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Manifestação na Praça do Bandeirante em Goiânia (Foto: Giuliane Alves/Portal 730)
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As centrais sindicais fizeram nesta sexta-feira (10) atos em diversos estados pedindo a revogação de alguns pontos do texto da reforma trabalhista aprovado em julho pela Câmara e que entra em vigor a partir deste sábado (11).

Em Goiânia, os protestos aconteceram na Praça do Bandeirante, no Centro da cidade. O trânsito no cruzamento das Avenidas Goiás e Anhanguera ficou interditado nos dois sentidos. Os manifestante seguravam bandeiras e cartazes. Em um deles, mensagens que pediam a não privatização de Furnas. A Polícia Militar (PM) acompanhou a manifestação.

No Rio de Janeiro, o protesto ocorreu no fim da tarde e teve a concentração na Igreja da Candelária, para depois seguir pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. Manifestantes ligados a centrais sindicais, associações profissionais, sindicatos, trabalhadores e estudantes organizaram uma passeata contra as reformas econômicas em curso no governo do presidente Michel Temer.

Com apoio de um carro de som, o público carregou bandeiras e faixas com dizeres contra os principais pontos da reforma, como mudanças na Previdência e na legislação trabalhista. O policiamento foi reforçado, com integrantes do Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos (BPGE), que sempre atuam em protestos e manifestações. Alguns policiais portavam espingardas de balas de borracha. Parte do comércio fechou as portas, temendo conflitos e depredações.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio, Marcelo Rodrigues, ressaltou que o objetivo das manifestações em todo o país é protestar contra as perdas impostas aos trabalhadores com as reformas em andamento. "O dia de hoje é para dizer que não vamos aceitar calados essa reforma trabalhista no país. Nós vamos para as ruas para anular ela. As perdas trabalhistas são a volta da escravidão", disse Marcelo.

Para o diretor da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) Ernani Duarte, ainda é possível mudar a reforma trabalhista e combater as privatizações. "Estamos mobilizados contra essa reforma trabalhista. Não admitimos o enfraquecimento do movimento sindical, queremos evitar que a reforma previdenciária se dê como está posta", protestou Ernani.

Além do protesto na Cinelândia, pela manhã também foi realizado na capital carioca um ato perto da prefeitura da capital, com a participação de trabalhadores, desempregados e sem-teto. Segundo o integrante da executiva da Central Sindical Popular (CSP-Conlutas-RJ), Luiz Sérgio, as manifestações também criticam a situação do estado e do município e que os servidores da saúde e da educação fizeram hoje uma paralisação de 24 horas.

Houve interrupção de trânsito no início da manhã na ponte Rio-Niterói, com incêndio de um carro; na avenida Francisco Bicalho, no Centro da capital, onde foram incendiados pneus; e na Rodovia Washington Luiz, na pista lateral sentido Juiz de Fora, na altura da Refinaria Duque de Caxias. O trânsito nos três locais foi liberado até o meio da manhã.

Os trabalhadores dos portos fizeram um ato em frente às Docas, na zona portuária do Rio, no início da manhã e realizam hoje uma espécie de “operação tartaruga”, segundo o diretor do sindicato da categoria, Walter de Paula Filho. Para ele, as mudanças terão impacto sobre os trabalhadores de operadoras portuárias, em função da implantação do trabalho intermitente. “Isso é um crime, o cara só receber quando trabalha, estão criando o desempregado exclusivo”, avaliou.

Funcionários do setor elétrico se reuniram na frente da Eletrobras, no centro, para protestar também contra a privatização da estatal. Houve ainda mobilizações de professores, trabalhadores da Casa da Moeda e profissionais da comunicação. Frentes populares e sindicatos realizaram protestos também nas cidades de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; em Angra dos Reis, no sul fluminense; e em Campos, no norte fluminense.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Giuliane Alves/Portal 730
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