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Lincoln Tejota (Foto: Larissa Artiaga/ Portal 730)
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O deputado estadual Lincoln Tejota (PSD) concedeu nesta segunda-feira (10) uma entrevista exclusiva à Rádio 730. Em pauta, a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos do governo de Goiás e a Reforma da Previdência.

Segundo o deputado, ao colocar a votação da Reforma da Previdência sob responsabilidade dos Estados, o governo federal adotou uma estratégia para retirar a pressão existente em cima do Congresso Nacional. “A Reforma da Previdência é uma bomba que o governo federal mandou para os Estados. É uma decisão do governo federal que foi repassada para os governos estaduais’’, enfatiza o parlamentar.

O governo Temer justifica que a Reforma é necessária para equilibrar os cofres públicos, já que o déficit causado pela Previdência estaria pesando nas contas. Em termos de economia e redução de despesas, Lincoln Tejota afirma que o enxugamento do Estado seria uma solução mais viável do que a Reforma da Previdência. “Eu não concordo com a proposta pois penso que é um momento complicado. Na verdade, a máquina brasileira é muito pesada. Hoje a maior parte dos recursos vai para o pagamento de servidores e nós temos que pensar nisso. Temos que ter uma máquina menor e mais eficiente. Não tem como nosso Estado continuar crescendo da forma como ele está; grande e inchado’’.

PEC dos Gastos Públicos

Em trâmite no legislativo, a Proposta de Emenda a Constitucional (PEC) dos Gastos Públicos, estabelece um teto de gastos para o governo estadual nos próximos 10 anos. Segundo o deputado, a matéria é necessária para equilibrar a dívida pública. Todavia, todos os setores da sociedade devem ser ouvidos no debate. “Vejo a votação da PEC com muito desconforto. Essa Proposta vem em um momento difícil, mas o país precisa dela. Nos reuniremos com o governo para saber como o governo poderá continuar atendendo o servidor e ao mesmo tempo economizar’’, pontua.

Ao ser questionado pelo jornalista Cléber Ferreira a respeito das consequências políticas de um voto a favor da PEC, Lincoln Tejota assegurou que o futuro do Estado é mais importante do que uma eventual reeleição como deputado. “Mais do que a consequência política disso, a gente tem que medir as consequências dentro do Estado. Eu sou empresário e agora que as empresas estão começando a dar sinal de reação. Existe uma preocupação geral com a reeleição mas nós temos que pensar de uma forma geral, pensar no que vai sobrar após esse período de crise”.

Eleições 2018

Desde o ano passado, base governista e oposição têm buscado alianças e formado articulações com o objetivo de definir os representantes que disputarão o pleito eleitoral no ano que vem. Em relação ao projeto da base aliada ao governador Marconi Perillo (PSDB) para as eleições de 2018, o deputado Lincoln Tejota deu a entender que apoiaria José Eliton (PSDB) e Wilder Morais (PP) para o senado. “Eu particularmente, falando em meu nome e não em nome do meu partido, sou muito favorável ao projeto do José Eliton. Para o senado eu já tenho um voto, que é o Marconi. Agora não vou manifestar isso como certeza porque ainda estou esperando a decisão do meu partido”.

Tanto José Eliton como Wilder Morais são votos declarados de Marconi, que também concorrerá como pré-candidato ao senado. Apesar de não deixar claro se apoiaria ou não a pré-candidatura do presidente regional de seu partido, Vilmar Rocha (PSD), Tejota elogiou às escolhas de Perillo. “Eu defendo um afunilamento, um projeto no qual consigamos eleger senadores que vão brigar para que Goiás cresça. O Vilmar não atrapalharia o crescimento do Estado de forma alguma, mas eu penso que se for necessário que o PSB abra mão da vaga, eu particularmente não vejo dificuldade nisso”, esclarece.

Confira a entrevista na íntegra:

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