Atlético Goianiensebrasao-goias-3Vila Nova
appleandroidtwitterfacebookyoutubeinsta-bordaemail

Carnaval animado não é exclusividade dos países abaixo da linha do Equador. Na Europa, apesar do frio, milhares de turistas e foliões aproveitam as tradições carnavalescas mantidas há séculos e que continuam até hoje.

A origem do carnaval como festa pagã é muito antiga, remonta aos tempos do antigo Egito, passando pela Grécia antiga e pelos romanos. Naquela época, as festas ocorriam no fim do inverno para celebrar o início da primavera e a fecundidade da terra. A informação é da Radio France Internationale.

O chamado carnaval “moderno” nasceu na Europa, era o período em que se podia comer e beber sem limites, nos três dias anteriores à Quaresma, onde só era permitido comer peixe. Foi no século 11 que a Igreja Católica instituiu a Semana Santa e os 40 dias de jejum com abstinência de carne. O nome carnaval vem do latim carnis levale, que significa retirar a carne.

Ao som de tambores e dos sinos que levam na cintura, centenas de Gilles (os mais antigos e principais participantes do carnaval de Binche, no Sul da Bélgica) se preparam para mais um carnaval. Uma tradição reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que remonta ao fim do século 18. A festa começa no domingo, mas o ponto alto do carnaval belga é o cortejo dos famosos personagens chamados Gilles, que ocorre na terça-feira e atrai uma multidão de espectadores.

A bela fantasia vermelha, amarela e preta – cores da bandeira do país, a máscara confeccionada sob medida, o chapéu com enormes penas de avestruz e os tamancos de madeira são preparados durante meses. Apenas homens nascidos ou que moram há mais de cinco anos em Binche são aceitos na confraria. Uma herança passada de pai para filho há gerações. Apesar do frio, a animação pelas ruas é garantida. Com um cesto de laranjas nas mãos, os Gilles desfilam pela cidade e lançam as frutas para o público. Segundo a lenda, quem conseguir pegar as laranjas terá sorte o ano inteiro.

Revoluções carnavalescas

O carnaval de Veneza é um dos espetáculos mais famosos do mundo. Há séculos, mais precisamente em 1296, foi declarado celebração pública pela República Della Sereníssima. Era a única época quando as pessoas podiam se esconder por trás de máscaras, omitindo classes sociais e status, e tinham até a possibilidade de ridicularizar a aristocracia. Com essa “explosão” social, as autoridades conseguiam manter a ordem e o poder o resto do ano. Hoje, milhares de turistas lotam as ruas de Veneza com máscaras e fantasias de pierrôs, colombinas e arlequins – personagens da Commedia Dell’Arte.

No último domingo, o tradicional “vôo do anjo” abriu oficialmente as festividades em Veneza, na Itália. Do alto do célebre campanário na Praça de São Marcos, uma estudante com asas de anjo, suspensa a 80 metros do chão, jogou confete nos foliões e deu início às festividades. Este ano, os organizadores estimam receber 24 milhões de visitantes durante os dez dias de carnaval.

Batalha de flores

A batalha de flores faz parte da tradição do carnaval de Nice, na França. Em gôndolas enfeitadas, milhares de flores são atiradas aos espectadores. São flores produzidas na região: mimosas, gérberas, rosas e margaridas, entre outras. Este ano, os carros alegóricos com arranjos florais vão desfilar por um novo trajeto, evitando uma das avenidas mais famosas da Côte d’Azur, a Promenade des Anglais, onde ocorreu o ataque terrorista em julho do ano passado.

A cidade de Colônia, na Alemanha, tem o carnaval mais animado do país. Os alemães podem não saber sambar, mas nem por isso falta animação nas ruas, bares e bailes da cidade. A festa alemã, regada a muita cerveja, começa cedo: às 11h11 do dia 11 de novembro.

