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Aécio Neves e Michel Temer em 2016 (Foto: Ueslei Marcelino/Arquivo/Reuters)
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Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR), os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, afirmaram que gravaram o presidente Michel Temer (PMDB) dando o aval para comprar o silencia do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado e preso na Operação Lava Jato, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com informação divulgada pelo jornal O Globo, Joesley entregou aos procuradores uma gravação datada de 7 de março de 2017, na qual Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), para resolver assunto ligados à empresa J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS.

Em seguida, o Loures teria sido filmado recebendo uma mala recheada com R$ 500 mil, enviada por Joesley.

Em uma outra gravação apresentada pelos delatores à PGR, também do mês de março deste ano, Joesley teria dito a Temer que o operador Lúcio Funaro e Eduardo Cunha estariam recebendo uma mesada para que se mantivessem calados enquanto presos. Diante disto, no áudio, Temer diz: “Tem que manter isso, viu?”

A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. 

A nota diz que o presidente "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar."

De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. "Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República".

O comunicado diz ainda que Temer "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados."

Segundo o jornal, ainda não há cionfirmação de que a delaçãodo empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer estave reunido nesta quarta com governadores da Região Nordeste. O encontro terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.

Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.

Aécio Neves

Ainda na delação de Joesley, o senador da República por Minas Gerais e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, teria sido gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. Na gravação, o tucano teria dito ao empresário que precisava da quantia para quitar o pagamento da própria defesa na Lava Jato.

A quantia teria sido entregue por um primo de Aécio, em uma gravação em vídeo feita pela Polícia Federal (PF), que ainda identificou a entrega das malas com o dinheiro em espécie. Ao rastrear os valores, a polícia descobriu ainda que tudo foi depositado em uma conta pertencente a uma empresa do também senador de MG, Zezé Perrella. Foram cerca de R$ 3 milhões em propinas somente no último mês de abril.

Em nota enviada ao O Globo, Aécie Neves se diz  " tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

Zezé Perrella

As defesas do frigorífico JBS e de Eduardo Cunha informaram que não irão se pronunciar. Pelas redes sociais, o senador Zezé Perrella disse que nunca falou com o dono da Friboi, que não conhece ninguém ligado ao grupo JBS e que jamais recebeu valores oficiais nem extra-oficiais da companhia.

"Estou absolutamente tranquilo. [...] Eu espero que todas as pessoas citadas tenham a oportunidade de esclarecer a sua participação. O sigilo das minhas empresas, dos meus filhos, estão absolutamente à disposição da Justiça. Ficará comprovado que não tenho nada a ver com essa história. Eu nunca estive em Lava Jato e nunca estarei", acrescentou Perrella.       

A assessoria do deputado Rodrigo Rocha Loures informou ao jornal que o parlamentar está em Nova York, nos Estados Unidos, e que ele irá se pronunciar após retornar ao Brasil nesta quinta-feira (18).

Guido Mantega

Joesley delatou ainda à PGR que mantinha como contato no PT o ex-ministro da Fazenda durante os governos de Lula e Dilma, Guido Mantega. De acordo com a reportagem do jornal O Globo, o empresário contou que era com Mantega que a propina era negociada para ser distribuída a petistas e aliados, e que o ex-ministro operava interesses da JBS junto ao BNDES.

Com informações do jornal O Globo e da Agência Brasil

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