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Corupá, no Vale do Itajaí, foi o primeiro município a decretar situação de emergência (Foto: Defesa Civil de Santa Catarina/Divulgação)
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Os estragos e prejuízos causados pelo excesso de chuvas no Sul do país já afetou pelo menos 27,6 mil pessoas em Santa Catarina, segundo balanço divulgado hoje (6) pela Defesa Civil do estado. O número é quase três vezes maior do que o informado no final da tarde desta segunda-feira (5), quando os atingidos somavam cerca de 10 mil.

O órgão atribui o aumento repentino ao fato de que o solo já está encharcado e os rios já estão cheios. Essas condições, somadas à chuva que caiu na última noite, causaram inundações em pelo menos 88 municípios catarinenses.

Segundo o Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometrologia  da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Ciram), a previsão é de chuva constante e volumosa até sexta-feira (9). O tempo deve firmar apenas no fim de semana, com a chegada de uma frente fria que irá derrubar as temperaturas na região Sul.

Com a perspectiva de mais chuvas nos próximos dias, a Defesa Civil de Santa Catarina mantém ativos dois alertas à população, referentes às possibilidades de novas inundações e de deslizamentos de terra.

Há risco maior de inundações nos médios e grandes rios nos municípios do Vale do Itajaí, especialmente no Alto Vale, nos rios Canoas, Caraá e Uruguai e em todas as bacias do Litoral Sul do estado. Os deslizamentos de terra, por sua vez, podem acontecer em todas as regiões do estado, especialmente no Oeste, Meio Oeste, Vale do Itajaí, Litoral Sul e Grande Florianópolis.

Estragos

A cidade mais afetada pelas chuvas até o momento é Rio do Sul, localizado no Vale do Itajaí, onde as enchentes atingiram pelo menos 18 mil pessoas. Cerca de 740 moradores precisaram ser alojados em 21 abrigos improvisados no município.

A prefeitura municipal de Rio do Sul registrou quase 40 ocorrências desde que as chuvas começaram, em 26 de maio. Dentre elas estão 19 deslizamentos de terra, 11 quedas de muro, seis enxurradas, duas quedas de muros e uma ponte danificada.

Hoje de manhã, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, visitou as áreas alagadas no município. Ele anunciou "auxílio imediato" para as famílias atingidas.

Os estragos também foram significativos em Lages, cidade da serra catarinense. Cerca de 320 pessoas precisaram ser alojadas em 7 abrigos em razão das inundações, que atingiram 12 bairros do município.

A prefeitura municipal de Lages publicou uma nota informando que as doações mais necessárias são de alimentos não perecíveis. Os produtos podem ser entregues em locais públicos e no Ginásio Jones Minosso, onde as doações estão sendo depositadas.

Orientações

O secretário adjunto da Defesa Civil de Santa Catarina, Fabiano de Souza, afirmou que a situação no estado permanece crítica: "Qualquer precipitação agrava o quadro atual. Pedimos para que a população se mantenha atenta e siga a orientação da Defesa Civil".

Em caso de tempestades com descargas elétricas e ventos fortes, a recomendação do órgão é para que as pessoas busquem abrigos longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que possam ser arremessados. É importante, também, desligar os aparelhos eletrônicos e não tomar banho no mar ou na piscina.

Em inundações e enchentes, a Defesa Civil catarinense orientou a população para que não entre em contato com as águas e não dirija em locais alagados. É necessário tomar cuidado especial com crianças próximas de rios e ribeirões.

O órgão também recomendou que as pessoas observem quaisquer movimentos de terra ou rochas, inclinação de postes e árvores, além de rachaduras em muros e paredes. A ideia é prever a ocorrência de deslizamentos que possam atingir residências. Nestes casos, a Defesa Civil recomenda que as famílias saiam de casa e acionem o órgão.

Da Agência Brasil

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