A temporada de carnaval – também chamada de Quinta Estação – só faz uma pausa no Natal e Ano Novo, depois é retomada e segue até a Quarta-Feira de Cinzas. Rosenmontag, a segunda-feira de carnaval, é o dia mais importante quando mais de 1 milhão de pessoas saem às ruas de Colônia - Kölle Alaaf!, que significa Viva Colônia, no dialeto local. Vale lembrar outras festas de carnaval famosas na Europa como a de Notting Hill em Londres, Rijeka na Croácia, Stiges e Tenerife na Espanha, entre outras.

Agência Brasil

Leia mais...Hollywood foi palco neste domingo (26) da grande festa do cinema internacional, o Oscar 2017. Este ano a premiação foi movimentada, com muitas críticas ao presidente norte-americano Donald Trump e uma gafe histórica: o anúncio equivocado do prêmio de melhor filme para La La Land - Cantando Estações. As informações são da Radio Frande Internationale.

O final dessa festa ninguém vai esquecer porque o erro foi constrangedor. Os atores veteranos Faye Dunaway e Warren Beatty eram os responsáveis por apresentar o prêmio de melhor filme e anunciaram o musical La La Land - Cantando Estações como o vencedor. De fato, o longa era o grande favorito, com 14 indicações.

Porém, quando os produtores de La La Land chegaram ao palco e abriram o envelope, perceberam que o nome impresso era o de Moonlight - Sob a Luz do Luar. A saia justa foi sem igual, sem contar a grande confusão no palco: ninguém sabia o que fazer e o que estava acontecendo.

Depois, vieram as desculpas. O apresentador do Oscar 2017, Jimmy Kimmel, quis saber porque Warren Beatty anunciou La La Land - Cantando Estações no lugar de Moonlight - Sob a Luz do Luar. O ator explicou que estava com o envelope com a informação equivocada, que no qual estava escrito Emma Stone – La La Land. Momentos antes, a atriz havia recebido o prêmio de melhor atriz por sua atuação no musical.

A situação foi muito constrangedora para todos, mas, no final, a estatueta ficou mesmo com Moonlight - Sob a Luz do Luar. O longa, que conta a história de um menino da periferia de Miami, também recebeu o prêmio de melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante, para Mahershala Ali, primeiro ator muçulmano a receber o Oscar em 89 anos da premiação.

Na manhã desta segunda-feira (27), o escritório responsável pela entrega das estatuetas pediu desculpas e explicou que, de fato, Faye Dunaway e Warren Beatty receberam o envelope com a informação errada.

Grande vencedor da noite

La La Land - Cantando Estações  não ficou com a estatueta de melhor filme, mas foi o filme que mais ganhou troféus, seis estatuetas no total: melhor atriz, música original, trilha sonora, fotografia, design de produção e diretor, para Damien Chazelle, 32 anos, que se tornou o cineasta mais jovem a ganhar o tão concorrido Oscar de melhor diretor.

Já melhor ator acabou sendo uma surpresa, Casey Affleck levou o Oscar por Manchester à Beira-mar. O filme ganhou também a estatueta de roteiro original.

O título de melhor atriz coadjuvante foi para Viola Davis, por Um Limite Entre Nós, que fez o discurso mais emocionante da noite, falando sobre a importância de contar histórias de pessoas comuns. O longa foi dirigido por Denzel Washington, que também atua e foi indicado como melhor ator. A trama se passa na década de 1950 e conta a vida de um homem negro que sonhava em ser jogador de beisebol e se tornou um catador de lixo.

Noite marcada por críticas a Trump

Foram três horas e meia de cerimônia costuradas inteiramente com alfinetadas – diretas e indiretas – ao presidente Donald Trump. O apresentador Jimmy Kimmel já começou a festa pedindo desculpas aos espectadores do mundo inteiro que, segundo ele “agora nos odeiam”. Ao citar a atriz francesa e uma das indicadas ao Oscar, Isabelle Huppert, frisou: “aqui não discriminamos nenhuma nacionalidade”. Kimmel chegou até a mandar um Twitter ao vivo para Trump, a rede social preferida do bilionário.

