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Foto: Reprodução/ Estadão
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A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffman, concedeu nesta quarta-feira (07), uma entrevista exclusiva à Rádio 730. Em pauta, o futuro do partido dos trabalhadores diante da possibilidade de saída do presidente Michel Temer (PMDB).

Durante o diálogo com os jornalistas Cléber Ferreira, Eduardo Horário e Rubens Salomão, Gleisi Hoffman afirmou que o PT vai se abster de uma eventual votação no Congresso Nacional, caso eleições indiretas sejam realizadas. Confira:

Rubens Salomão: Muito se falou sobre o apoio do ex-presidente Lula ao nome da senhora para presidir o partido. Senadora, como se deu essa eleição no Congresso Nacional?

Gleisi Hoffman: - O Congresso foi muito vitorioso. Há um bom tempo o partido não tinha uma unidade política, tática, tão grande no sentido de entender qual tem que ser seu posicionamento. Essa leitura foi feita por meio de resoluções que apontaram de forma muito clara que a saída para a crise está na realização de eleições diretas. Temer não tem legitimidade para continuar no cargo. Para mim foi uma honra ser eleita presidente do PT. Em 37 anos, essa é a primeira vez que uma mulher é eleita presidente da legenda.

Eduardo Horácio: Em caso de eleições indiretas o PT não apoiará nenhum nome?

Gleisi Hoffman: - O PT não apoiará nenhum nome e não participará da votação. Na nossa opinião, a nossa participação traria legitimidade para algo que nós não reconhecemos como legítimo nesse momento (governo Temer).

Cléber Ferreira: A senhora assume o PT com o desafio de nacionalizar um partido que é muito paulista, muito do sudeste. Como a senhora espera resolver essa questão?

Gleisi Hoffman: - Com muito diálogo e muito trabalho de nacionalização do partido. O PT nasceu em São Paulo, lá é o berço do sindicalismo brasileiro, mas é certo que o Brasil mudou muito seu perfil nas últimas três décadas. Isso se deve, principalmente, a atuação dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.

Eduardo Horácio: O ex-presidente Lula já disse que caso seja impedido pela justiça, o melhor nome para representar o PT seria o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. A senhora concorda ou seria um debate que o PT teria que fazer ainda?

Gleisi Hoffman: - Nosso plano é ter o Lula como candidato. Avaliamos que se algo acontecer com o Lula seria um ato contra a democracia. O Lula tem legado na política brasileira e as pessoas o reconhecem como um aliado.

Cléber Ferreira: A atual Assembleia Constituinte é ou não é soberana?

Gleisi Hoffman: - Nós não temos uma Constituinte, temos um Congresso que foi eleito para cumprir as funções dentro da normalidade no Congresso Nacional. Quando falamos em Constituinte, nos referimos a pessoas eleitas para fazer reformas na Constituição, sem se preocupar com os temas cotidianos do legislativo. Acreditamos que a Constituição de 1988, que é uma das mais avançadas do mundo, está sendo desmontada por um Congresso que não tem legitimidade. Por isso, defendemos uma Assembleia Constituinte soberana para fazer essa reforma constitucional.

Rubens Salomão: Senadora, alianças com o PMDB nos estados são possíveis?

Gleisi Hoffman: - Em relação ao PMDB, não dá pra tratar o assunto de modo genérico. Por exemplo, no Paraná - que é o meu estado – o PMDB é comandado pelo senador Roberto Requião, que é uma pessoa com visão de centro-esquerda. Então, fazer uma aliança com o PMDB do Paraná é perfeitamente possível.

Rubens Salomão: A senhora não prevê nada sobre o PMDB em Goiás?

Gleisi Hoffman: - Não, nós nem conversamos sobre isso ainda.

Eduardo Horácio: Senadora, não está na hora do PT romper com o governo de Nicolás Maduro na Venezuela não?

Gleisi Hoffman: - Nós respeitamos a autonomia dos povos e costumamos não intervir nas questões internas dos países. Contudo, é claro, primamos pela democracia.

Rubens Salomão: Senadora, qual o seu posicionamento jurídico-político, em relação a delação do ex-executivo da Odebrecht, Fernando Migliaccio, que disse ter pago R$ 5 milhões a sua Campanha em 2014?

Gleisi Hoffman: - As pessoas falam o que querem e não provam o que dizem. Não conheço esse rapaz. Estou esperando ser chamada (pela justiça) para falar como se deu minha campanha e saber quais são as provas que esse moço está apresentando. 

Ouça a entrevista:

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(62) 98400-1757