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cerradobrasileiroA Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017) tem como tema os biomas brasileiros e a defesa da vida. O objetivo da ação é dar ênfase à diversidade de cada um e promover relações respeitosas com a vida, o meio ambiente e a cultura dos povos que vivem neles. A agente da Comissão Pastoral da Terra em Goiás e da coordenação da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, Isolete Wichinieski, explica o motivo da escolha por este tema.

Ouça a entrevista na íntegra

“Principalmente porque temos visto a cada dia e nos últimos anos, o problema é hídrico. Falta de água em capitais que a gente nem imaginava isso como São Paulo e Brasília. As comunidades que vivem em regiões como o campo, comunidades tradicionais, assentamentos familiares, vinham observando esse processo de mudança no Cerrado e os impactos que esse processo estava tendo em suas vidas”, ressalta.

Um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), datado de 2013, aponta que, até 2030, quase metade da população mundial poderá ficar sem água, uma vez que, a demanda pelo recurso aumentará em 40%. Outros fatores são os climáticos, em que a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera eleva a temperatura do planeta, causando o aquecimento global.

A respeito do cerrado, especificamente, o bioma é conhecido como a caixa d’água do país. Nem por isso a população deve deixar de se preocupar com uma possível ausência do recurso hídrico, como reitera Wichinieski.

“No cerrado temos uma diversidade enorme de plantas e animais, e isso faz com que este espaço geográfico seja rico, e que 5% de toda a biota internacional está no cerrado. Então preservar esse bioma considerado a caixa d’água do Brasil ou da América do Sul porque as principais bacias hidrográficas e aquíferos do país nascem aqui, como o Urucuia, Bambuí e Guarani, levando água também Uruguai, Paraguai e Argentina”, analisa.

Dados do governo apontam que mais da metade do cerrado brasileiro já foi devastada. Com a proposta da Campanha da Fraternidade, cada um dos seis biomas existentes no país representa uma casa comum, e ações concretas por parte do poder público em conjunto com a população precisam ser tomadas para a sua devida preservação.

“Sendo uma caixa d’água, ele tem como função estratégica de acumular água no lençol freático e nos próprios aquíferos, e isso se dá principalmente por conta da sua vegetação e do seu solo. Os estudiosos falam que o cerrado é uma floresta invertida, e outros olham com certo preconceito ‘ah, são árvores tortas’, ou seja, não dão valor a este aspecto, pois as raízes das árvores do cerrado são profundas, e o solo poroso facilita com que as raízes penetrem”, avalia.

Clique aqui para acessar o material disponibilizado pela CF 2017

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