O Felipão concedeu uma entrevista na última semana dizendo que não foi o culpado pelo vexame da Seleção Brasileira em 2014. Luiz Felipe Scolari, por favor, né?!

Ele foi chamado para substituir Mano Menezes e conduzir o Brasil ao hexacampeonato em casa. Até começou bem. Conquistou a Copa das Confederações com uma goleada fantástica sobre a temida Espanha, no Maracanã.

Por mais incrível que possa parecer, o desastre de 2014 começou exatamente naquela histórica conquista em 2013.

Campeão da Copa das Confederações, Felipão fez um pacto com os jogadores. Se todos estivessem bem fisicamente, seriam convocados para a Copa do Mundo, independentemente das condições técnicas de cada um. Esse pacto foi cumprido integralmente.

Gente, tinha jogador que sequer era titular em seu clube, mas mesmo assim foi chamado para disputar o Mundial.

Na Copa, ficou evidenciado que o time brasileiro estava com problemas sérios de posicionamento. A marcação no meio de campo, principalmente, onde os volantes não estavam encaixados. Felipão não percebeu isso. O técnico não endureceu os treinamentos para ajustar a questão e corrigir esta deficiência.

Aliás, transformou o período do Mundial numa verdadeira colônia de férias. Os jogadores praticamente não tinham nenhuma rotina de trabalho, mas sim uma festa em família.

Após o jogo com o Chile, num sábado (28 de julho), quando o Brasil se classificou para a próxima fase nas cobranças de pênaltis, o grupo de jogadores se reapresentou para treinar efetivamente apenas na quarta-feira para encarar a Colômbia na sexta-feira (04 de julho). Foi por pouco, mas conseguimos passar para as semifinais da Copa.

Lá enfrentamos, simplesmente, a Alemanha. O resto da história nem vou falar mais.

Felipão É SIM o responsável maior por toda programação de treinamento da Seleção. E como o Brasil praticamente não treinou, ele se tornou o principal, mas não o único, responsável pela maior vergonha que já passamos nas Copas.

Os mesmos problemas apresentados. Desde o amistoso em Goiânia, até o jogo contra a Holanda na disputa pelo 3º lugar.

Esses defeitos, infelizmente, foram exaustivamente repetidos. Portanto, fica colado na testa do Felipão:

Principal responsável pela tragédia na Copa do Mundo de 2014.

O que podemos esperar do Goias em 2017? Muito mais do que aconteceu em 2016.

A torcida do Goiás ficou aborrecida com a diretoria pois entendia que o Verdão poderia ter subido para a Serie A, assim como fizeram Atlético, Avaí, Vasco e Bahia. Muitos erros foram cometidos pela diretoria esmeraldina e a esperança é que não os repita ano que vem.

O gestor de futebol Harlei Menezes sabe que tem apenas uma bala de prata e se errar o alvo a menor distancia que ele poderá passar da Serrinha será 12 km.

O Vila Nova está reforçando seu time sem muito barulho. Trouxe o tecnico Mazola Júnior e renovou com alguns atletas que estiveram por aqui na última temporada.

Com o elenco sendo reforçado, o colorado pode sonhar com o título goiano e, quem sabe, se pensar grande, chegar na desconhecida Série A (para o Tigrão). Vale lembrar que há mais de três décadas os vilanonenses não disputam o campeonato que é a nata do futebol nacional.

O Atlético, com o sucesso estrondoso de 2016, criou uma expectativa enorme em seu torcedor quanto ao que poderá ser no ano de 2017. Mas todos sabem que a disparidade financeira é oceanica na Série A, e milagre ninguém faz. O Dragão receberá R$ 23 milhões da Rede Globo, enquanto que times como Corinthians e Flamengo receberão R$ 170 milhões. Outras equipes irão ter cotas variadas entre R$ 150 e 90 milhões e por aí vai.

Penso que o rubro-negro vai montar um time competitivo para, a princípio, não cair, e depois buscar uma vaga na Copa Sul-Americana. Não será uma tarefa fácil. Ter um time competitivo depende muito do perfil da equipe e, convenhamos, ter a sorte que o Adson Batista teve nesse ano na montagem do time será dificil, pois tudo funcionou: técnico, comissão tecnica, diretoria e jogadores. Isso é raro acontecer. Digo, a harmonia entre todos os envolvidos está cada vez mais escassa. Mas quem sabe a história pode se repetir. 

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