O ator Gael García Bernal foi mais direto. “Como mexicano, como latino-americano, como imigrante trabalhador, sou contra qualquer muro que nos separe”, declarou. Já o diretor iraniano Asghar Farhadi, que recebeu o prêmio de melhor filme estrangeiro por  O Apartamento, decidiu não comparecer à cerimônia, “em respeito aos imigrantes banidos dos Estados Unidos”, explicou em carta.

O sírio Khaled Khateeb, um dos diretores do documentário vencedor de melhor curta-metragem, Os Capacetes Brancos, foi impedido de comparecer à cerimônia porque teve sua entrada nos Estados Unidos negada pelo serviço de imigração.

Da Agência Brasil

“Eu não estou representando o globo, estou representando o nosso país”. Com esta afirmação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, arrancou aplausos ao participar nesta sexta-feira (24), como orador, da 44a Convenção Anual da Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em ingês), em Oxon Hill, Maryland . Na oportunidade, ele manteve a linha nacionalista, voltou a chamar a imprensa de inimiga e defendeu seu plano anti-imigração.

A CPAC é considerada o evento mais importante para os republicanos e demais conservadores do país. Na edição do ano passado Trump foi criticado, na época da pré-campanha eleitoral, mas agora foi prestigiado ao ser escolhido como orador. Segundo a imprensa norte-americana, a última vez que um presidente foi convidado para a CPAC no primeiro ano de seu mandato foi em 1981, com Ronald Reagan.

Saiba MaisNovas regras para deportação geram apreensão entre imigrantes nos Estados UnidosGoverno Trump amplia lista de imigrantes deportáveis e endurece regras do setor

No discurso, Trump reforçou suas promessas de construir um muro no México e endurecer as diretrizes sobre deportação de imigrantes irregulares. Ele voltou a enfatizar o seu slogan de campanha “Make America Great Again” (Tornar a América Grande de Novo), mas pontuou que isso será para os “cidadãos do país em primeiro lugar”.

Sobre a imprensa, o presidente disse que alguns meios de comunicação se prestam ao papel de divulgadores de “notícias falsas” (fake news). E disse que há repórteres honestos, mas muitos são mentirosos. “Eles são inimigos do povo”, comentou, referindo-se pela terceira vez publicamente à imprensa e aos jornalistas do país. Trump criticou ainda o uso do anonimato e falou que as fontes devem ser nomeadas ao serem usadas pela imprensa.

FBI

Pela manhã, antes da convenção, Trump havia criticado o FBI (a polícia federal americana), pelo vazamento de informações à mídia no Twitter. Ele escreveu que o órgão  é “incapaz” de evitar a ação de pessoas de dentro da instituição que fazem chegar informações até a imprensa.

Na visão do magnata republicano, o vazamento de informações é um problema para a segurança do país. Em um dos últimos episódios de material investigado pelo FBI e publicado pela imprensa, o The New York Times teve acesso a um relatório com investigações sobre o contato de assessores da campanha eleitoral de Trump com funcionários do governo russo, um ano antes das eleições.

Agência Brasil

As novas diretrizes para a política imigratória norte-americana, adotadas pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (United States Department of Homeland Security – DHS, na sigla em inglês) trouxeram mais rigor para o setor. As medidas ampliaram o número de pessoas "deportáveis", deram aos agentes imigratórios maior autonomia de decisão e ampliaram as possibilidades para as deportações aceleradas (quando o imigrante não tem direito a uma audiência judicial).

Para repercutir o alcance das novas diretrizes, a Agência Brasil conversou com a advogada especializada em imigração Fernanda Hottle e com alguns imigrantes brasileiros que vivem nos Estados Unidos (EUA) em situação irregular. Confira abaixo os principais pontos sobre as novas regras e o seu possível impacto para a comunidade de imigrantes sem documentação, bem como para os brasileiros que planejam viver no país.

Agentes com mais poder

Com as novas regras, os agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão responsável pelo controle de imigração e aduana nos EUA, passam a ter mais poder de ação e de decisão sobre os “deportáveis”. Antes, a orientação era de que um agente podia não efetivar a deportação, caso o imigrante não tivesse antecedentes criminais graves, como tráfico de drogas e crimes de violência.

