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(Foto: Larissa Artiaga/ Portal730)
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O deputado federal Delegado Waldir (PR) concedeu nesta quinta-feira (10) uma entrevista exclusiva à Rádio 730. Pela primeira vez, Waldir falou oficialmente à imprensa sobre sua ausência durante a votação na Câmara que determinou o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), pelo crime de corrupção.

A denúncia foi rejeitada em plenário na quarta-feira (02) pelo placar de 263 votos favoráveis ao arquivamento a 227 contrários. Abertamente oposicionista ao governo, Waldir acabou favorecendo Temer com a ausência, já que a oposição deixou de somar um voto tido como certo.

Ao ser perguntado sobre o assunto, o deputado voltou a dizer que se ausentou por motivos pessoais. “Eu e minha esposa tivemos uma perda. Não pude estar presente. E se tivesse que voltar no tempo não estaria presente de novo. Tive que optar entre uma votação que eu sabia qual seria o resultado e a minha família”, justifica.

Segundo Delegado Waldir, mesmo com o arquivamento da denúncia na Câmara, Temer terá dificuldades para aprovar projetos importantes, entre eles a reforma da Previdência.  “Ele (Temer) está sangrando e terá que pagar um preço alto para se sustentar. Está chegando na Câmara uma segunda denúncia e muitos parlamentares vão colocar a faca no pescoço do presidente”, avalia.

Saída do PR

Durante a fase de discussão, que antecedeu a votação da denúncia contra Michel Temer, o deputado Delegado Waldir se posicionou abertamente contra o arquivamento. Com isso, parlamentar se indispôs com a direção do PR, visto que o partido integra a base governista. Na época, Waldir chegou a dizer que o partido pediu para que ele votasse contra a admissibilidade da denúncia.

Ao relembrar os acontecimentos, o deputado disse que o PR não influenciou sua ausência em plenário e reiterou que não há clima para permanecer na sigla. “Eu não sou originário do PR. Não adianta o PR me ameaçar, só devo satisfação ao meu eleitor. Vou sair do PR, não tem clima mais”, reitera.

Waldir também não disse qual será seu futuro partido. No entanto, ele não descartou a possibilidade de ir para o Democratas, legenda liderada em Goiás pelo senador Ronaldo Caiado (DEM). “Recebi convites de vários partidos. Conversei com o deputado Jair Bolsonaro (PSC) inclusive. Estou aguardando para tomar uma decisão. Em Goiás, estou à disposição para ajudar o senador Ronaldo Caiado. Este governo que está ai há 20 anos arrebentou com o nosso estado", enfatiza.

Ouça a entrevista completa:

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(62) 98400-1757