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Foto: Reprodução/ Internet
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A Universidade Federal de Goiás (UFG) formou a primeira doutora deficiente auditiva da história da instituição. Elcileni de Melo Borges, 45 anos, passou pelo ritual de defesa pública de sua tese nesta segunda-feira (26), no Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto de Estudos Socioambientais (PPGeo/Iesa).

A pesquisadora e sua banca examinadora se comunicaram por meio de plataformas multimídia. Tais ferramentas possibilitaram tanto a participação das professoras Lucía, em São Paulo, e Eduarda, em Portugal, como a compreensão de Elcileni. O que era pronunciado, presencialmente ou a distância, uma colaboradora transcrevia simultaneamente e ela podia ler e responder de imediato.

Essa alternativa foi usada durante os quatro anos em que a pesquisadora frequentou as atividades do PPGeo. "Uma aluna ouvinte legendava as aulas pela plataforma Google Docs e eu conseguia ler de forma instantânea. Era como se fosse um 'closed caption'. Com isso, obtive aproveitamento suficiente em todas as disciplinas", explicou.

Goiânia

A apresentação de Elcileni Borges contemplou os resultados de uma vasta investigação feita em sete municípios da Região Metropolitana de Goiânia (RMG) a respeito da expansão do mercado imobiliário encadeada pela implantação de políticas públicas como o Crédito Solidário, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa Minha Vida e Cheque Moradia (este último, estadual). Intitulada "Habitação e Metrópole: transformações recentes na dinâmica urbana de Goiânia", a tese teve como objetivos mapear a produção habitacional da RMG e identificar os impactos na reconfiguração urbana da metrópole goianiense entre 2005 e 2016. "Foi quando se viu aflorar uma nova periferia e novos padrões de segregação residencial e socioespacial", comentou.

Perfil

Elcileni é economista e gestora governamental do Estado de Goiás. Possui uma vasta experiência em estudos urbanos e habitacionais, sendo integrante da equipe goiana do Observatório das Metrópoles. Aos 27 anos descobriu um tumor no nervo auditivo e foi submetida à cirurgia, o que a deixou com deficiência auditiva bilateral. Ela é a segunda pessoa surda a se formar na pós-graduação da UFG. A primeira foi Renata Garcia, que concluiu Mestrado em Ciências da Saúde em 2016.

Da Assessoria de Comunicação da UFG

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