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Foto: Larissa Artiaga
denespreira
No primeiro mês do ano foram recolhidas 29 mil toneladas de entulhos e outras 39 mil toneladas de resíduos orgânicos na capital. Os números são de um levantamento realizado pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).

Em entrevista exclusiva à Rádio 730 nesta terça-feira (31), no quadro Meio Ambiente do Cidadania em Destaque, o novo presidente da órgão, Denes Pereira, conta que os servidores têm trabalhado de domingo a domingo para dar conta da demanda. Ele relata como encontrou a empresa e o que tem sido feito para normalizar os serviços à população.

Ouça a entrevista na íntegra

“Encontramos com muito mato alto, muito lixo, entulho. A coleta não estava sendo feita já há bastante tempo, tanto é que em alguns bairros a coleta já estava há mais de 20 dias sem passar. Estamos fazendo frentes de serviço em várias regiões. No Santa Genoveva, no Jaó, vamos fazer uma grande no Setor Novo Mundo, ou seja, queremos fazer em toda a cidade. Com tanto tempo que ficou sem fazer, com toda a dificuldade financeira da prefeitura, não é possível fazer tudo em 30 dias. A cidade cresceu demais e encontramos muita demanda reprimida”, explica.

O presidente destaca que, segundo um levantamento prelimina, a Comurg possui uma dívida atual de cerca de R$ 60 milhões. Denes Pereira afirma que diversas empresas e fornecedores pararam de prestar serviço ao órgão, o que dificulta os trabalhos.

“Sem caminhão, sem máquina, não se limpa a cidade. Não tem condição de fazer o trabalho sem esse maquinário. Há muita dificuldade na situação financeira, porque quando chamamos as empresas, mais do que de imediato, a maioria delas, salvo as que não tinham condições se operar por falta de dinheiro, mas a maioria delas voltaram a fornecer para a prefeitura de Goiânia”, relata.

Segundo Denes Pereira, a coleta de lixo em Goiânia já está praticamente normalizada, praças estão sendo revitalizadas e os serviços de poda, roçagem, capina, pintura de meio fio e remoção de entulhos foram reforçados.

Os lotes baldios ainda representam um problema, mas a responsabilidade sobre estes é dos proprietários. Nos casos em que a Comurg fizer a limpeza dos terrenos, todos os custos serão repassados ao dono, conforme previsto em lei. Denes Pereira declara que também há uma força-tarefa e mutirões para atender a coleta seletiva e o serviço de Cata Treco.

“Tinha mais de 20 dias parado, se não me engano. A demanda aumentou demais. Quando chegamos lá, havia mais de 1,3 mil ordens de serviço em aberto. Então quando as pessoas ligam e o serviço não é feito, elas param de ligar, porque elas desacreditam, passam a jogar na porta de suas casas, o que é um erro. Elas precisam ir atrás de uma cooperativa para dar a destinação devida a estes materiais”, afirma.

O telefone do Cata Treco é 3524-8555 e também pode ser utilizado para denúncias. Outro contato disponível com a Comurg é pelo Whatsapp: 98596-8555.

Com informações de Cecília Barcelos

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