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Da esquerda para a direita, Maria Cecília Machado, Ava Santiago, Rubens Salomão e Dra. Cristina Lopes (Foto: Johann Germano/Portal 730)
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A vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB), a presidente do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Maria Cecília Machado, e também a socióloga e presidente do Conselho Estadual de Juventude, Ava Santiago, concederam entrevista exclusiva no quadro Mulher em Destaque, do programa Cidadania em Destaque desta segunda-feira (7), na 730. O assunto foi a Lei Maria da Penha, que completa 11 anos neste dia.

De acordo com a presidente do Cevam, o número de denúncias de violência contra a mulher, só na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), no Centro de Goiânia, em 2017, assusta.

“É um tema que machuca a nós mulheres. Estamos nessa luta, com diversos mecanismos, e a violência crescendo de uma forma assustadora. Na DEAM, de janeiro até agora, já foram feitos mais de 2,5 mil boletins de ocorrência. Isso de mulheres que registraram. E das que não registraram?”, analisa Maria Cecília Machado.

A vereador Dra. Cristina Lopes, autora de projeto s como o “Maria da Penha vai à Escola”, que torna obrigatório o ensino de noções básicas da lei nº 11.340 de 07 de Agosto de 2006, e que leva o nome de Maria da Penha, ressalta que ela própria foi vítima de violência doméstica, e faz uma reflexão sobre a sociedade ainda ‘masculinizada’, mesmo nos tempos atuais.

“Tenho 85% do corpo queimado porque sou uma mulher. Se eu fosse um homem, certamente isso não teria me acontecido. Temos uma raiz que é absolutamente machista e masculinizada. Temos um Deus que é homem, um pai que é homem, um senhor, depois um marido, essa relação veio, por muitos anos, se perpetuando em nossa sociedade. Nossa autonomia tem pouco tempo, seja para votar, dirigir, trabalhar, sair sozinha na rua, pra fumar na rua”, afirma.

Para a presidente do Conselho Estadual de Juventude, Ava Santiago, somente a união entre as mulheres pode promover a mudança na sociedade em relação à violência contra a família e contra o sexo feminino.

“Quando a gente diz que é uma por todas e todas por uma, acredito que não existe bordão mais pertinente para se discutir o combate à violência de gênero do que este que dá às mulheres a compreensão de que elas, juntas, única e exclusivamente da união entre nós, é que conseguiremos romper com este mecanismo instituído, arraigado no imaginário das práticas brasileiras, que, infelizmente manda para a vala da morte, uma de nós, a cada uma hora e meia”, pontua.

Ouça a entrevista na íntegra

Foto: Johann Germano/Portal 730
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