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Giuseppe Vecci (Foto: Portal730)
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O deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB) – presidente do PSDB regional e vice-presidente nacional da sigla – concedeu nesta terça-feira (15) uma entrevista exclusiva à Rádio 730. Na ocasião, Vecci fez uma análise de conjuntura sobre o futuro político do país, após o arquivamento na Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), pelo crime de corrupção.

A denúncia foi rejeitada em plenário no último dia 02 de agosto pelo placar de 263 votos favoráveis ao arquivamento a 227 contrários. Questionado a respeito de uma possível saída do PSDB da base, Giuseppe Vecci reiterou que o partido continua dividido. “O partido continua dividido. Vamos nos reunir com o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, para poder discutir um calendário do partido que vigorará até o mês de dezembro. Vamos realizar as Convenções municipais, estaduais e a Convenção nacional até dezembro. Nós precisamos atualizar a nossa carta programática. Precisamos rever nossa identidade para que possamos avançar naquilo que o PSDB já fez de positivo no Brasil”, conclui o deputado.

Além disso, Vecci não negou que o apoio à Michel Temer pode desgastar a imagem do PSDB perante a opinião pública. “O mais fácil era votar contra o Temer, porque certamente com o desgaste que ele (Temer) tem, eu estaria em sintonia com a sociedade. Mas eu entendi que era importante dar um voto para a estabilidade política do Brasil. Hoje eu entendo que não se troca de presidente de um dia para o outro. Quando aconteceu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, nós tínhamos um vice-presidente, que era o Temer”, justifica.

Reforma Política

Um dos principais pontos da Proposta de Emenda Constitucional 77 (PEC), a chamada reforma política, é a criação do “distritão”. O modelo funciona da seguinte maneira: o estado e município se torna um distrito eleitoral e funcionará para a escolha de deputados federais, estaduais, distrital e vereadores. Assim, serão eleitos os candidatos mais votados no distrito, como acontece hoje na eleição dos senadores. Não é levado em conta os votos para partidos e coligações.

O deputado Giuseppe Vecci disse que a princípio apoia a mudança, desde que em 2022 ocorra uma transição no sistema eleitoral: do “distritão” para o voto distrital misto.  “Eu acho que o distritão é um anti-partido. Mas foi colocado em pauta o seguinte processo, em 2018 se faz o “distritão” e em 2022 se faz o distrital misto, o que fortaleceria os partidos. Se for para uma transição, como foi colocado na Câmara, eu vou apoiar”, analisa.

Segundo informações publicadas no site do senado, o voto distrital misto é uma combinação do voto proporcional e do voto majoritário. Os eleitores tem dois votos: um para candidatos no distrito e outro para as legendas (partidos). Os votos em legenda (sistema proporcional) são computados em todo o estado ou município, conforme o quociente eleitoral (total de cadeiras divididas pelo total de votos válidos). Já os votos majoritários são destinados a candidatos do distrito, escolhidos pelos partidos políticos, vencendo o mais votado.

A comissão especial da Câmara que analisa a reforma política aprovou, no dia 10 de agosto, uma mudança na Constituição Federal que institui o “distritão”.  Foram 17 votos a favor e 15 votos contrários, com duas abstenções.

A aprovação não quer dizer que o “distritão” entrará em vigor nas eleições de 2018 e 2020. Isso porque a proposta precisa passar pelo crivo dos plenários da Câmara e do Senado, e ser promulgada até 7 de outubro para valer nas disputas do próximo ano.

Ouça a entrevista completa:

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