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Vilmar Rocha (Foto: Larissa Artiaga/ Portal730)
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O presidente regional do PSD e secretário do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Vilmar Rocha, concedeu nesta quinta-feira (17) uma entrevista exclusiva à Rádio 730. Em pauta, as articulações da base governista para as eleições de 2018.

Ao analisar o atual cenário político, o secretário confirmou que, até o ano que vem, ocorrerão mudanças na base do governador Marconi Perillo (PSDB). “A base em 2018 não será a mesma que foi em 2014. Isso é da dinâmica da política. José Eliton não está sendo imposto. Só haveria imposição se essa candidatura estivesse sendo autoritariamente imposta e eu não estou vendo isso”, pontua.

Até o momento, a base governista ainda não definiu os nomes que comporão a chapa majoritária que disputará as próximas eleições. Em março deste ano, Marconi Perillo declarou que, na Convenção, votará no senador Wilder Morais para concorrer ao Senado e no vice-governador José Eliton (PSDB) para o governo. A declaração mexeu com alguns membros da base que discordam da pré-candidatura do atual vice-governador.

Segundo Vilmar Rocha, a pré-candidatura de José Eliton não está sendo imposta por Perillo. “Não vejo como uma coisa imposta (pré-candidatura de José Eliton). Se fosse imposição haveria retaliação por parte daqueles que não querem essa candidatura e eu não estou vendo isso acontecer. Ninguém está sendo impedido de lançar pré-candidatura”, explica.

O secretário disse ainda que o PSD não sairá da base. “Eu não estou na base. Eu ajudei a construir essa base. Eu sou a base. Sou um dos poucos políticos que se sacrificaram para manter a base. Então, eu sou da base. O governador Marconi Perillo não é o dono da base, centenas de pessoas construíram esse governo”, ressalta.  

Reforma Política

Um dos principais pontos da Proposta de Emenda Constitucional 77 (PEC), a chamada reforma política, é a criação do “distritão”. O modelo funciona da seguinte maneira: o estado ou município se torna um distrito eleitoral e funcionará para a escolha de deputados federais, estaduais, distrital e vereadores. Assim, serão eleitos os candidatos mais votados no distrito, como acontece hoje na eleição dos senadores. Não são levados em conta os votos para partidos e coligações.

O secretário Vilmar Rocha defende que o 'distritão' funcione como uma "ponte" para uma alternativa mais efetiva, o voto distrital misto. "Eu nem perco muito tempo em analisar essa mudança do sistema que está agora para o distritão, porque é uma mudança cosmética. Não há como mudar nada porque não há prazo (para aprovar a reforma por meio de PEC). No Brasil o mais adequado seria o voto distrital misto, assim como é na Alemanha. Com o voto distrital, o representante fica muito mais próximo do distrito e é mais controlado pelo eleitor desse distrito", avalia Rocha.

Segundo informações publicadas no site do Senado, o voto distrital misto é uma combinação do voto proporcional e do voto majoritário. Os eleitores têm dois votos: um para candidatos no distrito e outro para as legendas (partidos). Os votos em legenda (sistema proporcional) são computados em todo o estado ou município, conforme o quociente eleitoral (total de cadeiras divididas pelo total de votos válidos). Já os votos majoritários são destinados a candidatos do distrito, escolhidos pelos partidos políticos, vencendo o mais votado.

Acompanhe a entrevista completa:

 

 

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