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Lívio Luciano (Foto: Larissa Artiaga/ Portal 730)
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O deputado estadual Lívio Luciano (PMDB) concedeu nesta terça-feira (04) uma entrevista exclusiva à Rádio 730. No diálogo com os jornalistas Cléber Ferreira, Eduardo Horácio e Rubens Salomão, o parlamentar comentou o conflito de interesses entre o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) e a Prefeitura de Goiânia.

Em março deste ano, a Prefeitura aproveitou o término dos contratos temporários para renegociar as cláusulas do documento. Dentre as mudanças, o órgão propôs alterações na tabela de salários dos médicos - diminuindo o valor dos vencimentos - e a demissão dos temporários. A decisão não agradou a categoria. Desde então, vários médicos têm faltado ao trabalho nas Unidades de Saúde da capital.

A ordem de rescisão dos contratos de trabalho de 480 médicos que prestam serviço da rede pública foi publicada na sexta-feira (24). Os contratos são válidos até o final do ano. Para atuar após o fim do contrato, os profissionais terão que aderir a proposta da Prefeitura.

De acordo com o deputado Lívio Luciano, o momento demanda união por parte dos parlamentares e da sociedade civil. “O que nós temos que fazer é unir esforços e não querer atirar pedras no sentido de complicar a situação na base do quanto pior melhor”, pontua.

O conflito de interesses entre médicos e Executivo municipal também tem dividido a classe política da capital. O deputado estadual Francisco Júnior (PSD), por exemplo, classificou a demissão dos médicos como “absurda” e disse que este tipo de ação não é a solução para os problemas da Saúde.

Para Lívio Luciano, Francisco Júnior quis tirar proveito da situação para se promover politicamente. “Tem muita gente que quer jogar pra torcida. Sou colega do deputado Francisco, sei que muitas vezes ele pode não estar entendendo o momento, mas ele quis jogar pra torcida. Ele aproveitou pra surfar nessa onda. Isso é demagogia. Eu acho que nós temos que atacar os problemas de frente como a secretária Fátima Mrue e o prefeito Iris Rezende têm feito”, assinala o deputado estadual.

As principais reivindicações dos médicos incluem - além da manutenção dos valores previstos na tabela salarial – melhores condições de trabalho e direito a férias e décimo terceiro salário - conforme demanda a lei em caso de contratos de prestação de serviços - . Para suprir a carência de profissionais nas unidades de Saúde, a prefeitura lançou um novo edital de contratação de temporários, no entanto, o quadro de médicos ainda não foi preenchido.

Confira a entrevista na íntegra:

Ouça a 730
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(62) 98400-1757