A advogada Fernanda Hottle, que também é presidente do Conselho de Cidadãos em Atlanta, no estado da Geórgia, disse que na gestão de Barack Obama a orientação era deportar de maneira estrita apenas os imigrantes acusados de crimes graves. O restante dos irregulares não estava “no radar” de deportáveis. “Embora não estivesse escrito, os agentes podiam fazer vista grossa para quem não tinha cometido crime grave e não abrir um processo para deportá-lo”, comentou.

O novo texto diz que o agente poderá enviar o caso à Justiça, emitindo um documento de acusação para o processo de deportação, caso não seja convencido pelo imigrante de delitos não considerados graves, como dirigir sem carteira de motorista. “A deportação, agora, passa a depender mais do julgamento do agente e há margem para fatores mais subjetivos”, disse Fernanda Hottle.

Deportação Acelerada (Express)

Outra mudança importante é a relacionada às deportações aceleradas (ou express). Antes, a regra previa que somente pessoas detidas a pelo menos 100 milhas da fronteira dos EUA e nos 14 primeiros dias após sua chegada – podiam ser encaminhadas diretamente à deportação, sem o direito de serem ouvidas por um juiz. Agora, a deportação acelerada poderá ser executada para todos os imigrantes irregulares que estejam no país há menos de dois anos.

A simples detenção de um imigrante que esteja dirigindo sem carteira de motorista, por exemplo, poderá levá-lo a uma deportação expressa, sem direito a uma audiência, se ele não conseguir provar que está no país há mais de dois anos. Do mesmo modo, no caso de uma pessoa que vive irregularmente nos EUA há menos de dois anos com um visto de turista, por exemplo, os agentes precisam apenas checar a data do seu carimbo de entrada no país para decidir pela deportação.

Vários imigrantes brasileiros que vivem sem documentação nos EUA entraram legalmente no país, mas não mudaram o status de seu visto de turismo para um que autorize a permanência por mais tempo. Portanto, estão irregulares. O prazo para permanência com visto de turismo nos EUA é de até seis meses. Para quem vive nos Estados Unidos sem documentação, a advogada recomenda que sempre carreguem um documento qualquer que comprove a sua estadia no país. “Pode ser imposto de renda, certidão de nascimento de filho, etc”, explica.

Além disso, ela recomenda muito cuidado para evitar descumprir as regras em situações cotidianas. “Se a pessoa não tem carteira de motorista, ela não deve dirigir”, exemplifica.

Brasileiros devem planejar

Fernanda Hottle ponderou que o momento deve ser de cautela para os brasileiros que tenham interesse de vir morar nos Estados Unidos. “É preciso planejar bem a vinda, para evitar perder o status legal”, diz. Ela comenta que muitos brasileiros chegam aos EUA sem planejamento para tentar conseguir um visto que permita a estadia prolongada, como estudante ou outra opção disponível, e sem levar em conta os custos financeiros para se manter no país pelo tempo necessário para o processo.

“A ideia de vou lá ver no que dá e tentar a sorte não é uma boa escolha agora. O clima está muito hostil para os imigrantes”, disse. Ela informa que apenas este ano cerca de 170 imigrantes irregulares foram deportados na Geórgia e nas Carolinas do Sul e do Norte. Todos tinham tido deportações anteriores ou antecedentes criminais. Mas, segundo o jornal USA Today, nos três estados também houve deportações de 20 pessoas sem documentação que não tinham registros criminais.

Anistia e revisão da lei migratória

De acordo com as autoridades americanas, os EUA têm cerca de 11 milhões de imigrantes irregulares. O projeto de Donald Trump é deportar cerca de 3 milhões de pessoas sem documentação. Números do próprio governo revelam que, do total de irregulares, cerca de 8 milhões já foram absorvidos pelo mercado, especialmente nos setores agrícola, de construção civil e serviços.

