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torneiradO prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PMDB) anunciou nesta sexta-feira (27) em entrevista coletiva o prazo de uma semana para decretar estado de emergência no município, caso a situação da falta de abastecimento não sofra mudanças.

Em caso de decreto de estado de emergência, a prefeitura pode fazer contratações sem licitações e ainda tomar algumas decisões jurídicas sem a necessidade de aprovação da Câmara Municipal.

“De tempo em tempo falta água em vários bairros da cidade, não só de Aparecida, Goiânia, Trindade e outras cidades da região metropolitana. Eles estão dizendo que é uma manobra, mas no meu entendimento, é um racionamento velado”, ressalta.

Para tentar amenizar o problema, a Prefeitura de Aparecida diz que vai fazer poços artesianos em algumas unidades de Saúde e escolas. Além disto, caminhões pipa vão levar água para prédios públicos. A estimativa é de 150 mil pessoas estão com as torneiras secas na cidade.

Procuradoria-geral do município

O procurador-geral de Aparecida de Goiânia, Fábio Camargo, cobra transparência por parte da estatal sobre a distribuição da água nos bairros e exige que os consumidores recebam aviso sobre a falta de abastecimento.

“É preciso informar os bairros onde não vai ter água para as pessoas poderem se planejar. O cidadão não pode acordar de manhã, na hora de tomar um banho se vai poder ou não, se vai poder levar a criança à escola, se vai ter água para o almoço. É obrigação da Saneago informar diariamente da atual situação hídrica da cidade e onde vai ter interrupção do fornecimento. Não é culpa exclusiva da Saneago, mas como é ela que fornece, é responsabilidade a todos se vai ou não dar conta de colocar água na torneira”, avalia.

Ainda de acordo com o procurador-geral, são necessários 2 mil litros de água por segundo para garantir o abastecimento da região metropolitana. Fabio Camargo alerta que este número está abaixo da metade, em torno de 800 mil litros por segundo.

O que diz a Saneago?

Segundo o presidente da estatal, Jalles Fontoura, apenas 2% da população em todo o estado de Goiás sofre atualmente com o desabastecimento. Ele afirma que é necessário o uso consciente do recurso, mas que não há racionamento e sim dificuldade de a água chegar aos bairros localizados em regiões mais altas da cidade.

Outro problema que contribui para o desabastecimento na Grande Goiânia é a dificuldade de integração entre os sistemas dos Rios João Leite e Meia Ponte. “O problema não é produção de água bruta e nem de água tratada. O problema está na integração e na distribuição dos dois sistemas. A questão da falta de água está localizada na região oeste e sudoeste de Goiânia e em Aparecida onde o João Leite está atendendo”, diz Fontoura.

Segundo o presidente, 96 bairros da Capital que eram abastecidos pelo Meia Ponte, passaram a ser atendidos pelo João Leite. Só no mês de setembro, houve aumento de 1 milhão de metros cúbicos no consumo de água. “Esse aumento é que está levando a uma parte da cidade a ficar com essa deficiência, essa irregularidade no abastecimento”, argumenta.

Jalles Fontoura diz que não há racionamento, mas pede o consumo consciente do recurso. “É preciso uma postura solidária, uma postura cidadã das pessoas neste período de reduzir o consumo. O que está acontecendo é exatamente o contrário. O consumo está aumentando nas regiões onde tem água”, analisa.

Ainda de acordo com o presidente, a população deverá ser avisada por meio do site da estatal sobre quais bairros sofrerão com interrupções no abastecimento. Nesta quinta-feira (26), a Saneago divulgou uma lista com 211 bairros de Goiânia, Aparecida, Trindade e Goianira que podem ter o abastecimento afetado.

 

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