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Foto: MP-GO
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Começou na manhã desta quarta-feira (22), no salão do 2° Tribunal do Júri de Goiânia, o julgamento de Sueide Gonçalves da Silva e o filho Willian Divino da Silva Moraes por homicídio triplamente qualificado contra Marizete de Fátima Machado, ocorrido em 29 de março de 2015. A acusação está sendo sustentada pelos promotores de Justiça Aguinaldo Bezerra Lino Tocantins, autor da denúncia, e pela promotora Renata de Oliveira Marinho e Sousa. Preside a sessão o juiz Antônio Fernandes de Oliveira.

Segundo a denúncia, os réus capturaram a vítima e a levaram para um lugar ermo, próximo à Vila Nossa Senhora Perpétuo Socorro, em Abadia de Goiás, onde, após atirarem várias vezes, colocaram fogo no corpo de Marizete, que chegou a ser socorrida, mas morreu dois dias depois, em consequência das lesões.

Marizete, que era cozinheira em uma pamonharia no Setor Jardim América, saiu do trabalho em direção à sua casa, quando foi abordada de carro pela dupla. Sueide desceu do carro e, com um revólver, a obrigou a entrar no veículo, quando, então, Willian partiu em direção a Abadia de Goiás. Durante o trajeto, Sueide afirmou que iria matá-la, bem como o seu filho e o seu patrão.

Chegando na zona rural de Abadia de Goiás, Marizete foi obrigada a descer do carro, sendo agredida por Willian com xingamentos, socos e pontapés. Ele atirou, acertando-a por seis vezes, em diferentes locais do corpo: na parte de trás da cabeça, no tórax e antebraço. Os réus também embrulharam a vítima em papel alumínio e, posteriormente, Sueide jogou álcool sobre o corpo e ateou fogo. Acreditando que Marizete estivesse morta, fugiram do local.

A vítima, entretanto, conseguiu apagar as chamas rolando sobre o capim molhado e andou até uma estrada, quando foi socorrida por moradores. Apesar de ter sido encaminhada para o Hugo, ela morreu dois dias depois. Sueide foi presa em flagrante horas depois do crime e Willian no dia 2 de abril.

Sueide e Willian foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, por ter sido praticado por motivo fútil, por submeterem a vítima a intenso sofrimento físico e psicológico, dificultando a sua defesa. O MP sustenta a presença da qualificadora do motivo fútil, pela desproporção entre a motivação e o resultado produzido, uma vez que a vítima era ótima cozinheira e trabalhava em uma pamonharia concorrente ao estabelecimento dos denunciados.

Conforme laudo cadavérico, Marizete morreu em virtude de descompensação metabólica pelas queimaduras de 2° e 3° graus em cerca de 50% da superfície corporal e lesões provocadas pelos tiros.

Do MP-GO

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