Fernanda Hottle acredita que, embora Trump não tenha prometido anistiar parte das pessoas sem documentação, isso pode ser feito no futuro.  “Em sua plataforma, ele falou em consertar a lei imigratória, que necessita de reforma. Isso incluiria uma revisão e, possivelmente, uma anistia, como também ordenar o fluxo imigratório e controlá-lo. Porque, de fato, perdeu-se o controle”, comentou.

Parte da população dos EUA é favorável a um plano de imigração. Uma pesquisa da rede CBS News, divulgada esta semana, diz que 60% dos norte-americanos acreditam que os imigrantes em situação irregular poderiam, eventualmente, ter direito a solicitar cidadania. Somente 13% disseram não a essa opção.

Tempo e ansiedade

Outro ponto sobre as diretrizes de deportação é que a aceleração de processos e o aumento da demanda por deportações vai custar caro aos cofres públicos, pois terão de ser contratados mais agentes de imigração e ampliada a estrutura judicial. Cerca de 10 mil novos agentes precisarão ser contratados e centros de detenção deverão ser construídos. Por isso, o processo não será realizado de maneira rápida.

Para os imigrantes irregulares que vivem nos Estados Unidos, a indefinição gera ansiedade. A manicure brasileira Karla Ribeiro, 25 anos, da cidade de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, chegou ao país pouco depois do marido, em junho de 2015. Ambos viajaram com vistos de turista. “Viemos como turistas e acredito que deveríamos ter sido melhor orientados para alterar o visto para um de estudante. Mas, infelizmente, não fizemos isso”, disse.

Karla disse à Agência Brasil que não se sente apreensiva quando vê deportações, porque até então são casos de pessoas que tinham alguma pendência judicial ou algum crime cometido. “Mas não me sinto confortável para dirigir, porque sei que se eu for pega, corro grande risco agora, não de ser presa, mas de ser deportada”, afirmou.

Ela contou que já viveu algumas situações de apreensão por causa de boatos que geram pânico e medo. “Semana passada, um grupo de brasileiros no WhatsApp deu um alerta de que havia muitas viaturas em uma avenida na cidade em que vivo. O comentário era de que seria uma blitz da polícia e ficamos em alerta. Mas era somente porque naquele local havia uma obra”.

Agência Brasil

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou nesta terça-feira (21) um debate aberto sobre conflitos na Europa. No encontro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que as duas grandes guerras que ocorreram no continente na primeira metade do século XX tiveram um papel decisivo  na fundação das Nações Unidas e no Conselho, que "nasceu da convicção que tais conflitos podem e devem ser evitados". As informações são da Rádio ONU.

Segundo Guterres, nos últimos 70 anos os países da Europa têm estado na "linha de frente da prevenção de conflitos". Para ele, "instituições europeias mostram eficácia em ligar países com mecanismos baseados em regras para resolver diferenças sem recorrer à violência". No entanto, o secretário-geral afirmou que não se pode considerar a paz e prosperidade europeias como garantidas, alertando que "a transição para um mundo multipolar está criando imprevisibilidade e riscos maiores".

Chipre e Ucrânia

Ele ressaltou que a ONU está liderando algumas ações relacionadas à paz na Europa, incluindo negociações para uma solução "abrangente e durável" para a questão de Chipre [conflito entre a República de Chipre e a Turquia que opõe a maioria grego cipriota e a minoria turco cipriota da ilha]. Guterres destacou que as Nações Unidas, e ele pessoalmente, estão à disposição das duas comunidades cipriotas e dos países avalistas "para apoiar a busca de uma solução que seja aceitável a todos".

O secretário-geral declarou ainda que as "crises na Geórgia, em 2008, e na Ucrânia, em 2014, mostram que a Europa permanece em risco de novos focos de conflito". Para o chefe da ONU, o "trágico conflito em curso" na Ucrânia mostra que a "violência localizada tem o potencial de escalar para confrontos mais sérios".

Guterres declarou que, em conformidade com resoluções do seu Conselho de Segurança e da sua Assembleia Geral, as Nações Unidas permanecem comprometidas em apoiar uma solução pacífica para o conflito, de maneira que defenda plenamente a soberania, integridade territorial e independência da Ucrânia".

