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Foto: Divulgação
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Chega ao fim mais uma edição do Canto da Primavera. O evento, que contou com investimento do governo estadual de R$ 1,9 milhão, ofereceu 38 shows, sendo 30 atrações regionais e oito nacionais, além de 12 oficinas que trouxeram à Pirenópolis nomes de referência para ministrar encontros de capacitação e aperfeiçoamento para a comunidade. Mais de 4 mil de pessoas passaram pela Mostra de Música de Pirenópolis ao longo dos 10 dias de programação, divididos em duas semanas.

A edição comemorou a chegada do evento à sua maioridade e o aniversário de 290 anos de Pirenópolis. Públicos de diferentes idades acompanharam os shows, que neste ano tiveram como principal característica a diversidade de estilos musicais. Estima-se que 40% das pessoas estiveram no Canto pela primeira vez. A maior parte veio de Goiânia e Brasília, mas também de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Blumenau e São José dos Campos, além do interior do estado: Anápolis, Caldas Novas, Catalão, Goianésia, Cidades de Goiás e Pires do Rio.

Do rock à música erudita, passaram pelos palcos da Mostra de Música de Pirenópolis nomes como Francis Hime e Olívia Hime, que homenagearam o poetinha Vinícius de Moraes, o pianista Ricardo Leão, prata da casa que se destaca no cenário nacional de direção musical, e, ainda, Mart’nália.  O músico Hamilton de Holanda trouxe ao evento o Baile do Almeidinha, presenteando Pirenópolis em seu aniversário e encerrando com chave de ouro a programação noturna.  Entre as atrações locais, se destacaram a banda Mr Gyn, em um show nostálgico que lotou o Cine Pireneus; Passarinhos do Cerrado, com um trabalho de resgate cultural; e ainda Maria Eugênia. Com a intimidade de quem canta em casa, ela ganhou a simpatia do público.

Nas oficinas, passaram profissionais como Marcelo Mariano, que é referência brasileira no baixo; Marco Lobo, percussionista de renome nacional; e Cuca Teixeira, que tem mais de 30 anos de carreira e compartilhou suas experiências com os alunos. Também foi destaque a oficina de musicalização infantil, ministrada por Júlia Holanda, com a proposta de introduzir a música na vida das crianças de forma lúdica. 

O Canto é de todos

Durante a abertura do festival, no dia 27 de setembro, o governador Marconi Perillo conversou com manifestantes que reivindicavam maior participação de artistas locais. Ele explicou que a seleção é realizada por um grupo de 14 curadores e anunciou mudanças para o edital do ano que vem, atendendo aos pedidos. “Eu duvido que os curadores não tenham feito uma escolha que não tenha sido justa ou democrática”, defendeu o governador, na ocasião. “Vocês estão reivindicando que no edital tenha seis vagas para Pirenópolis. Portanto, vamos incluir no ano que vem”, informou Marconi.

A demanda já estava em negociação com a organização do evento, a pedido da secretária de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) Raquel Teixeira. O superintendente Executivo de Cultura, José Eduardo de Morais, conversou com os artistas locais para entender a reivindicação e avaliar a viabilidade de alterar o formato da mostra, que atualmente já contempla 30 atrações goianas ao longo de toda a sua programação. As atrações regionais correspondem a quase 80% da programação, confirmando o Canto da Primavera como um evento que tem como objetivo valorizar e projetar os artistas goianos nas suas mais variadas formas de expressão.

Mart'nália encantou o público durante o Canto 2017 (Foto: Divulgação)
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