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Presidente da Agetul, Alexandre Magalhães (Foto: Johann Germano/Portal 730)
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O presidente da Agência Goiana de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul), disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira (27) no Paço Municipal, que o Parque Mutirama possui um engenheiro responsável pela manutenção dos brinquedos trabalhando diariamente no local.

“A pessoa física do engenheiro está presente dentro do Parque Mutirama. A gente está indignado com o que aconteceu lá, foi uma situação triste. Tem sim, tem um engenheiro lá sim. A nossa preocupação agora não é essa, e sim resolver o que aconteceu e mudarmos os protocolos para não acontecer mais isso lá dentro”, ponderou.

A declaração foi feita logo depois que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a Polícia Civil (PC) iniciam investigação para apurar as causas do acidente com o brinquedo Twister, que quebrou e acabou deixando 11 pessoas feridas, algumas delas em estado grave, no início da tarde desta quinta-feira (26). Alexandre Magalhães afirmou que não houve imprudência por parte do parque no episódio.

“Não teve imprudência. Nós assumimos o parque, em janeiro, continuamos a manutenção da maneira que vinha acontecendo. Isso continuou sem problema nenhum. O parque tem manutenção diariamente às segundas, terças e quartas. Existe um protocolo de funcionamento de todos os brinquedos, das 7h às 9h da manhã, em que os brinquedos são ligados sem ninguém. O que aconteceu foi um acidente e não pode acontecer mais”, relata.

Entre os feridos estão oito adolescentes, duas crianças e um adulto. O secretário diz que está prestando toda a assistência às famílias das vítimas. “Nós socorremos todos, estamos dando a assistência necessária, para o que for preciso, inclusive com a ajuda da secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué”, afirma.

Por meio de nota, a Agetul reforçou o que foi dito pelo presidente do órgão durante a coletiva nesta manhã e que rescindiu o contrato com o engenheiro responsável pelo parque, o qual atuava no local há 15 anos, para uma contratação por meio de processo seletivo simplificado que está em andamento.

Leia a nota a seguir, na íntegra:

“A Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul) informa que sempre houve um profissional de engenharia responsável pela manutenção dos equipamentos eletromecânicos do Mutirama, com atuação diária dentro das dependências do parque. Ocorre que, findo o último exercício fiscal em 31 de dezembro de 2016, rescindiu-se automaticamente o contrato daquela gestão, tendo sido firmado um novo contrato de trabalho, em caráter temporário, com o mesmo profissional que lá atua por mais de 15 anos, o qual dará lugar a um contrato definitivo por ocasião da contratação de um profissional por processo seletivo simplificado, como determinado pela administração pública. 

Em face da exigência de se mudar o caráter da contratação em vigor, o atual contrato não foi formalmente registrado junto ao Crea-Go, fato que foi devidamente comunicado ao órgão através do ofício 0247/2017, datado de 28 de março de 2017. Como reconhecido pelo próprio Crea, o processo seletivo simplificado está em curso e deve ser concluído nos próximos dias.”

Ministério Público

A promotora da 50ª Promotoria de Goiânia, Leila Maria de Oliveira, que conduz uma investigação para apurar a condição dos brinquedos do Parque Mutirama, aberta em julho de 2016, disse, também em entrevista coletiva que, caso fique constatado que houve responsabilidade direta da gestão do local no acidente, o presidente da Agetul pode ser indiciado por improbidade administrativa. “Foi requisitado perícia no brinquedo e que se faça manutenção e reparo em todos os demais brinquedos. Manutenção em todos e reparos naqueles que for necessário”, relata.

Contra o Parque Mutirama, já existe uma ação civil pública desde 2010, que pedia a suspensão do início das obras no local. Em 2011, uma ação população foi movida pelo vereador Elias Vaz, então do PSOL, por conta de suspeita de superfaturamento na aquisição de brinquedos para o parque, principalmente os equipamentos usados.

A promotora diz que o parque só deverá ser reaberto depois que estiver 100% seguro. Sobre um possível indiciamento por improbidade administrativa, Alexandre Magalhães se defende, e diz que a justiça deve ser feita.

“Que seja feita a justiça, eu não tenho problema, não corro das minhas responsabilidades. O que fiz, fiz sabendo, continuei o protocolo como estava sendo feito, a maneira como estava sendo a revisão. Agora vamos mudar, não posso admitir que isso vá para frente”, afirma.

Polícia Civil

De acordo com o delegado titular do 1º Distrito Policial de Goiânia, Isaías Pinheiro, disse que o acidente poderia ser evitado. “Isso é uma tragédia anunciada. É uma pena que, só depois de acontecer um evento desse é que se toma a providência de interditar o parque pelo prefeito, que é o gestor maior. Ele deveria ter feito isso, e o próprio gerente ou gestor daqui, antes de acontecer o acidente”, afirma.

Nesta quinta-feira, auditores fiscais do Ministério do Trabalho interditaram formalmente o Parque Mutirama, que já estava fechado desde o final da tarde desta quarta-feira conforme determinação do prefeito Iris Rezende. Ainda não há data para perícia e o fechamento do local é por tempo indeterminado.

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