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Iris em entrevista aos jornalistas Rubens Salomão e Cléber Ferreira (Foto: Portal 730)
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O prefeito Iris Rezende (PMDB) afirmou nesta semana, em entrevista exclusiva à Rádio 730, que o pesadelo de quem procura o serviço da Saúde em Goiânia está com os dias contados, e estipulou prazo. “Acredito que, em no máximo dois ou três meses, Goiânia estará prestando o melhor serviço na área da Saúde do Brasil”.

Desde o último dia 10 de outubro, quando a Câmara criou a Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a Saúde, a secretária Fátima Mrué vem sendo alvo constante de críticas. Iris afirma que neste período não foram constatados erros por parte da titular da Pasta, e ressalta que o serviço na capital já estava no fundo do poço.

“Toda essa luta que a nossa secretária vem enfrentando, CEI, essa coisa toda, você não tem notícia de um ato que pudesse significar aproveitamento ou erro da secretária. Não. É porque a Saúde de Goiânia estava no fundo do poço”, pontua.

Mais pacientes que moradores

De acordo com o prefeito, um dos principais problemas da Saúde na capital é a demanda, quatro vezes superior ao número de habitantes. Iris destacou ainda a emissão dos chamados “chequinhos”, ou “vale-exames”, prática que chegou a ser suspensa em julho.

“Goiânia tem 1,45 milhão de habitantes e 4,2 milhões no cadastro da prefeitura como habitantes de Goiânia utilizando os serviços. Isso foi feito como? De boa fé não foi. Toda essa reação, essa tentativa de desmoralizar a secretária foi porque ela chegou e cortou essa história de “chequinho”, pessoas que não tinham a mínima relação com a administração e tinha “chequinho” na mão para autorizar cirurgia”, pondera.

Segundo o peemedebista, os usuários que procurarem a Saúde nos postos da capital, a partir de agora, deverão passar por um recadastramento, e precisam comprovar, mediante apresentação de documentos, que residem em Goiânia.

“Chegaram a dizer que eu tinha desparecido, que o Iris estava doente e não aparecia. Não. Era dia e noite aqui estudante e aprofundando. A partir deste mês já instalamos um sistema que, a pessoa ao procurar um posto de Saúde hoje, ele já está se recadastrando, porque vai apresentar um documento de que mora em Goiânia. Ele e a família”, reforça.

SOS Samu

Em junho de 2016, o Ministério Público de Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organização (Gaeco), passou a investigar a existência de possíveis fraudes no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Goiânia.

Segundo as investigações, pacientes eram transferidos para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) particulares, e em alguns casos, a suspeita era de que tivessem o estado de saúde agravados para provocar o encaminhamento a hospitais da rede privada, gerando lucro para médicos e donos dos leitos.

Iris, que à época ainda não era candidato a prefeito, disse que acompanhou os fatos e concluiu que a Saúde na capital não estava bem, e justificou a escolha de Fátima Mrué para comandar a Pasta no ano seguinte.

“Quando vi aquilo, vi que a questão da Saúde em Goiânia estava apodrecida. Foi quando fui buscar essa secretária, que eu tinha informação da sua competência e do seu caráter. Que não fazia parte de nenhum grupo, e ela está aí sofrendo. Por quê? Porque está ferindo interesses, porque está consertando”, reitera.

Na operação, batizada de “SOS Samu”, 21 pessoas foram presas, incluindo um membro da diretoria do Samu e donos de UTIs.

Assista a íntegra da entrevista

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