O prazo para conclusão da investigação é de 15 dias.

 

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