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Foto: Johann Germano/Portal 730
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Conhecido popularmente como derrame, o AVC – acidente vascular cerebral - é classificado em dois tipos: o isquêmico e o hemorrágico. Em ambos os casos, o serviço de saúde deve ser acionado imediatamente.

O atendimento precoce diminui o risco de sequelas e morte. Apesar disso, de acordo com o médico neurorradiologista e intervencionista, Claudio José Leão, apenas uma pequena parte da população fica sem nenhum sinal da doença após o procedimento cirúrgico. “30% das pessoas têm sequela mínima ou nenhuma após a cirurgia”, explica.

Ouça a entrevista na íntegra

A situação das sequelas pode ser ainda mais alarmante quando se tratar da economia de um país em relação ao problema. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Doenças Cérebro-Vasculares, cerca de 70% das pessoas que sofrem um AVC não retornam para o mercado de trabalho.

“Dos sobreviventes do AVC, ou seja, aqueles que não morrem imediatamente, 25% vão morrer em um ano, por conta de complicações de paciente acamado. Os demais não voltam ao trabalho e é uma despesa muito grande. Previdência, medicações e outros auxílios. Por isso, todo o investimento em Saúde é retornado depois em gasto para aquela sequela. É mais barato prevenir do que tratar as complicações”, analisa.

Imagem: redebrasilavc.org.br
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Entenda a diferença e as causas de cada tipo de AVC:

Isquêmico

Tipo de AVC mais comum – acomete cerca de 80% dos pacientes –, o AVC Isquêmico se deve ao fato da falta do fluxo sanguíneo para o cérebro. Isso pode ocorrer por 3 motivos:

- Obstrução arterial, através de um trombo ou um êmbolo;- Queda na pressão de perfusão sanguínea, como em casos de choque;- Obstrução na drenagem do sangue venoso – como acontece na trombose venosa –, o que dificulta a entrada do sangue arterial no cérebro.

É importante salientar que, nos primeiros momentos em que o AVC ocorre, não há morte do tecido cerebral, mas, por conta da falta de suprimento sanguíneo, ele se degenera muito rapidamente. Porém, há uma região em volta do acidente que possui um fluxo de sangue reduzido e que se mantém vivo por um tempo ainda. A ela, dá-se o nome de penumbra, e é justamente nela que os esforços terapêuticos se concentram na hora do tratamento.

Dentro do AVC Isquêmico há ainda um subtipo, chamado Ataque Isquêmico Transitório (AIT). O AIT se caracteriza por um entupimento passageiro em um dos vasos sanguíneos, mas que não chega a causar uma lesão cerebral. Ou seja, é um déficit de sangue momentâneo que se reverte em poucos minutos ou em até 24 horas, sem deixar sequelas. Caso o tempo de 24 horas ultrapasse e o AIT ainda não tenha se revertido, ele passa a se chamar Acidente Isquêmico Vascular por Definição.

Hemorrágico

Esse tipo de AVC é o menos comum, porém não deixa de ser grave. Ele acontece quando há uma ruptura de um vaso sanguíneo localizado dentro do crânio do paciente, causando uma ação irritativa por conta do contato do sangue com o parênquima nervoso (tecido cerebral com maior função). Além disso, essa inflamação, juntamente com a pressão que o coágulo faz sobre o tecido nervoso, prejudica e degenera o cérebro, bem como a sua função.

A hemorragia intracraniana acontece por um desses dois motivos:

- Ruptura dos aneurismas de Charcot-Bouchard – pequenas bolsas das artérias cerebrais que se formam por hipertensão arterial descontrolada ou não tratada; - Sangramento de aneurismas cerebrais no espaço liquórico ou subaracnóideo (partes formadoras do cérebro) – provavelmente possuem origem congênita.

Causas do AVC Isquêmico

Como esse tipo de AVC acontece por conta da falta de sangue no cérebro, alguns fatores podem ser extremamente perigosos para que ele acometa uma pessoa – ainda mais se ela já for um pouco mais de idade. Dentre esses fatores, estão:

- Tabaco; - Hipertensão arterial; - Obesidade; - Alto nível de colesterol; - Histórico familiar de doenças cardíacas ou diabetes; - Uso abusivo de bebidas alcoólicas.

Fora esses fatores que podem causar o AVC Isquêmico, uma outra causa possível é ter um ritmo de batimento cardíaco irregular, o que pode gerar coágulos sanguíneos no cérebro. Essa irregularidade no batimento cardíaco pode ser consequência de:

- Hipertensão; - Doença da artéria coronária; - Doença da válvula mitral; - Pericardite; - Hipertireoidismo; - Uso abusivo de bebida alcoólica; - Ingestão de muita cafeína – contida em chás, cafés e energéticos.

Causas do AVC Hemorrágico

A principal causa do AVC Hemorrágico é a hipertensão arterial, condição que acaba enfraquecendo as artérias do cérebro, tornando-as mais propensas à ruptura.

Vários são os fatores que podem aumentar a sua pressão arterial:

- Estar acima do peso ou ser obeso; - Beber álcool de forma exagerada; - Fumar; - Não se exercitar; - Estresse.

Além da hipertensão, outra causa comum do AVC Hemorrágico é o acontecimento de um trauma na cabeça. Na maioria dos casos, a causa é óbvia. Porém, há alguns que não apresentam sinal algum de trauma na região do crânio, especialmente em pessoas idosas.

Com informações da Rede Brasil AVC

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