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Deputado Henrique Arantes (Foto: Divulgação)
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O clima esquentou na sessão desta terça-feira (28) na Assembleia Legislativa (Alego) em Goiânia. Isso por conta de uma emenda que foi aprovada rapidamente pela Comissão Mista da Casa, que cria 800 novos cargos comissionados. A recriação altera um projeto aprovado no final do ano passado que extinguiu mais de 1,3 mil postos de trabalho.

A emenda faz parte de um projeto que constitui na transferência de responsabilidade da Fundação de Previdência Complementar do Estado de Goiás (PREVCOM) de volta à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-GO), foi apresentada e aprovada rapidamente, fato que acabou passando de forma despercebida por todos os parlamentares.

Em protesto, parlamentares da oposição ficaram de pé durante parte da sessão alegando falta de transparência na aprovação da emenda. No entanto, em entrevista ao repórter Rubens Salomão, o deputado Henrique Arantes (PTB), que é da base do governador, discorda da atitude do líder do governo na Alego.

Ouça a entrevista na íntegra, concedida no programa Segundo Tempo da Notícia

“Ele aproveitou o momento em que a Casa estava mais vazia, apresentou o projeto e então foi aprovado. Por isso que a maioria absoluta dos deputados não sabem do teor da emenda que foi colocada. O voto em separado não é lido, só se lê que foi apresentado um voto em separado do líder pela aprovação”, ressalta.

Henrique Arantes diz que não é contra a criação de cargos comissionados e fala que os postos de trabalhos são essenciais para o atendimento à população como ocorre nas agências do Vapt Vupt. O parlamentar chegou a dizer que se sentiu traído por conta da aprovação relâmpago sem o consentimento da maioria no plenário.

“É uma situação delicada. Nos sentimos praticamente traídos pela atitude do líder do governo de implantar um projeto que traz polêmica, claro, em um momento como esse, sem conversar nem com os seus comandados. Isso põe muita fragilidade na questão da confiança”, afirma.

O presidente da Casa, José Vitti (PSDB), se reúne ainda na tarde desta terça (28) para discutir a situação polêmica ocorrida na votação da emenda.

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