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Giuseppe Vecci (Foto: Petras de Souza/ Portal 730)
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O deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB) concedeu nesta quarta-feira (24), uma entrevista exclusiva à Rádio 730, na qual examinou o atual cenário político brasileiro e efetuou projeções nos âmbitos regional e nacional.

Na semana passada, os irmãos Joesley e Wesley Batista – donos do frigorífico JBS – apresentaram, durante depoimento prestado à Procuradoria Geral da República (PGR), uma gravação que mostra o presidente Michel Temer (PMDB) negociando o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado cassado Eduardo Cunha. Desde que o conteúdo das delações tornaram-se de conhecimento público, o clima de instabilidade política se instaurou em Brasília.

Na opinião do deputado Giuseppe Vecci, Temer deve deixar o cargo, seja por meio de renúncia, por impeachment, ou pela cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Há certamente uma tensão no ar aqui em Brasília. Nesse momento se discute uma saída que possa agregar todos os partidos ante a possibilidade concreta de saída do presidente. A cada dia que passa a permanência do governo Temer se torna mais difícil”, elucida Vecci.

Ainda de acordo com Giuseppe Vecci, o PSDB não decidiu se deixará ou não a base governista. “Por enquanto estamos falando em hipóteses. Eu diria que a saída do PSDB é real e ao mesmo tempo provável. Acho que o país está sofrido, ninguém quer jogar gasolina no fogo agora. As pessoas sabem da importância de se ter um nome que possa fazer a transição até 2018”, pondera.

Caso o presidente de fato venha a deixar o poder, consideram-se os pelo menos dois cenários: eleições indiretas e eleições diretas. Em caso de eleições indiretas – alternativa prevista na Constituição Federal -  o Congresso decide quem será o novo presidente sem que haja participação direta do povo na votação. As eleições diretas só se dariam caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede), fosse aprovada pelos parlamentares.

Mirando a presidência e em face da probabilidade de realização do pleito indireto, parlamentares do PSDB tem cogitado nomes de possíveis candidatos nos bastidores. Um desses nomes seria o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No entanto, segundo Vecci, ainda não há nenhum tipo de definição a esse respeito. “Não tem um nome definido não, não há um consenso. E o consenso não pode ser de um único partido, tem que ser de todos. Precisamos de alguém que possa aglutinar os partidos e na minha opinião, o ex-ministro Nelson Jobim teria esse perfil. O nome dele tem sido comentado aqui no Congresso”, assinala.

Goiás

No âmbito regional, o deputado Giuseppe Vecci não furtou-se a comentar a sentença proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que optou por dar prosseguimento à a ação que investiga o governador do estado, Marconi Perillo (PSDB), pelo crime de corrupção passiva. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o governador obteve vantagens indevidas para viabilizar contratos do poder público com a Construtora Delta durante seu 3º mandato, entre 2011 e 2012. A apuração é feita no âmbito da Operação Monte Carlo.

Questionado sobre o assunto, Vecci disse que o governador está tranquilo em relação à investigação. “Qualquer pessoa tem o direito de se defender. Isso cabe para todos, pro Marconi, pro Aécio. A doação de empresas para os candidatos até então era legal e agora estão colocando como se toda doação fosse corrupção ou propina. É preciso delinear as coisas claramente para que cada um possa ter direito à defesa”, argumenta.

Confira a entrevista na íntegra:

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