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Maternidade Marlene Teixeira, na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia (Foto: Google Street View)
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O Secretário Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia, Edgar Tolini, falou sobre o caso dos bebês acomodados em caixas de papelão na Maternidade Marlene Teixeira, no Setor Vila Brasília. De acordo com o titular da Pasta, em entrevista ao programa A Cidade Fala, da 730, houve um aumento da demanda no município, o que resultou em cerca de 300 partos em um único mês.

Ouça a entrevista na íntegra

“Sofremos um aumento da demanda por conta da crise que passou a Saúde, e ainda passa. Estamos na torcida para que a secretária Fátima (Mrué) faça realmente uma composição dos quadros médicos, principalmente na assistência gineco-obstétrica”, avalia.

Ainda de acordo com Tolini, parte do aumento nos nascimentos se deu por conta da crise nos Hospitais Materno Infantil (HMI) e Maternidade Dona Íris, ambos localizados em Goiânia.

“O HMI e a Maternidade Dona Íris, que são geridos pela Prefeitura de Goiânia, com a crise que nós vimos e que aconteceu recentemente, a demanda da Maternidade Marlene Texeira aumentou em 40% da nossa produção, e os atendimentos principalmente ao município de Goiânia”, destaca.

Apesar do aumento no número de partos, o secretário afirma que nenhuma gestante deixou de ser atendida. Ele confirma que houve superlotação, mas que não há falta de profissionais na unidade.

“Houve realmente uma superlotação, nenhuma paciente que chegou aqui foi reencaminhada, nós atendemos todas. Estamos com um quadro de médicos, enfermeiros e funcionários administrativos completo. O município de Aparecida tem feito o pagamento rigoroso de todos os profissionais da área”, reitera.

Finlândia

O país escandinavo tem um dos menores índices de mortalidade infantil do planeta. Desde 1930, as mães finlandesas recebem um kit composto por uma caixa de papelão com roupas, lençóis e brinquedos. A ideia é que todos os bebês nasçam com as mesmas condições, independente da classe social, e a própria caixa de papelão é utilizada como cama.

De acordo com o secretário, as críticas feitas a respeito da divulgação das imagens dos bebês nas caixas de papelão e as críticas representam falta de conhecimento sobre o método, que também é utilizado nos Estados Unidos. Ele acrescenta que a enfermeira tinha conhecimento da técnica.

“Criou-se uma celeuma em cima desta informação, mas pouquíssima gente sabe que essa é uma prática usada em um país como a Finlândia que, desde 1930, considerado o menor índice de morte infantil do planeta. A Finlândia coloca os bebês dentro de caixas de papelão. A enfermeira tinha conhecimento disso”, afirma.

Tolini destaca anda que a caixa de papelão mantém o bebê na mesma posição, que pode evitar que o recém-nascido morra por sufocamento, e relata que todo o procedimento foi feito com o consentimento das mães.

“A caixa de papelão evita que o bebê mude de posição, durma sempre em decúbito dorsal, com a barriguinha para cima, e evita coisas como a síndrome da morte súbita infantil. Ela tinha conhecimento e fez com o princípio de ajudar. A caixa ficou exposta mas não por um princípio, mas ela sabia, já tinha lido, foi consentido juntamente com a mãe da criança”, explica.

Reforma

Atualmente, a Maternidade Marlene Teixeira chega a realizar entre 80 e 130 partos por mês, com apenas 13 leitos. De acordo com o secretário, com a retirada da área administrativa do prédio em função da reforma, novos leitos serão instalados e a meta é chegar a 23, com os quais o total de nascidos mensais pode chegar a 250. O prazo para conclusão é de 30 a 40 dias.

Ouça a 730
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(62) 98400-1757