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Foto: Jerônimo Junio/Portal 730
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Servidores da Saúde de Aparecida de Goiânia realizaram na manhã desta quarta-feira (3) um protesto em frente ao Cais Nova Era, onde os serviços foram paralisados durante a manifestação. O objetivo do movimento é pressionar a prefeitura a cumprir direitos no plano de carreiras, cargos e vencimentos aprovados em 2014. A presidente do Sindsaúde, Flaviana Alves, ressalta que os servidores reivindicam melhores condições de trabalho e que são contra a terceirização da Saúde no município.

“A gente vem tentando dialogar e não avança, então agora a gente chegou no nosso limite. Foram três anos de muito diálogo junto com o ex-prefeito Maguito Vilela. Esse prefeito (Gustavo Mendanha) é continuação, não adianta falar que é um governo novo. Havia um comprometimento do próprio Maguito em outubro de que em janeiro ele já deixaria isso amarrado com o Gustavo para cumprir e não cumpriu”, pontua.

Os servidores são ainda contra a terceirização de hospitais e UPA’s em Aparecida de Goiânia. Outra paralisação está marcada para sexta-feira (5), em frente à UPA do Setor Buriti Sereno. Além disso, enfermeiros e técnicos de enfermagem já adiantaram que, no dia 13 de maio, não irão participar do Dia D da campanha de vacinação contra a Influenza. Apesar das paralisações, Flaviana Alves esclarece que ainda não se trata de uma greve.

“Por enquanto não é greve, é paralisação de alerta. Já enviamos ofício à prefeitura, pedindo para abrir a porta ao diálogo. Se não abrir, não tem outro caminho senão fazer uma assembleia com indicativo de greve e assim decretar”, afirma.

Com a manifestação em frente ao Cais Nova Era, algumas pessoas voltaram para casa sem atendimento, como a senhora Flávia Ferreira, que mora no Setor Parque Primavera.

“Fica difícil, né, porque eles fazem essa paralisação. Eu sei que eles têm direito, mas para nós fica mais difícil ainda, porque eles param, não querem saber de atender, e nós precisamos ser atendidos para poder trabalhar à tarde e eles não atendem a gente que fica aqui o dia inteiro desse jeito. Eles tratam a gente igual cachorro, porque nunca tratam a gente bem. A gente fica revoltado porque isso aqui a gente paga com nosso salário”, relata.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia reconheceu que a manifestação foi pacífica e ordeira e que a Guarda Municipal deu suporte durante a paralisação. O documento informa ainda que o secretário Edgar Tolini negocia com o titular da Fazenda André Luis Rosa a questão do plano de cargos e salários para um acordo com os profissionais, e que os serviços essenciais da Saúde funcionam normalmente.

Leia a nota na íntegra:

"A Secretaria Municipal de Saúde informa que a manifestação dos profissionais de saúde (técnicos e enfermeiros) na manhã desta quarta-feira (03) foi pacífica e ordeira. A Guarda Municipal está dando suporte. Os serviços essenciais estão funcionando normalmente (urgência e emergência) conforme legislação. O secretário de Saúde Edgar Tolini está negociando com o secretário de Fazenda André Luis Rosa os impactos das reivindicações referente ao plano de cargos e salários e buscando um acordo junto aos profissionais. A SMS esclarece ainda que está em constante diálogo com as categorias para atender as demandas."

Foto: Jerônimo Junio/Portal 730
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