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Vereadora Dra. Cristina, em entrevista na 730 na manhã desta quinta-feira (15) (Foto: Johann Germano/Portal 730)
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A vereadora Dra. Cristina (PSDB) concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (15), no programa Primeiro Tempo da Notícia, da 730. A parlamentar diz que acompanha de perto as comissões especiais de inquérito (CEI) da Câmara, e destacou o inquérito que investiga a dívida da Prefeitura de Goiânia junto ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (IPSM).

“Denunciamos há quatro anos essa apropriação indevida do dinheiro dos servidores públicos porque isso é, literalmente, roubar o dinheiro do servidor. Era descontado em folha e não era repassado para o Fundo de Previdência e Assistência Social, que é o IMAS. Tentamos, por diversas vezes, estabelecer um processo de investigação, não conseguimos na legislatura passada”, explica.

Ouça a entrevista na íntegra

Além da CEI das Contas Públicas, tramitam na Casa a da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) e do transporte coletivo. Dra. Cristina diz que votou pela prorrogação das investigações por mais 120 dias, e que aguarda ouvir o ex e o atual prefeito da capital.

“Se essa CEI não trouxer resultado, vai gerar uma grande desconfiança da população. Então nós estamos apostando. Assinei o prazo para estender o prazo de funcionamento da CEI até setembro e os resultados terão que vir. Aguardamos a oitiva. Que sejam ouvidos tanto do ex-prefeito Paulo Garcia (PT) como o atual Iris Rezende (PMDB)”, acrescenta.

A vereadora, que compõe a bancada de oposição ao prefeito, afirma que a CEI precisa trazer resultados ao longo das investigações, e critica o fato de Iris ainda não ter indicado um líder da base da Câmara.

“Com essa falta de construção da sua base, ele (Iris) não tem líder na Câmara. Isso faz a cada dia crescer a oposição dentro da Casa. Diante desta perspectiva, há uma possibilidade real de trazer resultado. Se não trouxer, vai ficar claro que esse jogo ‘base e oposição’ só trabalha de acordo com o que o prefeito quer. Não é positivo para a população”, afirma.

A dívida total da Prefeitura em relação ao IPSM pode chegar a R$ 2 bilhões. Dra. Cristina acrescenta que quem mais sofre com os supostos desvios no serviço público de Saúde são os próprios servidores, e espera que os culpados sejam punidos.

“Vários serviços se desligaram do Imas, porque ficaram 8 ou 10 meses sem receber. Um exemplo claro é o Hospital Araújo Jorge (HAJ), não faz mais nenhum exame pelo IMAS, já tem nove meses sem receber. Vários psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas deixaram de prestar serviço ao IMAS. Então, trazer resultado é restabelecer as contas dentro do serviço de previdência, limpar o nome do servidor, que está negativado e, dependendo do crime, sim, cassar mandato e ter prisão, esse é o resultado que a população espera”, analisa. 

Ouça a 730
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