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Chico Alencar (Foto: Reprodução/ Internet)
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O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) concedeu nesta quinta-feira (22) uma entrevista exclusiva à Rádio 730, na qual comentou a atual situação política do país.

No diálogo com os jornalistas Cléber Ferreira, Eduardo Horácio e Rubens Salomão, Alencar criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ressaltou as divergências de opinião dentro do PSDB, partido integrante da base. Confira:

Rubens Salomão: - A Polícia Federal apresentou evidências de que o presidente Michel Temer (PMDB) teria cometido crime de corrupção passiva. Como o senhor analisa o atual momento em Brasília deputado?

Chico Alencar: A base do governo está completamente dispersa. O PMDB parece estar “foragido”, parece ter viajado para a Rússia junto com o presidente Temer. O PSDB está totalmente “encabulado” - talvez por causa de uma profunda divisão interna - não sobe à Tribuna e não argumenta. Eu vejo a situação do Michel Temer como muito crítica, até porque ele não responde as acusações que foram feitas.

Rubens Salomão: - Temer pode ter cometido crimes mais graves do que Dilma, no entanto, ao contrário do que aconteceu com ela, ele não perdeu apoio. Por que a oposição ainda é considerada minoritária na Câmara e quais as diferenças entre o caso Temer e o impeachment de Dilma?

Chico Alencar: Não é bem assim, o PSDB - por exemplo – está muito dividido. Alguns partidos já se afastam da base governo, como é o caso do PPS e do PHS. Até mesmo alguns deputados do PMDB têm dificuldades de defender o governo, portanto o processo de decomposição da base governista está em curso. Embora haja denúncias fortes contra a cúpula do PT, Dilma foi impedida por improbidade administrativa. Michel Temer é acusado de corrupção passiva e formação de organização criminosa, são acusações muito mais graves se comparadas ao caso Dilma, sem dúvidas.

Cléber Ferreira: - O senhor pretende se candidatar novamente a deputado federal ou vai buscar novos desafios?

Chico Alencar: Como deputado federal considero que já cumpri minha missão. Há políticos novos no meu estado (Rio de Janeiro) aptos a assumir esse desafio. Estou disposto a me candidatar ao senado ou mesmo à presidência da República.

Eduardo Horácio: - O senhor foi a um jantar no qual beijou a mão do senador afastado Aécio Neves (PSDB). Se arrepende disso?

Chico Alencar: Eu quero mais é que o Aécio pague pelo que ele fez, ele é um ‘embusteiro’, um cínico. Aécio está em apuros. Aliás, ‘de A a Z’, a classe política está praticamente toda ‘enredada’.

Rubens Salomão: - A Folha de São Paulo divulgou a informação de que o ex-presidente Lula teria ficado irritado com articulações entre lideranças do PT e do PSOL para as eleições de 2018, que teriam sido feitas durante uma reunião. Essa reunião realmente existiu?

Chico Alencar: Eu não participei mas a reunião aconteceu sim. O Lula tem essa mania ‘né’ de ser o “líder único” e ficar irritado com tudo que foge do controle dele.

Rubens Salomão: - O PSOL apoiará Lula em 2018?

Chico Alencar: De jeito nenhum. Reconhecemos que os governos Dilma e Lula tiveram pontos positivos mas, na nossa visão, essa política de conciliação entre os mais pobres e os banqueiros é insuficiente.

Ouça a entrevista na íntegra:

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