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Foto: Ascom/ UFG
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Não só de Art Déco vive a memória arquitetônica de Goiânia. Em oito décadas de existência, a cidade cresceu, se modificou e produziu uma arquitetura variada e de múltiplas influências estéticas. Empenhada em identificar, registrar e tornar pública essa característica urbana, a Universidade Federal de Goiás (UFG) produziu um inventário reunindo informações sobre 339 casas goianienses construídas entre as décadas de 1930 e 1970.

O estudo concluiu que Goiânia possui um variado repertório que vai da linguagem eclética neocolonial à mais modernista das casas. Ao todo, foram encontradas nove linguagens diferentes em uma faixa territorial que compreende os setores Central e Sul, além de partes dos setores Aeroporto, Oeste, Marista, Bueno e Universitário.

Durante o trabalho, pesquisadores organizaram informações coletadas nessas localidades e geraram 25 mapas conceituais da cidade. Das 339 residências, 180 foram selecionadas para um estudo mais aprofundado e 29 receberam fichamento completo, tendo suas plantas reconstituídas. O patrimônio investigado foi valorado de acordo com critérios técnicos, tais como excepcionalidade, potencial de risco, estado de conservação e estado de preservação.

Para a professora do Laboratório de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Artes Visuais da UFG, Eline Maria Caixeta, coordenadora do Inventário, toda essa diversidade diz respeito a um mesmo espírito forjado na construção da nova capital. “Independentemente da linguagem, todas as casas são modernas, pois têm uma mesma relação com a cidade e seu contexto”, afirmou.

Pioneirismo

O Inventário de Arquitetura Residencial Unifamiliar em Goiânia foi realizados em 2015 e 2016, com a cooperação técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e apoio do Ministério Público de Goiás. Na oportunidade, uma equipe de 25 pessoas organizou um detalhado banco de dados sobre o núcleo inicial da cidade e seus arredores, com o objetivo de fornecer subsídios a futuras pesquisas e a possíveis ações de preservação do patrimônio.

Segundo a arquiteta do Iphan e supervisora do trabalho, Dafne Marques de Mendonça, a produção do inventário proporcionou o apuramento do olhar dos pesquisadores. “Goiânia muda rápido e essa dinâmica constitui a sua história. Isso teve de ser levado em conta”, declarou. Para a superintendente do órgão em Goiás, Salma Saddi, a pesquisa tem potencial para inspirar outras investigações. “Foi um trabalho de fôlego e pioneiro em Goiás”, considerou.

Da Assessoria de Comunicação da UFG

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