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Deputado federal Fábio Sousa (PSDB-GO) nos estúdios da 730 (Foto: Petras de Souza)
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O deputado federal Fábio Sousa (PSDB-GO) concedeu entrevista exclusiva na manhã desta segunda-feira (23) nos estúdios da Rádio 730, durante o programa Primeiro Tempo da Notícia – Debates. O parlamentar fez uma análise da atual situação política no país, e não pôde deixar de apontar a crise pela qual passa o seu próprio partido.

Apesar dos últimos acontecimentos envolvendo o nome do 'presidente licenciado' da sigla, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que chegou a ser gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, Sousa avalia que, caso o político mineiro tivesse sido eleito no acirrado pleito em 2014, o início da gestão à frente da República teria sido melhor do que foi com a petista Dilma Rousseff.

“Talvez o começo da administração teria sido melhor, mas com o estourar dessa crise toda, em especial o que aconteceu no último mês de junho, sem dúvida estaríamos vivendo uma situação muito crítica agora, como meu partido está vivendo uma situação extremamente crítica, talvez o pior momento de sua história, desde sua fundação em 1989. Precisamos botar um fim nessa crise. Esse fim, penso eu, será no processo eleitoral (2018). Tem que chamar os eleitores para tomar a responsabilidade. Chutar o pau da barraca”, analisa.

Interinamente, o PSDB nacional tem como presidente o senador cearense Tasso Jereissati. O deputado Fábio Sousa analisa que Aécio não pode permanecer no comando do partido, e revela o que pensa sobre os nomes mais cotados da sigla para disputar o Palácio do Planalto em 2018.

“O Geraldo (Alckmin) tem um preparo muito grande. Ele vem de quatro governos em São Paulo, é uma pessoa extremamente equilibrada, preparada intelectualmente, de família, enfim, tem uma certa estrutura. É o mais preparado para ser presidente, mas não sei se é mais preparado para ser eleito. O (João) Dória, por sua vez, tem uma postura de marketing, de candidato, com mais ênfase. Como administrador, tomou algumas medidas assertivas em São Paulo e outras que deixou a desejar. Há outros nomes que podem aparecer também. Mas se o PSDB continuar com essas posições dúbias e atrelado ao atual governo, e sem resolver seus problemas internos, que já estão totalmente escancarados para toda sociedade, não sei se vai adiantar termos um bom candidato no ano que vem”, argumenta.

Para Fábio Sousa, o nome do governador de Goiás é o mais cotado para assumir a presidência do PSDB nacional, e ressalta que apoia o tucano. “É a pessoa que mais tem apoio para ser o presidente do PSDB. Não só o apoio da ala pró-Temer. Tem meu apoio. Os governadores também defendem Marconi. Ele pode trazer uma movimentação muito grande para o partido”, reitera.

Denúncia contra Temer

Nesta semana, os debates no Congresso Nacional giram em torno de mais uma denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB). O peemedebista é apontado no parecer do ex-procurador-geral Rodrigo Janot como sendo chefe de uma organização criminosa que atava na Câmara. Os dois ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) são apontados como integrantes do grupo.

Na opinião do deputado federal Fábio Sousa, Temer deve conseguir o número de votos necessário para que a denúncia não siga para análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não sei se a maioria, mas acredito que o presidente Temer terá sim os votos necessários para barrar essa denúncia. Lógico que no plenário é diferente da CCJ, da qual sou membro. Na comissão é possível mudar os membros, segundo a sua vontade. No plenário já não tem como, lá são mesmo 513 votos. Salvo se acontecer um milagre, uma intervenção, ele continuará sendo presidente até o final do ano que vem”, avalia.

Em uma possível saída de Temer por conta da denúncia, Fábio Sousa diz que a situação econômica do país não sofreria grandes mudanças sob o comando de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara.

“A permanência do presidente significa a permanência da crise. Não tem jeito, ele é uma pessoa que está envolvida com essa crise toda. Não só ele, mas o núcleo duro do governo praticamente todo envolvido com a crise. Se ele (Temer) caísse, tenho a concepção de que as coisas não mudariam economicamente, até porque o Rodrigo (Maia) é uma pessoa que não pensa diferente. Aliás, ele é até um pouco mais liberal do que o Temer nestas posturas”, ressalta.

Ouça a entrevista na íntegra

 

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