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Foto: Site Prefeitura de Goiânia/Divulgação
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A arquitetura influenciada pela Art Déco de Goiânia foi destaque no jornal estadunidense “The New York Times”. Em recente reportagem especial, o jornalista Simon Romero, exalta a beleza dos monumentos e prédios da cidade, mas lamenta que “estão sendo destruídos para dar lugar a torres indescritíveis”.

Para o advogado agroambiental Marcelo Feitosa, trata-se de uma análise pertinente, já que as estruturas foram, aos poucos, cedendo espaço a projetos arquitetônicos verticais que colocam em risco o crescimento ordenado da capital.

Em entrevista exclusiva à 730, no Cidadania em Destaque, desta terça-feira (24), Feitosa destaca que o arquiteto que projetou o plano urbanístico da capital goiana na década de 30 se impressionaria negativamente com o cenário atual.

Ouça a entrevista na íntegra: 

“Attílio Corrêa Lima teria um grande choque ao ver a Goiânia que nós temos hoje em 2017. Goiânia foi planejada em 1930 para atender uma população inicialmente de 50 mil habitantes. Hoje estamos no início de 2017 com uma metrópole que vivencia uma crise ambiental muito severa em relação a todos os seus modos de funcionamento”, ressalta.

O advogado agroambiental reitera os fatores que podem ser os responsáveis pela potencialização da crise ambiental na capital, em detrimento da identidade visual da cidade, destaque do jornal estadunidense, há cerca de duas semanas.

“Em primeiro lugar: a qualidade de vida, o trânsito da cidade, a conservação dos mananciais hídricos, e agora, como muito bem apontado pelo The New York Times, que foi a falta de conservação da identidade visual do patrimônio histórico e arquitetônico de Goiânia”, aponta.

Um dos motivos, conforme o advogado, são as sucessivas alterações no plano diretor. Feitosa ainda aponta que, diferente do preconizado pelas leis de conservação ecológica no País, os principais mananciais hídricos da cidade passam por uma situação caótica quando o assunto é o nível de poluição das suas águas. Ele cita como exemplo os córregos Botafogo, Capim Puba, Vaca Brava e do Rio Meia Ponte.

O advogado defende a melhor utilização dos recursos públicos no município, e reforça que a carga tributária é suficiente para o fomento de um desenvolvimento sustentável na capital. 

Advogado agroambiental Marcelo Feitosa (Foto: Larissa Artiaga/Portal 730)
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