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José Vitti (Foto: Larissa Artiaga/ Portal 730)
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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB), concedeu nesta quarta-feira (05), uma entrevista exclusiva à Rádio 730. Em pauta, as articulações políticas da base governista para 2018. Confira:

Rubens Salomão: - Qual é o balanço que o senhor faz desse primeiro semestre?

José Vitti: Tínhamos o compromisso de dar andamento a todos os projetos que entraram em pauta nesse semestre. Foi um semestre conturbado mas produtivo. Tivemos esses primeiros seis meses para conhecer o funcionamento da casa e colocar nossa filosofia de trabalho.

Rubens Salomão: - A votação do projeto que traz mudanças na previdência foi tranquila?

José Vitti: O tema previdência mexe com toda a população. Eu acredito que os servidores não terão prejuízo com a extinção do Fundo Previdenciário nesse momento. O rombo previdenciário independe do Fundo. Daqui a 30 anos se não encontrarmos uma solução para o sistema previdenciário entraremos em colapso.

Cléber Ferreira: - A extinção do Fundo Previdenciário Estadual não colabora para a fragilidade futura do Goiasprev?

Foto: Larissa Artiaga/ Portal 730
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José Vitti: Nós temos hoje um sistema previdenciário que fechará o ano com quase R$ 2 bilhões de rombo. O Fundo Previdenciário arrecadou, nos últimos quatro anos, R$ 90 milhões. Essa distorção não significa que vai prejudicar hoje, mas a gente não sabe o que vai acontecer daqui a alguns anos.

Eduardo Horácio: - O senhor acha que essa era de notícias ruins do governo está chegando ao fim? O governo passará a ter uma agenda mais positiva?

José Vitti: Eu acredito que sim e torço por isso para o bem da população. Estamos sendo atacados desde o início do mandato e chegou a hora de “colher os louros”.

Cléber Ferreira: - No “frigir dos ovos”, a PEC do Orçamento Impositivo tem que futuro?

José Vitti: O projeto não foi aprovado, não houve êxito. Este é um outro tema que demanda alguns questões tendo em vista que o Estado passa por dificuldades orçamentárias.

Rubens Salomão: - O senhor acha que seria viável discutir o Orçamento Impositivo no ano que vem para já começar a valer em 2019? Me parece que essa questão teve força neste ano porque teremos eleições em 2018.

José Vitti: Seria uma questão importante até pra que nós tivéssemos um posicionamento dos possíveis candidatos ao governo. Eu já vi muita gente dizer que é a favor de algum tema e voltar atrás depois de ter tomado posse.

Cléber Ferreira: - Na Assembleia como está a aceitação do nome do vice-governador como pré-candidato?

José Vitti: Na Assembleia o nome dele é muito ligado ao governador Marconi Perillo (PSDB). Existem aqueles que apoiam, aqueles que “namoram” a ideia, e aqueles que estão reticentes. Ele (José Eliton) tem participado, conversado com os políticos, dando início à agenda política dele. Vejo que ele tem credenciais para ser um grande governador.

Eduardo Horácio: - Quanto aos candidatos ao senado, quais nomes o senhor acha que serão escolhidos pela base?

José Vitti: É “briga de cachorro grande” pois são só duas vagas.  O governador Marconi se quiser se candidatar ao senado, tem uma vaga garantida. O senador Wilder Morais (PP) tem surpreendido os políticos e a própria imprensa, tem se movimentado e buscado trazer políticos para o seu lado. Se a eleição fosse hoje eu diria que as vagas seriam do governador Marconi e do Wilder. Mas a senadora Lúcia Vânia (PSB) também é reconhecida nacionalmente.

Rubens Salomão: - O deputado José Nelto (PMDB) disse que o senhor seria um candidato melhor do que o José Eliton. O senhor concorda?

José Vitti: Eu tenho credenciais que me levarão a um dia disputar um cargo majoritário em Goiás. Isso (ser candidato ao governo ou a prefeito) é um sonho antigo que começou desde o início da minha candidatura aqui na capital. A partir do resultado das eleições de 2018, me colocarei como pré-candidato à prefeito de Goiânia em 2020.

Cléber Ferreira: - A base segue unida para 2018?

José Vitti: Uma boa parte sim.

Rubens Salomão: - Como o senhor avalia a gestão de Iris Rezende (PMDB)?

José Vitti: É uma administração um pouco apática, mas eu entendo. Durante muito tempo Goiânia ficou ‘a deriva’.

Rubens Salomão: - Iris Rezende poderá apoiar o senhor para a prefeitura em 2020?

José Vitti: Uma das minhas características mais fortes é a capacidade de trabalhar nos bastidores. Todos os partidos devem conversar. Esse negócio de Iris versus Marconi em Goiânia acabou. Nós temos que entender que no futuro uma nova geração de políticos virá.

Cléber Ferreira: - O senhor disputará uma vaga para a Câmara Federal no ano que vem?

José Vitti: Não, não é meu desejo.

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