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Sandro Mabel (Foto: Petras de Souza/Portal 730)
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O ex-deputado e ex-assessor de Michel Temer, Sandro Mabel (PMDB), concedeu entrevista exclusiva à 730 na manhã desta segunda-feira (12).

O empresário falou sobre o atual momento político que vive o país, principalmente depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que absolveu a chapa Dilma-Temer na última sexta-feira (9) por quatro votos a três. Segundo Mabel, derrubar o governo neste momento é cometer um erro que causaria mais confusão ao país.

Ouça a entrevista na íntegra 

“São grupos econômicos, são políticos que têm interesse nessa derrubada. A derrubada agora é um erro crasso porque, se formos analisar, tem praticamente um ano para as eleições. Após derrubar o governo, até que se façam novas eleições, um novo assume em dezembro desse ano, o que ele vai fazer? É mais confusão. O país continua na incerteza. É como dizia na época do Lula ‘deixa o homem trabalhar’. Está indo bem, a economia está começando a pegar um rumo, a apontar para um crescimento”, avalia.

Sandro Mabel deixou a assessoria da presidência no último dia 24 de maio, logo depois dos episódios das gravações apresentadas por um dos donos do frigorífico JBS, Joesley Batista, nas quais Temer teria negociado a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

À época, em uma carta enviada a Temer, Mabel explica que a saída dele em nada tinha a ver com o escândalo da JBS, e que já havia pedido para deixar o cargo, pelo qual não recebia remuneração, em dezembro de 2016, para que pudesse se dedicar mais à família. Apesar de perdas sofridas pelo governo no Congresso, o empresário acredita que o presidente tem bom relacionamento nos parlamentos e que vai conseguir aprovar as reformas.

“Acredito que no Congresso o presidente Temer tem uma base sólida, as pessoas acreditam nele, ele conviveu lá dentro e conversa particularmente com cada um. Um deputado ou um senador ligam pra ele, ele fala pessoalmente. Ele tem facilidade nesse tipo de atuação. Acredito que ele vá aprovar essa Reforma Trabalhista, que é importante também. Essa convivência com o Congresso, eu não tenho dúvida que ele sabe fazer muito bem”, pondera Mabel.

Embora acredite no andamento das pretensões governistas quanto às reformas, Mabel diz que o momento vivido pelos poderes não é positivo, e que a crise política pode se estender mais do que até as próximas eleições.

“O momento é muito ruim, os poderes estão desassociados. Você vê o Ministério Público atacando o Supremo Tribunal Federal (STF), o Supremo dando tiro pra cá e o outro cassando e prende um, prende outro. São todas medidas que, em alguns casos, necessárias, em outros faz com que haja uma perda da estabilidade institucional. Sempre que tem um achincalhamento do político, muita gente que poderia colaborar já não quer mais. Acho isso muito ruim e diria que não apenas para as próximas eleições, eu diria que para muitos anos vamos passar por momentos delicados em relação à política”, analisa.

Na última sexta-feira (9), logo após decisão do TSE, Temer participou da festa de aniversário antecipado do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), realizada na casa do deputado federal Alexandre Baldy (PODEMOS). Mabel disse que não compareceu ao evento porque estava em São Paulo, mas elogiou o trabalho do parlamentar goiano.

“O Alexandre é um deputado que está bem lá em Brasília, está fazendo um bom trabalho, tem reatado processos importantes e tem convivido com a cúpula. Então o deputado tem feito um bom trabalho”, afirma.

Na opinião de Sandro Mabel, apesar dos sinais de recuperação econômica do país, os trabalhadores deverão sentir os efeitos da retomada somente no final de 2017 ou no início de 2018, e não deixou de pontuar as incertezas do mercado de trabalho neste momento.

“Acredito que no final do ano ou no começo do próximo ano. Quem está empregado, acha que vai ser mandado embora, porém, se continuarmos com essa crise econômica, vamos continuar perdendo 100 mil ou 150 mil empregos por mês. Quando se perde isso, a pessoa para de consumir, uma fábrica para de produzir, os executivos da fábrica param de viajar, as companhias aéreas param, os táxis param. Em tudo há uma influência. Esse círculo virtuoso, que é exatamente o contrário, precisar dar um freio no desemprego”, pontua.

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