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Foto: Reprodução/ Internet
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No coração da cidade, cravada no manto de Nossa Senhora. Assim está localizada a Avenida Goiás, um dos principais símbolos de Goiânia. Com cerca de 6,5 km de extensão, a via inicia na Praça Cívica e vai até o cruzamento com a Avenida Perimetral, na região noroeste.

Depois de cruzar a Avenida Perimetral, a Avenida Goiás torna-se Goiás Norte, trecho com aproximadamente 1 km. Além disso, a vida conta com a faixa exclusiva para transporte público, o Bus Rapid Transit (BRT), que ainda está em construção.

História e Art Decó

Declarada como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2003, a Avenida traz no nome uma homenagem à antiga capital do estado, a Cidade de Goiás.

De acordo com a coordenadora técnica do Iphan, Beatriz Otto, a inspiração arquitetônica e urbana da Avenida Goiás remonta aos boulevards franceses.

“A Avenida Goiás é uma das mais emblemáticas de Goiânia. Ela tem toda a intencionalidade de criação de uma perspectiva, partindo da Estação Ferroviária em direção à Praça Cívica. Ela tem todas as características de uma Avenida Boulevard, com uma ilha central larga e arborizada”, explica Beatriz Otto.

O reconhecimento da Avenida Goiás enquanto Patrimônio Histórico se deve especialmente à quantidade de prédios e monumentos no estilo Art decó que estão situados na Avenida Goiás.

O termo Art déco, de origem francesa, refere-se a um estilo decorativo que se afirma nas artes plásticas, artes aplicadas (design, mobiliário, decoração etc.) e arquitetura no entreguerras europeu.

À época da fundação de Goiânia, o estilo foi utilizado em diversos prédios espalhados pela cidade para dar força a ideia de modernidade e sustentar a mudança da capital do estado. Veja abaixo o acervo arquitetônico e urbanístico Art Déco de Goiânia que foram tombados:

Coreto da Praça Cívica;

Palácio das Esmeraldas – Praça Cívica;

Fórum e Tribunal de Justiça – Praça Cívica;

Edifício do antigo Departamento Estadual de Informação, atualmente o Museu Zoroastro Artiaga – Praça Cívica.

Edifício da antiga Delegacia Fiscal – Praça Cívica.

Edifício da antiga Chefatura de Polícia, atualmente Procuradoria-Geral do Estado – Praça Cívica.

Edifício da antiga Secretaria geral atualmente Centro Cultural Marieta Telles Machado – Praça Cívica.

Edifício do Tribunal Regional Eleitoral.

Torre do Relógio – Avenida Goiás, próximo à Praça Cívica.

Fontes luminosas

Obeliscos com luminárias

Museu Pedro Ludovico Rua Gercina Borges Teixeira, Centro.

Edifício do Colégio Estadual Lyceu de Goiânia – Rua 21 – Centro.

Edifício do Grande Hotel – Avenida Goiás – Centro.

Edifício do Teatro de Goiânia – Avenida Tocantins com Avenida Anhanguera-Centro.

Edifício da antiga Escola Técnica de Goiânia, atualmente o IFG – Rua 66, Centro.

Edifício da antiga Estação Ferroviária – Praça do Trabalhador, Centro.

Mureta e Trampolim do Lago das Rosas – Alameda das Rosas com a Avenida Anhanguera.

Edifício do antigo Palace Hotel, atualmente Biblioteca Cora Coralina – Avenida 24 de Outubro com Rua Geraldo de Oliveira – Setor Campinas.

Edifício da antiga Subprefeitura e Fórum de Campinas.

Traçado viário dos núcleos urbanos pioneiros;

Comércio

Um ponto de comércio popular na capital, é a feira hippie, que atualmente está organizada na região da Rua 44. Segundo o professor de história Reinaldo Pantaleão, a própria população goianiense teve a iniciativa de começar a feira na Avenida Goiás, que na época não tinha fins comerciais e sim culturais. “Na Avenida juntaram-se os poetas, músicos, artistas plásticos e fizeram ali um movimento cultural. Nós tínhamos ali uma figura extraordinária, o músico e poeta Zé Rebouças, símbolo da luta contra o preconceito”.

Hoje a feira hippie localiza-se na Praça do Trabalhador, que também é um ponto importante da avenida Goiás, o qual não poderíamos deixar de citar com a comemoração do dia do trabalhador nesta segunda-feira.

De acordo com o professor Pantaleão, a praça foi projetada pelo arquiteto Elder Rocha Lima, com monumentos em homenagem ao trabalhador. Pantaleão relembra que as esculturas foram depredadas após o golpe de 1964. “Tinha um monumento lá, uns painéis em homenagem ao trabalhador. Com o golpe de 1964 o monumento foi desmanchado. Na medida que as pesquisas foram feitas descobriram-se indícios claros de que essa destruição foi obra do Comando de Caça aos Comunistas (CCC)”.

Com informações da repórter Jordanna Ágatha

Confira a reportagem na íntegra:

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