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Primeira-dama do DF, Márcia Rollemberg, em entrevista ao repórter Vinícius Tondolo (Foto: Assessoria/FPC)
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O quadro Momento Pró-Aprendiz desta quarta-feira (3) foi mais que especial. Diretamente de Barcelona, na Espanha, o repórter Vinícius Tondolo, da 730, acompanhou o segundo dia do VIII Fórum Ibero-Americano – Fazendo Políticas Juntos.

Ouça as entrevistas na íntegra

O evento, que acontece até o próximo domingo (7), tem como objetivo pensar e desenvolver políticas voltadas para os jovens no mercado de trabalho, em especial, aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social e econômica.

A primeira-dama do Distrito Federal (DF), Márcia Rollemberg, reconhecida nacionalmente pelas políticas públicas voltadas para os jovens e recentemente condecorada, durante um evento no qual Brasília e Madri foram eleitas cidades amigas da paz, está à frente do projeto “Jovem Candango”. Ela destaca a importância da iniciativa.

“Estamos na segunda edição do projeto, que oportuniza um trabalho para o jovem, uma iniciação profissional com teoria e prática em que há a formação de vários temas de interessa da administração pública, ética. Ao mesmo tempo, o jovem tem a oportunidade de estar dentro de um órgão público, aprendendo e contribuindo para o trabalho público”, esclarece.

Só em 2016, cerca de 2 mil jovens participaram do projeto. De acordo com Márcia Rollemberg, a intenção é de expandir o programa com maior participação de empresas, uma vez que, por enquanto, o Jovem Candango é atendido somente por estruturas governamentais, dentro da estrutura pública.

“Depois de um ano ou um ano e meio dentro de um órgão público, o jovem dá outro valor aos serviços públicos que ele utiliza. É um sentimento de pertencimento que o programa traz que é muito forte, a identidade com o Estado, estar perto do Estado, isso amplia os horizontes até em relação à situação política”, descreve.

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Também presente no VIII Fórum Ibero-Americano – Fazendo Políticas Juntos, o desembargador brasileiro Ricardo Tadeu, que atuou no Ministério Público do Trabalho no combate ao trabalho escravo infantil e auxílio aos economicamente menos favorecidos, carrega a responsabilidade de ter sido um dos autores da Lei de Aprendizagem, assinada em 2000, e oferece mais de 1 milhão de vagas de emprego a jovens de todo o Brasil. Atuante há cerca de 17 anos, ele fala sobre a realidade do jovem no país.

“Nos anos 90 os índices de evasão escolar no Brasil era muito alto, justamente porque os jovens precisavam iniciar o trabalho para manutenção da família. O próprio núcleo familiar mudou muito. As famílias no Brasil hoje são praticamente dirigidas pelas mães. Os pais abandonam a família, as mães precisam de renda, logo as crianças precisam trabalhar muito precocemente, em detrimento da escolaridade”, relata.

A Rede Pró-Aprendiz, uma da idealizadoras do Fórum, trabalha para a inserção do jovem no mercado de trabalho. Só no primeiro ano de atuação, mais de 6 mil jovens foram beneficiados. Ricardo Tadeu analisa que, antes da crise que atinge o Brasil, cerca de 70% dos jovens aprendizes eram efetivados. Ele afirma que luta para que esse número não sofra uma queda por conta do atual cenário econômico.

“Este número está caindo um pouco, mas ainda é muito alta a taxa de aproveitamento do jovem aprendiz pela própria empresa. Quando ele não é aproveitado pela empresa, ele ingressa no mercado de trabalho já com conhecimentos básicos que facilitam a sua inserção”, analisa.

O desembargador Ricardo Tadeu (Foto: Assessoria/FPC)
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