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Foto: Reprodução/ Internet
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu nesta quinta-feira (23), durante entrevista concedida com exclusividade à Rádio 730, uma declaração feita pelo governador do estado Marconi Perillo (PSDB) em 2013. Na época, Marconi chamou Lula de “maior canalha do Brasil”.

Desde então, o ex-presidente nunca havia se pronunciado sobre o assunto. Quatro anos depois, ao ser questionado sobre a declaração do peessedebista, Lula quebrou o silêncio.

"Nunca respondi porque eu não costumo responder bobagens. O Marconi Perillo sabe o que ele é, sabe o que ele faz e eu não posso ficar respondendo. Estou muito tranquilo, o governador é responsável pelas palavras dele. Deixa ele continuar falando", respondeu.

Além disso, o petista que possui um bom trânsito com o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, um dos principais nomes do PMDB no estado, não descartou a possibilidade de que uma aliança entre as duas siglas se concretize em Goiás nas eleições de 2018.

“Você precisa fazer alianças para governar. Um candidato como eu precisa menos fazer alianças para ganhar as eleições do que para governar. Quando você ganha você precisa de maioria no Congresso e você vai ter que conversar com quem existe (partidos). Se alguém disser que vai governar o Brasil sem fazer nenhuma aliança política, estará mentindo antecipadamente”, resumiu Lula.

Ao fazer um balanço do cenário político nacional, o ex-presidente mandou um recado para o apresentador Luciano Huck, que já confirmou o desejo de candidatar-se à presidência. “Não acredito que você possa encontrar fora dos partidos políticos alguém que possa salvar esse país. Tudo o que eu quero é enfrentar um candidato com o logotipo da Globo na testa”, afirmou.

Quanto a Jair Bolsonaro, o ex-presidente declarou que este apesar de se considerar um não-político, está há quase 28 anos no Congresso. “Eu acho que ele (Bolsonaro) tem todo o direito de ser candidato. Ele já é deputado há sete mandatos, está há quase 28 anos no Congresso Nacional e o mais engraçado é que ele diz que não é político. Eu não costumo desfazer das pessoas, quem vai decidir é o povo brasileiro. Ainda tem uma procura por candidatos. Estão tentando inventar o Huck, o ex-ministro Joaquim Barbosa, o Moro, enfim. Cada um inventa o que quiser”, ressalta.

Huck faz parte de um grupo que tem ganhado força nos últimos anos, os chamados ‘outsiders’, ou pessoas que nunca tiveram experiência na política. Um dos mais conhecidos outsiders mundo afora é o milionário e presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, divulgada nesta quinta-feira pelo jornal Estadão, a aprovação ao nome de Huck apresentou um salto de 17 pontos porcentuais desde setembro, passando de 43% para 60%. Esta pesquisa não é focada nas intenções de voto e sim na aceitação do nome.

Dados referentes ao último levantamento feito pelo Ibope, em outubro/2017, acerca das intenções de voto dos brasileiros mostraram que Lula tem 35% das intenções de voto para presidente, seguido por Bolsonaro com 13% e Marina Silva, que tem 8%. O apresentador Luciano Huck obteve 5%.

Acompanhe a entrevista em áudio e vídeo:

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