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Feira HIppie em Goiânia (Foto: Ascom/UFG)
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A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizou nesta segunda-feira (6) audiência pública para discutir a situação de feirantes e feiras livres de Goiânia.

O debate contou com a presença de representantes das principais feiras da Capital e região metropolitana. O presidente da Feira Hippie, maior feira livre do Brasil e da América Latina, Manoel Rodrigues D’Abadio, elencou as principais reivindicações realizadas na mesa de debates na Assembleia.

“Temos muita preocupação com a mobilidade das ruas, a desocupação de calçadas, retirada de ambulantes do passeio, além da revitalização das feiras, da organização do espaço para o feirante trabalhar, mais segurança. Estamos buscando isso junto às autoridades”, afirma.

O deputado Hélio de Sousa (PSDB), que liderou o debate, destacou a preocupação dos feirantes com a segurança pública nos locais onde as feiras são realizadas, um dos temas mais discutidos na pauta.  

“Já vamos providenciar este pedido junto à Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP-GO) para que olhe com melhores condições o atendimento de uma ação preventiva das Polícias Civil e Militar em nossas feiras, principalmente a da Lua, do Sol e a Feira Hippie, fazendo um grande congestionamento humano e que não têm essa segurança”, garante.

O parlamentar destacou ainda que cobrará do Banco do Povo melhorias para a concessão de linhas de crédito aos feirantes. “Mesmo sendo um serviço informal, eles traduzem uma riqueza e a venda de produtos, principalmente artesanais, do estado de Goiás”, avalia.

Outra questão levantada na audiência, e também com relação às feiras, é a presença de haitianos trabalhando como ambulantes. Segundo dados da Polícia Federal, são cerca de 800 vivendo em todo o estado de Goiás. Hélio de Sousa afirma que é dever do poder público proporcionar a dignidade aos refugiados em todos os municípios goianos.  

“Ninguém aqui vai prometer, a não ser um compromisso de trabalho para tentar viabilizar e regularizar a sua situação. Se eles conseguirem um visto para entrada no país, é lógico que o país também tem o dever de dar a dignidade do trabalho e de ter uma vida mais saudável possível. Já temos uma linha de trabalho nesse sentido e vamos ajudá-los”, garante.

A presidente da Associação dos Feirantes das Feiras do Sol e da Lua, Lira Margarete dos Santos, avalia como positiva a audiência desta segunda-feira na Alego.

“Isso para nós representa muito. Estávamos invisíveis. Quando a nossa voz se manifesta e temos eco junto a essa Assembleia, nos sentimos fortalecidos e amparados. Passamos por situações críticas. Enfrentamos as intempéries do tempo, sol, chuva, mas não arredamos o pé. Estamos sempre ali. Precisamos do apoio de nossos legisladores para enxergar nossos problemas com mais carinho. É o nosso ambiente de trabalho.

Também participaram dos debates o presidente da Associação dos Feirantes de Senador Canedo e vereador do município, Ronaldo Canim; presidente da Associação dos Sindicatos de Ambulantes e Feirantes do Estado, Valdir Ferreira Gomes.

Só na Capital, são mais de 120 feiras livres cadastradas pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços (Semic), com mais de 6,8 mil trabalhadores cadastrados.

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