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Jalles Fontoura (Foto: Portal 730)
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O presidente da Companhia de Saneamento do Estado de Goiás (Saneago), Jalles Fontoura, concedeu nesta sexta-feira (22) uma entrevista exclusiva à Rádio 730. O assunto, é claro, não poderia ser outro: as possíveis soluções para a crise hídrica que afeta Goiânia e região metropolitana.

Com o objetivo de resolver o problema da falta de água, o governo de Goiás inaugurou na terça-feira (19) a Estação de Tratamento de Água (ETA) Mauro Borges, em Goiânia. De acordo com Jalles Fontoura, com a inauguração do sistema, o maior desafio da Saneago deixa de ser a captação e passa a ser a distribuição de água. “Precisamos agora levar essa água para as casas das pessoas, melhorar a distribuição. Os sistemas do João Leite e do Meia Ponte tem uma certa integração, mas ainda não é uma integração total. Temos mais dificuldades de distribuição na região Oeste de Goiânia, porque a água do João Leite ainda não está pronta para chegar lá”, aponta.

Durante os meses de agosto e setembro pelo menos 25 bairros de Goiânia e Aparecida ficaram temporariamente sem água. Fontoura garante que não há risco de racionamento e que a Saneago está fazendo ações especiais em Aparecida. “Água tem de sobra, o desafio agora é levar para as casas das pessoas. Não é o caso de jeito nenhum de racionamento. Aparecida é o nosso maior desafio. 30% da cidade (Aparecida) não tem cobertura de água; ou tem rede seca, ou cisterna, ou sistemas independentes. Essa situação de Aparecida (cobertura de água) vai ser resolvida completamente com a construção do linhão, que fica pronto em 2019”, revela.

Ainda de acordo com o presidente da Saneago, não há a menor chance de a Companhia ser privatizada. “A privatização seria uma insensatez. O serviço pioraria demais. A concessão da água e do esgoto, de acordo com a Constituição Federal, é de responsabilidade dos municípios”, defende.

Segundo a Saneago, a construção do Sistema Mauro Borges começou em 2002 com a Barragem do Ribeirão João Leite, que é capaz de armazenar 130 bilhões de litros de água na área inundada de mais de 1 mil hectares. Ainda conforme a Companhia, o sistema começou a funcionar no último dia 9 de setembro, quando o abastecimento ficou comprometido por causa da redução da vazão do rio Meia Ponte.

Acompanhe a entrevista completa:

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