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Crianças aprendem brincando (Foto: Escola Casa Verde/Divulgação)
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Já imaginou uma escola diferente, onde a criança brinca aprendendo e aprende brincando? E o mais curioso: fora da sala de aula?

Esta é a proposta de unidades de ensino que aderem à chamada “educação fora da caixa”, onde as crianças passam boa parte do tempo fora da sala de aula e em contato com a natureza. A Escola Casa Verde – Aprendendo com os pássaros, em Aparecida de Goiânia, é exatamente assim.

Os professores Elizete Maria Lima e João Batista Lima, ambos da Escola Casa Verde - Aprendendo com os pássaros, além da gerente de Projetos Educacionais da Secretaria Municipal de Educação (SME), Malu Ramos, concederam entrevista exclusiva à Rádio 730 nesta quarta-feira (16), no quadro Educação do programa Cidadania em Destaque.

A professora Elizete conta como funciona o método e que a forma de ensino está ligada a experiências de fato vivenciadas pela criança. “A escola tem crianças de 2 a 10 anos. As de 2 até 5 anos não passam nem 20 minutos em sala de aula, especialmente em função de que a criança de 2 a 10 anos tem muita necessidade de espaço, de correr, de conversar, de estar em contato com a natureza, ou seja, situações em que a sala de aula priva e muito essas necessidades reais, praticamente inatas de todas as crianças. Pensando nessa necessidade, começamos uma proposta na qual a criança pudesse aprender enquanto brinca e interage tanto com a natureza quanto com os animais e seus pares”, afirma.

A ideia de estudar fora da sala de aula

O professor João conta que viveu, na infância, uma experiência parecida em um colégio de freiras, na Cidade de Goiás, fato que inspirou o trabalho da Escola Casa Verde.

“Bem de frente ao colégio, na época, havia muitas árvores e muito verde. Então, a Irmã, sempre que podia, saía um pouquinho com as crianças para ir, a contragosto das outras Irmãs, para fora. Esta ideia de estudar fora já vem da nossa criação mesmo”, relembra.

Momento de concentração

Embora predomine a liberdade assistida, a professora relata que, no caso de atividades que exigem maior concentração como a leitura, os alunos passam para um ambiente mais fechado, mas sem se desligar do ambiente externo.

“As crianças do 3º ano do Ensino Fundamental, às vezes passam 1 hora em um espaço mais restrito, pois há atividades que pressupõem o uso da cadeira, da carteira, que requerem uma concentração maior. Então, as crianças da faixa etária de 8 a 10 anos, passam, em média, 1 hora entre quatro paredes, com as atividades de pesquisa, leitura, informática. Fora isso, é uma chácara; nós temos 6 mil metros quadrados de área. Só de espécies nativas do Cerrado, temos 47 espécies, com plantas, hortas, animais. Então 80% do tempo de todas as crianças é neste universo. Nós atendemos a um programa curricular. Nós pegamos as competências previstas para cada grupo, para cada faixa etária, e promove situações de aprendizagem em que aquelas competências serão vivenciadas e depois registradas”, argumenta.

Sala de aula da Escola Casa Verde é integrada à natureza (Foto: Escola Casa Verde/Divulgação)
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A gerente da SME, Malu Ramos, explica que já existem outros projetos com esta metodologia em Aparecida de Goiânia. “Temos várias propostas, mas não no modelo da Casa Verde. Temos o zoológico, onde há uma equipe pedagógica da educação que faz atividades diferenciadas com os alunos. Eles saem do espaço escolar e vão para estes espaços. Temos também a Vila Ambiental; temos a proposta com atividades circenses, que, além dessas atividades relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade, eles trabalham com a questão da aquisição da linguagem. Então a produção do conhecimento é intensa”, pondera.

Quer saber mais? Ouça a entrevista  na íntegra, a seguir.

Galeria: Johann Germano/Portal 730

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