Paz e desenvolvimento

O secretário-geral defendeu que os conflitos na Europa não são uma tragédia apenas para os que são envolvidos diretamente, mas também estão revertendo ganhos de desenvolvimento e impedindo comunidades e sociedades de atingirem seu pleno potencial para contribuir com prosperidade regional e global.

Guterres ressaltou que "avanço econômico e desenvolvimento sustentável são baseados em paz de longo prazo que, por sua vez, exigem paz e segurança e respeito pelos direitos humanos".

Agência Brasil

Ativistas contrários ao governo de Donald Trump participam hoje (20), nos Estados Unidos (EUA), de um megaprotesto intitulado Not My President's Day (Não é o Dia do Meu Presidente), em diversas cidades de grande porte, como Nova York, Chicago, Los Angeles, Dallas e Atlanta.

O protesto deve marcar o feriado nacional de hoje em todo o país, quando é celebrado oPresident's Day (Dia do Presidente). A data originalmente era comemorada em tributo ao primeiro  e ao 16º presidentes americanos, George Washington e Abraham Lincoln, mais recentemente se tornou uma forma de homenagear todos os presidentes dos EUA, passados e presente.

Os organizadores do Not My President's Day no Facebook publicaram um manifesto em que explicam os motivos do protesto e fazem uma retrospectiva dos 30 dias do governo Trump, listando os motivos pelos quais não concordam com sua gestão. Os manifestantes escolheram o dia não só pelo simbolismo de dizer não ao presidente, mas também porque hoje o governo completa um mês.

Central Park

Em Nova York o protesto deve se concentrar nas proximidades do Central Park ao meio-dia (14h em Brasília). Os preparativos para o evento ganharam destaque na imprensa norte-americana e redes de televisão como ABC News, NBC News e CNN divulgaram informações sobre as manifestações. Essas redes foram chamadas de inimigas por Trump, que atribuiu a elas a publicação de fake news (notícias falsas) sobre seu governo.

Manifestantes ouvidos pelo jornal USA Todaydisseram que não aceitam Donald Trump como presidente “devido às suas políticas sobre aborto e imigração”, como explicou Nova Calise, uma das organizadoras do evento em Nova York.

Em Atlanta, capital da Geórgia, ativistas planejam a marcha Impeach now (Impeachmentagora).  Em Chicago, os manifestantes também usaram o Facebook para se organizar, e o protesto na cidade deve começar em frente à Trump Tower, prédio de propriedade do magnata republicano.

Rallys e Campanha

Enquanto ativistas e opositores se organizam e realizam protestos como o de hoje e o de ontem (19), que reuniu pessoas favoáveis aos muçulmanos em Nova York, entre elas Chelsea Clinton, filha do ex-presidente Bill Clinton e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, apoiadores de Trump também se organizam para demostrar apoio ao presidente.

Trump, por sua vez, recomeçou a realizar eventos políticos, os chamados rallys ou comícios, que adotou com sucesso durante a campanha presidencial para falar aos eleitores. No sábado (18), ele reuniu cerca de 9 mil pessoas em Melbourne na Flórida, onde defendeu seu plano de governo e sua política de segurança baseada na construção de um muro, mais rigor na entrada de viajantes e na deportação de imigrantes irregulares que tenham problemas com a Justiça.

Para reforçar sua política de segurança, Trump citou ataques terroristas recentes na Alemanha e na Suécia. “Olhem só, o que está acontecendo na Alemanha, e o que aconteceu ontem na Suécia, eles estão tendo problemas como nunca antes pensaram que seria possível”, disse. Só que nenhum ataque ocorreu na Suécia, segundo as autoridades. A gafe repercutiu bastante e Trump escreveu no Twitter que havia visto a notícia em um programa da rede Fox News.

O presidente reforçou ainda suas críticas à imprensa e ao Poder Judiciário pelo bloqueio à sua ordem executiva que impedia a entrada de imigrantes. E comentou que a imprensa é a “inimiga número 1” do povo norte-americano.

