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Foto: Beto Barata
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O governador Marconi Perillo (PSDB) disse, em entrevista à imprensa nesta terça-feira (25), após reunião em Brasília com o presidente Michel Temer (PMDB), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, além de 18 governadores e vice-governadores, que o momento atual é de se fazer as reformas com o objetivo de tirar o país do que chamou de “estagnação”.

“É hora de todos os políticos deixarem interesses corporativos de lado, populismo de lado, e realmente centrarmos naquilo que interessa para o Brasil, que é fazermos as reformas que vão tirar de vez o Brasil da estagnação, e vão garantir ao País, à sociedade, e aos trabalhadores um momento melhor para o País”, afirmou.

O tema central da reunião foi a Reforma da Previdência. Perillo ressaltou na entrevista que o relator da matéria, deputado Arthur Maia, também participou do encontro e apresentou a informação de que 55% de tudo o que se arrecada pelo governo federal atualmente é gasto com Previdência.

“Isso é muito sério. De 100% de tudo o que se arrecada no País, hoje, 45% é destinado à infraestrutura, Educação, Saúde, Segurança e outras áreas, e 55% para Previdência. Ou seja, tem alguma coisa muito errada nisso”, alertou.

O tucano ressaltou ainda a declaração de Meirelles, que pontuou que a retomada do crescimento econômico está condicionada à aprovação da Reforma da Previdência. “Ele acha que nós estamos em um ritmo bom a partir desse primeiro trimestre, a inflação está baixa, por volta de 4%, os juros também caindo. E, com isso, a perspectiva é começar o ano que vem com crescimento por volta de 3%. Então, nos repassou uma mensagem otimista. Mas, é claro, condicionando a retomada do crescimento econômico do País e, consequentemente, a geração de empregos, à aprovação da reforma da Previdência, que nós consideramos fundamental para o Brasil”, disse.

Foto: Humberto Silva
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Marconi e os demais governadores pontuaram a necessidade de os estados estarem dentro da Reforma, mas que ficou acertado na reunião que os governos estaduais terão seis meses para encaminhar propostas ou não aos legislativos estaduais. Caso isso não ocorra, vai prevalecer o texto aprovado.

“Para se ter uma ideia, somente no Estado de Goiás nós vamos ter nesse ano de 2017 um déficit de R$ 2 bilhões. E esse déficit cresce exponencialmente, porque as regras são muito antigas e prejudiciais ao conjunto da sociedade. Gastar-se R$ 2 bilhões com um número pequeno de servidores é condenar 7 milhões de goianos a estarem com menos benefícios sociais: Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura. Então, na verdade, o que está em jogo é a vida de milhões de brasileiros”, declarou.

Destacou que o tempo de seis meses será suficiente para que os estados avaliem se a reforma, tal como for aprovada, poderá ser estendida aos estados ou se será necessário o envio de Propostas de Emenda à Constituição. “O que nós queremos no Brasil é a aprovação”, enfatizou. Questionado sobre a atuação dos governadores para que a reforma seja aprovada, afirmou que, particularmente, tem buscado conscientizar o Estado sobre a situação gravíssima porque passa o País.

“Essa situação vai se agravando cada vez mais. Eu, por exemplo, vou ficar mais pouco tempo no governo. Minha preocupação não é com o meu governo apenas, mas com o futuro. Se medidas não forem tomadas, o País e os estados entrarão em colapso, como já aconteceu com a Grécia, com a Espanha, Portugal, e com muitos outros países. Então, é fazer uma escolha: ou nós vamos ter um País melhor daqui para frente, e termos a coragem de, mesmo com desgastes, aprovarmos o que precisa ser aprovado agora, ou daqui a algum tempo vamos amargar problemas muito maiores”, disse.

Indagado se houve algum pedido por parte dos governadores ao presidente Temer, Marconi afirmou que não houve. “Ninguém veio pedir nada. Ninguém falou em nenhum pedido. Aliás, o governo do presidente Temer ajudou muito os estados com refinanciamento das dívidas, com a aprovação de uma série de medidas com o apoio da Câmara e do Senado. Não se trata nesse momento de qualquer barganha. Nós temos que pensar no País”, declarou.

 

 

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