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Início da Alameda Leopoldo de Bulhões, no Setor Pedro Ludovico (Foto: Google Street View)
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Com pouco mais de 1,5 mil metros de extensão, localizada entre a Praça do Esporte e o Parque Areião, e que une a Avendia Circular à Marginal Botafogo e Avenida Deputado Jamel Cecílio, a Alameda Leopoldo de Bulhões é uma das principais vias que ligam o Setor Pedro Ludovico ao Jardim Goiás.

Localizado na esquina da Alameda com a Avenida Botafogo, o Centro Audiovisual do Museu Índio, que pertence à Fundação Nacional do Índio (Funai), é uma das principais construções da região abrangida pela Leopoldo de Bulhões.

Em entrevista à repórter Jordanna Ágatha, da 730, para o quadro Se Essa Rua Fosse Minha, do programa Super Sábado, o coordenador do local, Juraci Oliveira, explica que o terreno onde está a instituição foi doado por Pedro Ludovico Teixeira, e enaltece a Alameda.

“Foi doado por ele por meio de um decreto, para a utilização com os índios. A Alameda facilita a ida para o aeroporto, para a rodoviária, é uma belíssima rua com seus pés de Flamboyant”, destaca.

Além do museu, a Alameda Leopoldo de Bulhões comporta amplas instalações de comércio da região como lanchonetes, sorveterias, drogarias e restaurantes, além de escolas públicas e privadas; mas, afinal, quem foi o homem que dá nome à via?

Nascido na Cidade de Goiás, em 28 de setembro de 1856, Leopoldo de Bulhões formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na cidade de São Paulo. Segundo o diretor do Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos do Brasil Central da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Antônio César Caldas, Bulhões voltou para Goiás e ingressou na vida política.

“Teve os primeiros estudos em Goiás e depois foi para São Paulo, onde na Faculdade do Largo do São Francisco cursou Direito, naquele tempo, Ciências Jurídicas e Sociais, e formou-se em 1880. Assumiu a pasta do Ministério da Fazenda nos governos de Francisco de Paula Rodrigues Alves e Nilo Peçanha. Era um grande financista, muito conhecido no país e no exterior”, relata.

Leopoldo de Bulhões ainda integrou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. “Deixou muitas obras, algumas ligadas à questão das finanças, e que foram publicadas e reeditadas em vários momentos da história do Brasil. Entre os livros que ele publicou temos Discurso Sobre a Conversão do Papel Moeda, em 1882, Meio Circulante e Abolição dos Escravos em 1883, pois ele e o irmão eram abolicionistas, lutaram muito aqui em Goiás para a abolição da escravatura, além de relator do Ministério da Fazenda, de 1902 a 1906. Recebeu diversas homenagens, condecorações, como a Gran Cruz da Ordem de Cristo, no Brasil, além de outras homenagens no exterior. Foi proeminente em Goiás que muito orgulha”, conta Caldas.

O homem que dá nome à Alameda faleceu em 25 de dezembro de 1928, no Rio de Janeiro. Com a fundação da capital goiana, em 1933, Leopoldo de Bulhões foi homenageado com seu nome não apenas em uma, mas duas ruas de Goiânia. Esta, no Setor Pedro Ludovico, e outra próximo à Rodovia dos Romeiros (GO-060), no Conjunto Vera Cruz I.

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