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Ronaldo Caiado (Foto: Larissa Artiaga/ Portal 730)
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O senador Ronaldo Caiado (DEM) concedeu nesta segunda-feira (03) uma entrevista exclusiva à Rádio 730. No diálogo com os jornalistas Cléber Ferreira, Eduardo Horácio e Rubens Salomã, Caiado analisou os cenários políticos nacional e regional. Confira:

Rubens Salomão: - Senador, como o senhor avalia as denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB)? Qual é o clima em Brasília?

Ronaldo Caiado: O Clima tem sido de instabilidade há muito tempo. Fica claro que o presidente insiste em se manter no cargo em detrimento do quadro econômico e do desemprego que temos no país. Tenho colocado, desde a época da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a necessidade de buscarmos um novo congresso e um novo presidente.

Cléber Ferreira: - O senhor defende a realização de eleições diretas, é isso senador?

Ronaldo Caiado: Não é questão de ‘Diretas’ e sim de antecipar as eleições.

Cléber Ferreira: - O senhor está defendendo a mesma proposta que o PT?

Ronaldo Caiado: Não tem nada a ver. Essa é uma bandeira muito nobre para “delinquentes”.

Cléber Ferreira: - Como o senhor avalia o fato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecer em primeiro lugar nas pesquisas caso as eleições sejam antecipadas?

Foto: Larissa Artiaga/ Portal 730
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Ronaldo Caiado: A pesquisa ‘Paraná’ (Instituto Paraná) mostrou que ele (Lula) é favorito para ir para a cadeia.

Eduardo Horácio: - Mas a ‘Paraná’ está acima do Instituto Datafolha?

Ronaldo Caiado: Não é questão de estar ou não acima, foi a única pesquisa que mostrou em termos percentuais a quantidade de pessoas que gostariam que Lula fosse preso, deu 63%.

Cléber Ferreira: - O senhor teme enfrentar Lula nas urnas?

Ronaldo Caiado: Ele (Lula) não tem uma candidatura consolidada. Não temo de maneira alguma, até gostaria de poder enfrentá-lo.

Cléber Ferreira: - O senhor é pré-candidato à presidência?

Ronaldo Caiado: Se tiver uma antecipação do processo, porque não colocar meu nome? Não vejo nenhum impecílio.

Eduardo Horácio: - Quando houve o impeachment da ex-presidente Dilma, o senhor imaginava que o país iria piorar tanto ou estava otimista?

Ronaldo Caiado: Eu estava otimista mas não a ponto de não defender a antecipação das eleições. Não adianta apenas mudar o presidente da república, é preciso mudar também o congresso nacional. No mundo todo quando há uma crise, há também uma antecipação do processo eleitoral.

Eduardo Horácio: - Por que o senhor não compareceu à votação da reforma trabalhista na CCJ do senado? Como o senhor votará a reforma em plenário?

Ronaldo Caiado: Nós conseguimos mostrar ao governo que algumas mudanças na reforma deveriam ser feitas. A minha ausência foi porque nós estávamos elaborando esse documento. Na quarta-feira (05) votarei a favor da reforma se conseguirmos um acordo. A previsão é de que a reforma seja aprovada no plenário já na quarta-feira.

Cléber Ferreira: - O senhor é base do presidente Temer ou oposição?

Ronaldo Caiado: Sou independente.

Cléber Ferreira: - Em Goiás o senhor é pré-candidato a governador? Pretende deixar o Democratas e filiar-se ao PMDB?

Ronaldo Caiado: Eu sou pré-candidato assim como outras pessoas também são, como por exemplo, o Daniel Vilela (PMDB) que é um nome excelente. Não podemos entrar em uma eleição em 2018 divididos. A candidatura não é um projeto pessoal, é algo que depende da aceitação do candidato perante a sociedade e do apoio de políticos que vão se engajar na campanha para que você forme uma chapa competitiva.

Rubens Salomão: - Mas o PMDB define que o candidato tem que ser do PMDB. Isso não contraria essa análise?

Ronaldo Caiado: Se fomos vitoriosos nas eleições passadas é porque teve um sentimento de unidade. Qualquer um que fizer uma campanha isolada não aguentará a “máquina do governo”.

Rubens Salomão: - Senador, qual é a sua avaliação sobre a ação contra a JBS aqui no estado?

Ronaldo Caiado: A JBS tinha uma dívida de R$ 1,3 bilhões e passou a pagar R$ 326 milhões, tendo uma anistia de R$ 949 milhões. Neste momento nós entramos com essa ação popular para que o estado seja ressarcido. Não podemos dar uma “Celg” e dar de presente para a JBS.

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