Bastante aplaudido na Flórida, Trump disse que vai fazer o país grande de novo, recuperando oslogan de campanha Make America Great Again. E foi além, disse que vai fazer o país “grande como nunca foi”.

Agência Brasil

As livrarias nos Estados Unidos estão se transformando em centros de resistência política ao presidente Donald Trump. Elas promovem debates sobre justiça social e organizam grupos de ação para provocar o novo ocupante da Casa Branca.

No movimento de protesto que surgiu à esquerda, assim que Trump tomou posse em janeiro, as livrarias entraram na guerra e assumiram papéis que vão desde simples locais de encontro a verdadeiras salas de luta política.

Enquanto as grandes cadeias, como a Barnes & Noble, que têm clientes em todas as camadas, se afastaram do campo político, as livrarias independentes, com um núcleo mais reduzido de clientes, foram se envolvendo cada vez mais na luta política.

"Muitas pessoas afirmam que viramos as nossas lojas para a revolução”, disse Hannah Oliver Depp, gerente de operações da rede Word, que tem livrarias em Nova Jersey e Nova Iorque, em declarações ao jornal The New York Times.

Resistência

Uma das iniciativas dos quais participou, e que reuniu centenas de pessoas, convidava os clientes a escrever postais aos governantes, tendo ela própria escrito ao senador Cory Booker de Nova Jersey, agradecendo pela sua resistência contra a administração Trump.

Em St. Louis, no Missouri, os donos de livrarias planejaram eventos com escritores para reverter os lucros a favor dos refugiados, e muitas lojas estão divulgando, para os clientes, informações como as escolhas de Trump para os gabinetes, a ameaça de cortar o financiamento para as cidades-santuário ou a proibição de entrada de refugiados e de muçulmanos nos Estados Unidos.

Por todo o país, livrarias independentes encheram as suas janelas e estantes com livros emblemáticos como "1984", de George Orwell, "It Can’t Happen Here” ("Não pode acontecer aqui"), de Sinclair Lewis, e outras obras sobre política, fascismo, totalitarismo e justiça social.

Agência Brasil

A polícia italiana prendeu três brasileiras acusadas de tráfico de seres humanos e favorecimento à prostituição, informaram as autoridades neste domingo (19) em um comunicado. As informações são da agência de notícias Ansa.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado emitido pela justiça brasileira em caráter internacional. Através do Serviço de Cooperação Internacional da Polícia, as autoridades brasileiras informaram ao governo italiano sobre a atuação de um grupo com sede em Fortaleza, no Ceará, que agia no tráfico de seres humanos e no favorecimento à prostituição na Itália.

No Brasil, foram emitidos mandados contra 13 pessoas. Na Itália, esses mandados foram cumpridos pelas equipes de polícia de Brescia, Milão e Gorizia, contra três mulheres que são suspeitas de integrar o grupo

Agência Brasil

Autoridades italianas apreenderam nesta sexta-feira (17) 390 quilos de cocaína no porto de Gioia Tauro, na região de Reggio Calábria, Itália. A droga chegou em um navio proveniente do porto de Santos, no Brasil, que tinha como destino final o porto de Odessa, na Ucrânia. De acordo com as autoridades a droga, que seria desembarcada na Itália, estava dividida em 354 blocos e sua venda renderia cerca de 80 milhões de euros. As informações são da Agência ANSA.

"O importante resultado confirma a validade da análise operacional que, através de uma série de cruzamentos de documentos e novas descobertas, permitem a individualização de contêineres suspeitos", disse o procurador da região, Federico Cafiero De Raho. O porto de Gioia Tauro é considerado por ele como a "porta de entrada na Itália para a cocaína", já que a região abriga alguns dos pilares de um dos maiores grupos mafiosos italianos, a 'ndrangheta'.

A apreensão foi realizada pelo Comando Provincial de Reggio Calábria e por funcionários da Agência de Aduanas - Escritório Antifraude, com a coordenação da Direção Distrital Antimáfia.

Agência Brasil

Ouça a 730
apple android
(62) 98400-1757